COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Nesta quinta-feira, a FIFA divulgou a lista de árbitros para a Copa do Mundo deste ano, na Rússia. Serão ao total 36 juízes, além de 63 assistentes, de 46 países diferentes. Entre os relacionados, está o brasileiro Sandro Meira Ricci. Os bandeiras Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse serão os assistentes e completam o trio.

Em abril, a entidade dividirá os juízes entre as funções em campo em um seminário em Coverciano, na Itália. Lá, serão divididos em árbitro principal, assistentes, quarto árbitro e assistentes reservas. A grande novidade será o árbitro de vídeo pela primeira vez na história do Mundial.

Já no país sede, e há dez dias da Copa, todos os convocados participarão de um curso em Moscou, com o intuito de prepara-los ainda mais para as partidas da competição.

Com 43 anos, Sandro Meira Ricci foi eleito o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro de 2010. Foi o segundo no quesito no ano seguinte. Além disso, na Copa do Mundo disputada no Brasil era o representante brasileiro na arbitragem. Outros pontos altos na carreira foram: a decisão da Copa do Brasil de 2012 e a final da Libertadores em 2014.

Sandro Ricci será o árbitro braisleiro na Copa (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)


Lionel Messi não esconde sua ambição pela conquista da Copa do Mundo de 2018 e a disposição a findar o jejum de 25 anos da seleção da Argentina sem um título. Porém, as últimas impressões da equipe comandada por Jorge Sampaoli não foram nada satisfatórias, principalmente após a goleada sofrida para a Espanha por 6 a 1, sem a presença do craque, poupado.

Mesmo ausente em campo, Messi não abandonou sua função de líder do time no vestiário. O jornal La Nación revelou os passos do camisa 10, que abandonou as tribunas ainda no decorrer do amistoso para ter uma postura que, de certa forma, impressionou os companheiros. As informações foram de que o jogador do Barcelona “falou grosso” no vestiário e pediu que todos se mantivessem focados no projeto do Mundial.

Messi foi poupado dos dois amistosos da Argentina por um incômodo na perna (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

“Levantem a cabeça, todos. Vamos superar tudo o que aconteceu juntos e fazer tudo em conjunto”, teria dito Messi, reafirmando o apoio ao trabalho de Sampaoli e ambicionando a competição na Rússia.

O jornal ainda revela que o fato foi bastante elogiado pelos companheiros de equipe, que não tinham presenciado uma postura como essa do líder técnico da Argentina até então. Um jogador específico, não identificado na matéria, foi quem externou o ocorrido. “Foi uma coisa impressionante. Ele surpreendeu a todos e falou como um capitão”, disse.

Depois de se classificar para Copa do Mundo apenas na última rodada das Eliminatórias, pode-se dizer que a Argentina não terá uma missão, ao menos em teoria, complicada para chegar a segunda fase. Cabeça de chave do Grupo D, os bicampeões mundiais terão pela frente a Croácia, Islândia e Nigéria. Caso terminem na liderança e a seleção peruana na segunda posição do grupo C, um clássico Sul-Americano nas oitavas de final pode acontecer.




Saransk é a menor cidade-sede da Copa do Mundo de 2018. A 605 km de Moscou, o município se destaca por ser a capital da República da Mordóvia, local onde surgiram os povos fino-úgricos, presentes na Finlândia, Hungria, Estônia e, claro, na própria Rússia, entre outros países.

Saransk é considerada uma das cidades mais agradáveis da Rússia. Com uma população de 307 mil habitantes, ela contará com um estádio construído exclusivamente para o Mundial, a Mordóvia Arena, com capacidade para 44 mil pessoas e que será casa do FC Mordovia.

A construção da Mordóvia Arena começou em 2010, ano em que a unificação do povo mordóvio com os outros grupos étnicos da Rússia completou mil anos. O estádio está localizado no centro da cidade, à margem do rio Insar.

Com formato oval, a Mordóvia Arena é predominantemente laranja, vermelha e branca, cores que remetem à paleta usada nas artes do povo mordóvio. Pelo fato de estar instalado em uma pequena cidade, o estádio terá algumas de suas partes desmontadas após o Mundial, o que diminuirá sua capacidade para 25 mil pessoas. Desta maneira, a praça esportiva não só poderá receber partidas de futebol, mas também confrontos de vôlei, basquete e tênis, uma vez que contará com uma cobertura.

