COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Bélgica e Inglaterra já se enfrentaram nesta Copa do Mundo (Foto: Ozan Kose/AFP)

Com a definição da final entre França e Croácia pela Copa do Mundo, após a vitória dos croatas para cima da Inglaterra por 2 a 1, nesta quarta-feira, a disputa do terceiro lugar desta edição do Mundial marcará o reencontro de duas seleções que já se enfrentaram na mesma competição: Bélgica e Inglaterra.

No dia 28 de junho deste ano, os europeus realizaram, entre si, a última partida da fase de grupos. Já classificados, os times “tiraram o pé”, já que tanto Roberto Martinez (técnico da Bélgica) e Gareth Southgate (técnico da Inglaterra) escalaram somente reservas.

Confira a galeria de fotos daquela partida:

Aos cinco minutos do segundo tempo daquele jogo, anuzaj recebeu pela direita, dentro da área, balançou para cima de Rose e mandou no ângulo inverso, sem qualquer chance para o goleiro Pickford, fazendo o 1 a 0 e decretando a vitória belga no embate.

A única vez que tal fato “chegou perto” de ocorrer na definição do terceiro lugar da Copa foi em 1954. À época, a Áustria derrotou o Uruguai por 3 a 1 e ficou com a marca, sendo que ambos os times estavam na mesma chave na fase de grupos daquele torneio.

Entretanto, o regulamento daquele Mundial não previa que todos os times se enfrentassem entre si na primeira fase, realizando apenas dois jogos em um grupo com quatro equipes. Dessa maneira, a Áustria enfrentou a Escócia e Chechoslováquia, assim como o Uruguai.



Mandzukic, que só tinha marcado contra a Dinamarca até então, fez história em Moscou (foto: Yuri Cortez/AFP)

Mario Mandzukic marcou dois gols na Copa do Mundo da Rússia, três vezes menos do que o inglês Harry Kane, o artilheiro do torneio. O último deles, no entanto, foi o mais importante da história da Croácia.

Com uma boa atuação na semifinal contra a Inglaterra, nesta quarta-feira, em Moscou, Mandzukic fez o que dele se esperava no segundo tempo da prorrogação. Aos dois minutos, o atacante ficou com a bola do lado esquerdo da área depois de uma cabeçada de Rakitic e chutou cruzado para estufar a rede.

Mandzukic ficou em êxtase com o feito, com os croatas chegando a derrubar um fotógrafo na comemoração à beira do campo. Não era para menos euforia. O gol dele sacramentou a vitória por 2 a 1 sobre os ingleses e garantiu uma vaga na final do Mundial, contra a França, às 12 horas (de Brasília) de domingo, novamente no Estádio Luzhnikí.

Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem assegurada a sua melhor campanha em uma Copa do Mundo. Em 1998, no Mundial disputado justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.

A Croácia, no entanto, quer mais. E conta com Mandzukic, autor de um gol também contra a Dinamarca e até então ofuscado pelos compatriotas Modric, do Real Madrid, e Rakitic, do Barcelona, para fazer ainda mais história na Rússia.

Aos 32 anos, Mandzukic passou por Marsonia, NK Zagreb e Dínamo de Zagreb no seu país antes de defender Wolfsburg e Bayern de Munique na Alemanha e Atlético de Madrid na Espanha. Ao final da Copa do Mundo, retornará para a Juventus, da Itália, time no qual passará a ter a companhia do astro português Cristiano Ronaldo.




A Copa do Mundo poderá ter um campeão inédito na Rússia. Nesta quarta-feira, o Estádio Luzhnikí, em Moscou, a Croácia mostrou força para empatar a semifinal por 1 a 1 com a Inglaterra no tempo normal e alcançar a virada por 2 a 1 na prorrogação.

A Inglaterra começou melhor a partida e inaugurou o marcador logo aos quatro minutos, em uma cobrança de falta certeira de Trippier. Sem se encontrar no primeiro tempo, a Croácia melhorou consideravelmente no segundo e igualou com Perisic. Na etapa final da prorrogação, Mandzukic assegurou a vitória.

A adversária da Croácia na final das 12 horas (de Brasília) de domingo, outra vez no Luzhnikí, será a França, campeão mundial de 1998, que superou a Bélgica por 1 a 0 na outra semifinal. Ingleses e belgas disputarão o terceiro lugar às 11 horas (de Brasília) de sábado, em São Petersburgo.

Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem garantida a sua melhor campanha em um Mundial. Em 1998, na Copa disputada justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.

Já a Inglaterra viu interrompido o sonho de conquistar o bicampeonato mundial. A melhor seleção do planeta em 1966 não ia a uma semifinal desde 1990, quando perdeu para a campeã Alemanha e acabou no quarto lugar depois de tropeçar também contra a anfitriã Itália.

Certeiro
A Inglaterra não demorou a abrir o placar no Luzhnikí. Logo aos quatro minutos do primeiro tempo, Trippier ajeitou a bola para cobrança de falta e buscou o ângulo. Acertou, levando ao delírio os torcedores do seu país.

