Gazeta Esportiva

Árbitros protestam contra veto de Dilma antes dos duelos da rodada

São Paulo, SP

12/08/15 | 21:39

Conforme anunciado pela Anaf (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol), os trios de arbitragem das partidas da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro realizaram protestos antes do apito inicial. A categoria está descontente com o veto da presidente Dilma Rousseff ao item da MP do Futebol que lhes assegurava uma porcentagem dos direitos de transmissão.

Nesta quarta-feira, os atos se iniciaram no Maracanã, na partida entre Flamengo e Atlético-PR. O árbitro da partida, Marcelo Aparecido de Souza, ficou postado no meio-campo junto de seus assistentes e do quarto-árbitro por cerca de um minuto, levantando uma placa de substituição com os números zero e cinco (em alusão aos 0,5% dos direitos de transmissão reclamados pela classe).
O mesmo procedimento se repetiu antes do apito inicial do jogo entre Coritiba e Palmeiras. No entanto, nesta ocasião, os atletas das duas equipes se juntaram ao trio e ficaram alinhados no círculo central do gramado do Couto Pereira. Tudo indica que os protestos se repitam em todas as demais partidas desta rodada.

“É a primeira manifestação desta envergadura na história da arbitragem brasileira. Na rodada, haverá um minuto de silêncio em protesto contra o veto. Equipes de arbitragem colocarão faixas pretas no braço. O quarto árbitro vai levantar a placa com 0,5”, disse a Alaf, em nota oficial.

“É importante salientar que os atletas (justamente) já possuem o direito de arena de 5% garantido em lei. Aos árbitros seria destinado 0,5%, o que seria suficiente para garantir à categoria melhores condições de trabalho”, completou a publicação.

Segundo a associação, o prejuízo aos cofres da classe dos árbitros com o veto aos 0,5% pela presidente gira entre 7 e 10 milhões de reais. A nota oficial publicada no site oficial da entidade ainda garante que ‘os recursos sairiam do bolso da empresa detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro (Rede Globo), sem qualquer ônus para o Estado’.

Deixe seu comentário