Na Copa do Mundo a cidade receberá quatro jogos da fase de grupos: Peru x Dinamarca, Colômbia x Japão, Irã x Portugal e Panamá x Tunísia.



Os recentes amistosos da seleção da Espanha, principalmente a goleada sobre a Argentina por 6 a 1, levantaram a moral dos jogadores e da comissão técnica dirigida por Julen Lopetegui. Antes tratada sem muito alarde, a campeã Mundial de 2010 ressurge como uma das principais candidatas e conquista da Copa do Mundo da Rússia e, em caso de título, a Federação promete “ressarcir” seus jogadores com um bônus satisfatório.

De acordo com o jornal espanhol Marca, existe um princípio de acordo entre a entidade que comanda o futebol espanhol e os principais jogadores do país, entre eles Sergio Ramos, Piqué e Iniesta para um “bicho” de 800 mil euros (aproximadamente R$ 3,2 milhões) para cada jogador do elenco em caso da conquista do bicampeonato Mundial.

Espanha goleou a Argentina por 6 a 1 na última terça-feira em amistoso realizado em Madri (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

Depois de uma conquista inédita na África do Sul com uma geração que se consagrou como uma das melhores da história do país, a Espanha não conseguiu conciliar sua entressafra de jogadores na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, quando acabou eliminada precocemente na fase de grupos, superada por Chile e Holanda, líder do grupo.

Em 2018, a renovação tão aclamada acabou acontecendo, a começar pelo comando técnico. Vicente del Bosque deixou o comando e deu lugar a Julen Lopetegui que, mantendo alguns pilares experientes, passou a apostar em jovens jogadores, ainda que alguns em posições secundárias, como o caso de Marco Asensio, grande joia do Real Madrid, mas sem titularidade absoluta na seleção.

Apesar de forte candidata a conquista da Copa na Rússia, a Espanha sequer foi cabeça de chave no sorteio, alimentando a esperança de um possível grupo da morte, que acabou não acontecendo. Ao lado de Portugal, a Fúria terá pela frente Irã e Marrocos na primeira fase.



Diego Costa atuou nos dois amistosos da Espanha durante a data Fifa (Foto: Odd Andersen/AFP)

A seleção da Espanha deixou uma boa impressão para os presentes no Estádio Wanda Metropolitano. Última partida antes do anúncio da lista de convocados para a disputa da Copa do Mundo, Julen Lopetegui viu seus comandados golearem a Argentina por 6 a 1 e os testes promovidos darem, quase em sua totalidade, um resultado positivo dentro de campo.

Um desses “testes” foi Diego Costa. Autor do primeiro gol no triunfo, o atacante não escondeu a empolgação e revelou que vê a Espanha com um elenco capaz de fazer um bom Mundial, sonhando “com coisas grandes”. “Com os jogadores que temos, nunca podemos dizer que não somos favoritos, temos sempre chances de vencer e vamos com a missão de fazer algo grande”, ressaltou em declarações ao jornal espanhol Sport.

Fora das últimas listas de Julen Lopetegui, o atacante do Atlético de Madrid voltou a ser convocado e marcou gols, cumprindo sua função primordial. Apesar do momento favorável, o hispano-brasileiro ainda não é uma certeza para o Mundial da Rússia, disputando com Rodrigo e Morata duas vagas no elenco, que voltou a atuar com um jogador de referência no comando de ataque.

“Durante os nove meses que não estava sendo convocado para a seleção estava confuso. Fiquei seis meses sem jogar por circunstâncias que todos sabem, mas eu sabia que assim que eu começasse jogar teria oportunidades novamente. Estou feliz por estar com eles”, disse o centroavante.

 



Pogba e Dembélé foram as principais vítimas do amistoso contra a Rússia (Foto: Olga Maltseva/AFP)

A vitória da França sobre a Rússia no amistoso realizado na última terça-feira em São Petersburgo acabou por ser mais uma partida marcada por casos de injúrias raciais a atletas no palco da Copa do Mundo de 2018. Desta vez, as vítimas foram dois dos principais jogadores da equipe visitante: Paul Pogba e Ousmane Dembélé, principalmente nos momentos em que se alinhavam para cobranças de escanteio.

