COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Há um dia da estreia na Copa do Mundo, o técnico da Arábia Saudita, Juan Antonio Pizzi talvez tenha uma das missões mais difíceis no Mundial: conduzir os árabes às oitavas de final. Antes do confronto contra a Rússia nesta quinta-feira, o treinador demonstrou otimismo com os seus comandados, e quer a equipe propondo o jogo:

“Queremos ser melhores na força física, nas táticas e também na técnica. Mas o meu estilo é de competir ativamente e ser o melhor. Gosto dos holofotes. Se estivermos nos holofotes e tivermos a bola, teremos resultados melhores”, afirmou o comandante.

Depois de muito tempo se preparando para esse duelo contra os russos, Pizzi mostrou que conhece o oponente: “Nós sabemos perfeitamente como a Rússia vai jogar contra a gente e vamos utilizar todas as nossas ferramentas para capitalizar em cima dessa bola perigosa do time russo e o quão perigosos eles podem ser, quando se trata disso (o jogo aéreo) ”, analisou o técnico.

A Arábia está no Grupo A do Mundial, com Egito, Uruguai e Rússia. A estreia será contra os anfitriões nesta quinta-feira às 12h00 (horário de Brasília), no Estádio Luzhniki, em Moscou.

Pizzi está confiante na campanha árabe (Foto: Alexander Nemenov/AFP)



Perisic não vê a Copa da Rússia como última chance da boa geração croata (Foto: Giuseppe Cacace)

Apesar de uma geração talentosa, com vários jogadores atuando em grandes clubes da Europa, a Croácia ainda não obteve bons resultados nas grandes competições em que disputou no últimos anos. Eliminados na fase de grupos do Mundial do Brasil e nas oitavas de final da Eurocopa 2016 para Portugal, os croatas chegam pressionados para a Copa da Rússia. No entanto, o atacante Perisic não acredita que essa seja a última chance da geração fazer uma boa campanha em torneios de grande porte.

“A maioria dos jogadores está em sua melhor temporada. Também acho que teremos outra chance depois dessa Copa. Depende de quantos estão planejando continuar jogando (pela seleção)”, disse o jogador que defende as cores da Internazionale de Milão.

Além de Perisic, a seleção croata conta com outros representantes de grandes clubes europeus, como Kovacic e Modric, do Real Madrid, Rakitic, do Barcelona, Mandzukic, da Juventus, Lovren, do Liverpool, Vrsaljko, do Atlético de Madrid, e Subasic, do Monaco. Nos amistosos deste ano, a Croácia ganhou de Senegal e México, mas perdeu para o Brasil e o Peru. O jogador da Inter de Milão exaltou a qualidade plantel e projetou a estreia diante da Nigéria.

“Todos os jogadores têm condições de serem titulares, mas cabe ao treinador decidir quem vai jogar (…). Para mim Senegal, contra quem jogamos em partida amistosa, talvez seja melhor do que a Nigéria. Mas a Nigéria é uma seleção acostumada a grandes competições. De qualquer jeito, esperamos vencer”, declarou o confiante Perisic.

Croácia e Nigéria se enfrentam neste sábado, às 16h (de Brasília), em Spartak. Islândia e Argentina completam a grupo D da Copa do Mundo.




Após se dedicar a trabalhos físicos na manhã desta quarta-feira, a Seleção Brasileira realizou um treinamento em campo no período da tarde, em Sochi, base da equipe durante a Copa do Mundo da Rússia. Durante cerca de uma hora e meia, sem a presença da imprensa, Tite comandou uma atividade técnica-tática que fez ajustes para a estreia contra a Suíça.

De acordo com o site da CBF, divididos em dois grupos, os jogadores trabalharam movimentações táticas ofensiva e defensiva. Em um lado do campo, balizas estáticas simularam o posicionamento das linhas de defesa do primeiro rival do Brasil, conhecido por sua zaga sólida.

Para superá-la, os auxiliares Cleber Xavier e Matheus Bachi orientaram os atletas nas ações ofensivas. Enquanto isso, na outra metade do campo, Sylvinho direcionou os movimentos defensivos e as saídas de bola. Em seguida, os dois grupos inverteram de lado para que todos participassem de ambos os trabalhos.

Após o treino tático, alguns jogadores aprimoraram finalizações e cobranças de pênaltis. Os laterais Danilo e Marcelo treinaram cobranças de faltas. Já Renato Augusto, que ainda requer cuidados em função do joelho esquerdo, realizou um trabalho individual de condicionamento físico em separado com o preparador Fábio Mahseredjian.