Ainda no decorrer do confronto, testemunhas afirmaram que os insultos vindos das arquibancadas tratavam os dois atletas como “macacos”. Após a partida, o caso foi denunciado e a entidade do Futebol Contra o Racismo (FARE) acionou a Fifa, que abriu um inquérito nesta quarta-feira, menos de 24 horas depois do amistoso, com vitória do time francês por 3 a 1.

Por meio de sua conta no twitter, a ministra de esportes da França, Laura Flessel, se manifestou contra o ocorrido e lamentou que o palco da próxima Copa alimente esse discurso inadmissível. “Racismo não tem lugar no campo de futebol. Temos que agir em união a nível europeu e internacional para encerrar este comportamento inadmissível”, declarou.

Vale ressaltar que os insultos racistas não são uma novidade na Rússia. Há algumas semanas, durante a partida entre Zenit e RB Leipizig, também foram denunciados atos discriminatórios em partida válida pela Liga Europa. A preocupação com a repercussão na próxima sede do Mundial deve ser um tema discutido no Congresso Disciplinar da entidade, dia 31 de maio.




Seleção alemã levou a pior no amistoso desta terça (Foto: Patrik Stollarz/AFP)

O Brasil foi superior à Alemanha nesta terça-feira, no Estádio Olímpico de Berlim, e saiu com a vitória por 1 a 0, se redimindo, na medida do possível, do desastre ocorrido na Copa do Mundo de 2014: o fatídico 7 a 1. Alguns alemães, no entanto, voltaram a alfinetar os brasileiros mesmo após o revés em casa. O jornal Bild, que publicou uma manchete sugestiva nesta quarta-feira, serve de exemplo.

“Agora está 7 a 2”, escreveu o diário, em sua capa. Os jornalistas alemães agregaram o placar do amistoso desta terça à goleada sofrida pela Amarelinha no Estádio do Mineirão, pelas quartas de final do Mundial sediado pelo próprio Brasil, no dia oito de julho de 2014. “Brasil vence por 1 a 0, no entanto, os campeões do mundo somos nós! Os sul-americanos foram bem-sucedidos na mini revanche do desastre de 7 a 1”, completou.

Brasil e Alemanha poderão se reencontrar apenas na Copa do Mundo deste ano, na Rússia, quem sabe para uma revanche oficial. Enquanto a seleção verde e amarela se encontra no Grupo E, junto a Costa Rica, Suíça e Sérvia, a Mannschaft compõe o Grupo F, medindo forças com Coreia do Sul, México e Suécia. Embora ambas as equipes sejam favoritas para terminarem a primeira fase na liderança de suas respectivas chaves, caso uma se classifique em segundo e outra em primeiro lugar, o confronto poderá ocorrer logo nas oitavas de final.



A 1057 km de Moscou, Samara figura como um dos lugares mais pitorescos da Rússia. O local, que respira história, é conhecido por ser o centro da engenharia espacial do País e por lá milhares de pessoas aparecem para visitar o Museu de História Espacial, onde se encontram réplicas de naves, motores, uniformes de astronautas, entre outros artigos.

Em 1935, a cidade foi renomeada de Kuybyshev em homenagem a Valerian Kuybyshev, revolucionário russo e comandante do Exército Vermelho. Durante a Segunda Guerra Mundial, o município foi escolhido para ser a capital da Rússia caso os alemães tomassem o domínio de Moscou.

Somente após a guerra Kuybyshev se tornou um centro de tecnologia russo. Por conta do polo industrial que não só envolvia aviação e engenharia aeroespacial, mas também indústrias metalúrgicas, elétricas e refinarias, o local foi fechado para forasteiros. Yuri Gargarin, primeiro homem a ir ao espaço, inclusive, foi lançado ao espaço na famosa nave Vostok, construída na cidade.

Na Copa do Mundo o local irá receber seis jogos: quatro da fase de grupos, um das oitavas de final e outro das quartas. Croácia x Sérvia, Dinamarca x Austrália, Uruguai x Rússia e Senegal x Colômbia serão as partidas do estágio inicial do torneio que acontecerão por lá.

O estádio de Samara, com capacidade para 45 mil pessoas e com arquitetura inspirada no tema espacial, vem gerando preocupação ao Comitê Organizador e à Fifa por conta de suas obras atrasadas. A estrutura foi erguida exclusivamente para a Copa, e o FC Krylya Sovetov herdará a Arena após o fim do torneio. Basta saber se até o primeiro jogo previsto para acontecer na cidade, no dia 17 de junho, tudo estará nos trinques para receber as seleções.