Em outro campo, dando sequência ao processo de recuperação de uma pancada no tornozelo direito, Fred fez uma atividade de adaptação funcional com os fisioterapeutas, acompanhada pelo médico Rodrigo Lasmar. Desfalque do amistoso contra a Áustria, o meio-campista se exercitou em circuitos propostos pelos profissionais e ainda realizou um trabalho leve com bola.

O técnico Tite ainda não confirmou a escalação para a estreia contra a Suíça, prevista para o próximo domingo, às 15 horas (de Brasília), em Rostov, mas a tendência é que o Brasil entre em campo com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Diferentemente do que ocorreu nesta quarta, quando a Seleção Brasileira trabalhou em dois períodos, a programação desta quinta prevê apenas um treino, que terá início às 16 horas locais (10 horas de Brasília).



A torcida francesa ganhou uma preocupação na última terça-feira. Às vésperas da Copa do Mundo, Kylian Mbappé foi atingido no tornozelo esquerdo pelo companheiro Adil Rami e precisou deixar o treino mais cedo. No entanto, nesta quarta-feira, o torcedor pode respirar aliviado, já que o atacante voltou a treinar e garantiu estar bem, além de guardar ressentimentos do colega de seleção.

“Nós treinamos como jogamos. Isso acontece e vai voltar a acontecer. Mas estou 100%. As coisas tomam proporções muito grandes, mas não fiquei incomodado”, pontuou o jogador do Paris Saint-Germain.

Mbappé tem apenas 19 anos e disputa sua primeira Copa do Mundo (Foto: Franck Fife/AFP)

Ainda na terça, após o ocorrido Mbappé usou as redes sociais para esclarecer que tudo estava bem, inclusive a relação com Remi, depois de alguns torcedores terem o criticado. “Estou bem, não foi nada grave. Mas obrigado pelas mensagens de vocês. E deixem meu amigo Remi. Não foi na maldade”, escreveu em seu Twitter.

Além do atacante, os zagueiros Djibril Sidibé e Samuel Umtiti também treinaram normalmente com a seleção francesa, nesta quarta-feira, depois de gerarem preocupações por problemas físicos. Eles vinham fazendo trabalhos separados do grupos nos últimos dias, mas devem estar aptos para a estreia no Mundial.

A França está no Grupo C, ao lado de Austrália, contra quem estreia neste sábado, às 7h (de Brasília), Peru e Dinamarca. O segundo jogo acontece no dia 21, às 12h (de Brasília) contra o time de Paolo Guerrero, e os franceses encerram a primeira fase no dia 26, às 11h (de Brasília), contra os dinamarqueses.



Aos 29 anos de idade, Paulinho se prepara para disputar a Copa do Mundo pela segunda vez na carreira. Um dos titulares do técnico Tite na Rússia, o jogador do Barcelona se vê no auge e sente a Seleção Brasileira mais confiante do que na edição de 2014 do torneio.

“Na minha carreira, sempre superei as adversidades”, disse Paulinho quando indagado sobre as repetidas demonstrações de força que precisou fazer, a última ao chegar ao Barcelona. “Eu me sinto privilegiado por jogar mais uma Copa do Mundo. Tenho certeza que chego no melhor momento da carreira e da vida”, completou.

Paulinho foi convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo de 2014 e, colocado no lugar de um vulnerável Fernandinho, participou da humilhante derrota por 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal. Experiente, ele sente o time de Tite mais bem preparado.

“É claro que chega com uma confiança maior. Não estamos aqui para comparar, já passou. Mas alguns pontos fazem com que a equipe esteja mais preparada. Em quatro anos, você aprende muita coisa. A Seleção passou por uma evolução grande e vamos aproveitar o momento”, projetou.

O panorama favorável vivido pela Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo da Rússia é consequência do sucesso de Tite no comando da equipe. O técnico acumula uma campanha de 17 vitórias, três empates e uma derrota, com 47 gols marcados e apenas cinco sofridos.

“O que fiz nesses quatro anos foi deixar o passado de lado e agora, com meus companheiros, tenho uma nova chance de fazer melhor. A vida é assim: perdemos e agora temos outra oportunidade. O futebol é bom porque rapidamene te dá a chance de reverter”, declarou Paulinho.



O meio-campista Paulinho, conhecedor do futebol espanhol, preferiu não comentar a crise vivida pela equipe europeia, marcada pela saída do técnico Julen Lopetegui. Cauteloso ao ser questionado sobre o assunto, o jogador do Barcelona ficou mais à vontade para falar sobre o ambiente da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo.

Insatisfeito com a negociação de Lopetegui com Real Madrid, Luis Rubiales, presidente da Federação Espanhola de Futebol, anunciou nesta quarta-feira a dispensa do técnico. Dois dias antes da estreia contra Portugal, o ex-jogador Fernando Hierro foi empossado.

“Com certeza, a Espanha é uma das favoritas, com grandes jogadores e um time de alto nível. Na questão da saída do treinador, prefiro não me meter. Falaram muitas coisas, mas prefiro não me meter, até mesmo porque estou focado na Seleção Brasileira”, disse Paulinho.

Enquanto o elenco espanhol vive momento conturbado, o time comandado pelo técnico Tite desfruta de dias de tranquilidade antes da Copa do Mundo da Rússia, situação amparada na campanha de 17 vitórias, três empates e uma derrota da atual gestão.

“Nós tentamos levar o ambiente conversando, trocando ideia, sabendo a característica do outro. É um dos melhores grupos que já trabalhei na minha vida dentro do futebol. Há felicidade e amizade. Isso vai fazer parte da nossa campanha na Copa do Mundo”, afirmou Paulinho.

Com o volante do Barcelona como titular, a Seleção estreia na Copa do Mundo da Rússia às 15 horas (de Brasília) deste domingo, contra a Suíça, em Rostov. O Brasil deve jogar com Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.




Xavi Hernández fica do lado da Federação em caso da demissão de Lopetegui (Foto: AFP)

Xavi Hernández foi campeão da Copa do Mundo pela Espanha em 2010 e ficou mais de 20 anos no Barcelona, se considerada a época das categorias de base. Nesta terça-feira, o ex-capitão blaugrana ficou do lado da Federação Espanhola de Futebol, que demitiu nesta manhã o técnico Julen Lopetegui, a apenas um dia do início do Mundial.

“A decisão de Lopetegui me pareceu inoportuna, inesperada e precipitada. Foi uma surpresa para todos, mas Rubiales (presidente da entidade) reagiu muito bem. Pensou na Federação, que deve estar sempre acima de qualquer pessoa”, disse Xavi ao jornal espanhol Marca.

Julen Lopetegui foi demitido na manhã desta quarta-feira, um dia depois de confirmar sua ida ao Real Madrid após o término da Copa do Mundo. Fernando Hierro, então diretor esportivo da seleção espanhola, assumiu o comando. “Hierro é um treinador muito preparado para desempenhar este cargo na seleção. Para mim, a Espanha segue firmemente sendo uma candidata ao título. Ele nos ajudou muito em 2010, quando perdemos a primeira partida contra a Suíça”, observou.

Sobre a atitude do Real Madrid, de contatar o técnico da seleção principal durante uma preparação para Copa do Mundo, o ex-Barça foi incisivo. “Não sou ninguém para comentar a atitude do Real Madrid, mas como ex-jogador creio que a Federação decidiu muito bem”.

A Espanha está no Grupo B no Mundial, ao lado de Portugal, Marrocos e Irã. O jogo de estreia é já na próxima sexta-feira, às 15h (de Brasília), contra a equipe de Cristiano Ronaldo.



Diferentemente dos membros da Conmebol, o Brasil votou pelo Marrocos (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

A candidatura conjunta de México, Estados Unidos e Canadá garantiu o direito de receber a edição de 2026 da Copa do Mundo ao bater o projeto do Marrocos por 134 a 65. Diferentemente do que havia combinado com a Conmebol e seus filiados, o Brasil votou no país africano.

Após a eleição, realizada durante Congresso da Fifa nesta quarta-feira, a entidade divulgou os votos de cada confederação. Entre os países americanos, o Brasil foi o único que votou no Marrocos em detrimento da candidatura tripla, o que causou estranheza em Moscou.

A CBF, que já havia declarado apoio a México, Estados Unidos e Canadá, foi representada pelo coronel Antônio Carlos Nunes de Lima, presidente em exercício desde o afastamento de Marco Polo Del Nero. O dirigente não saberia que os votos de cada confederação seriam publicados após a eleição.

México, Estados Unidos, Canadá e Marrocos não votaram. Assim como Ilhas Virgens, Porto Rico e Guam, ligados aos Estados Unidos. Já Cuba, Eslovênia e Espanha preferiram se abster, enquanto o Irã foi o único país que não escolheu nenhuma das candidaturas.

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira edição disputada por 48 seleções, com 16 grupos de três equipes. Os Estados Unidos já sediaram o evento em 1994 e receberão a decisão. O México abrigou o torneio em 1970 e 1986 e o Canadá chega como estreante.