O gol facilitou a missão inglesa. Empolgado, o time dirigido por Gareth Southgate assumiu o controle da partida, sem dar muitos espaços para a Croácia reagir. A adversária, para piorar, estava desgastada pelas duas prorrogações que disputou nas fases anteriores.

Aos 29 minutos, a Inglaterra criou grande chance para ampliar o marcador. Kane recebeu passe de Lingard à frente da marcação dentro da área e, primeiro, parou na intervenção do goleiro Subasic. Depois, no rebote, o centroavante perdeu o ângulo e finalizou na trave.

A Croácia melhorou um pouco no final do primeiro tempo, mas não o bastante para assustar os ingleses. Ao apito final do árbitro Cuneyt Cakir, os comandados de Zlatko Dalic tiveram forças para cercar o turco e reclamar de um pênalti em cima de Lovren, em lance que era exibido pela transmissão do jogo naquele momento.

Reação croata
A pouco mais de 45 minutos de deixar a disputa pelo título, caso o resultado parcial fosse mantido, os croatas continuaram nervosos na etapa complementar. Houve troca de empurrões com os ingleses por causa de um lance em que a Croácia tinha pressa para recolocar a bola em jogo.

A tensão logo passou a prevalecer dos dois lados do campo, com algumas falhas individuais. A partir dos 15 minutos, a Croácia já parecia abdicar da organização tática para empurrar a Inglaterra para o campo de defesa e buscar o sonhado gol de empate.

Deu certo. Aos 22 minutos, Vrsaljko ergueu a bola na área da direita, e Perisic esticou bastante o pé para completar para a rede. Festa dos croatas no gramado e nas arquibancadas do Estádio Luzhnikí.

O gol reanimou a Croácia. A Inglaterra, por sua vez, acusou o golpe. Quase em seguida, Perisic tirou proveito de um vacilo de Stones, pedalou do lado esquerdo da área e concluiu cruzado. Na trave. Na sobra, Rebic chutou de primeira, em cima do goleiro Pickford.

Com Perisic e Mandzukic inspirados – e o astro Modric um pouco menos –, a Croácia continuou a pressionar a Inglaterra, que se segurou defensivamente. Aos britânicos, coube contra-atacar vez ou outra e tentar se beneficiar das jogadas de bola parada.

Mandzukic vira herói nacional
Desgastadas, as duas seleções diminuíram naturalmente o ritmo na prorrogação. Ainda assim, aos oito minutos, a Inglaterra quase comemorou outro gol. Stones cabeceou firme após uma cobrança de escanteio, e Vrsaljko, também pelo alto, salvou em cima da linha.

A Croácia fez ainda melhor no segundo tempo da prorrogação. Aos dois minutos, Rakitic jogou a bola para a área de cabeça. Lá dentro, Mandzukic apareceu na frente de Pickford e bateu firme e cruzado da esquerda para estufar a rede e virar herói nacional.

FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 2 X 1 INGLATERRA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 11 de julho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 78.011 pessoas
Cartões amarelos: Mandzukic e Rebic (Croácia); Walker (Inglaterra)
Gols: CROÁCIA: Perisic, aos 22 minutos do segundo tempo, e Mandzukic, aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação; INGLATERRA: Trippier, aos 4 minutos do primeiro tempo

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic, Rebic (Kramaric), Modric (Badelj) e Perisic; Mandzukic (Corluka)
Técnico: Zlatko Dalic

INGLATERRA: Pickford; Walker (Vardy), Stones e Maguire; Trippier, Henderson (Dier), Dele Alli, Lingard e Young (Danny Rose); Sterling (Rashford) e Harry Kane
Técnico: Gareth Southgate



O Liverpool segue atento ao mercado e na busca por reforços para a próxima temporada. De acordo com o jornal britânico Telegraph, após o anúncio da contratação do brasileiro Fabinho, que estava no Monaco-FRA, o alvo da vez seria Xherdan Shaqiri, do Stoke City-ING, grande destaque da Suíça na disputa da Copa do Mundo da Rússia.

Os valores da multa rescisória do atacante de 26 anos de idade, que seria um pedido do técnico Jurgen Klopp, não são conhecidos, ainda que estejam avaliados entre 12 e 13 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 65 milhões). Sua saída não deverá ser dificultada, visto que o Stoke não vive um bom momento e acaba de ser rebaixado à segunda divisão do Campeonato Inglês.

Shaqiri deve deixar o Stoke City nesta janela de transferências do futebol europeu (Foto: Gabriel Bouys/AFP)

O suíço teve um início de carreira promissor. Revelado pelo Basel-SUI, foi vendido ao Bayern de Munique em 2012, por 11,8 milhões de euros. Após 81 partidas e 17 gols, deixou o clube alemão em 2015, rumo à Inter de Milão, primeiro por empréstimo, depois em definitivo. Na Itália, não foi bem, com somente 20 jogos e três gols, foi negociado com o Stoke City, que pagou cerca de 17 milhões de euros pela contratação.

A última temporada foi sua melhor em Stoke on Trent. Mesmo com a equipe sendo rebaixada na Premier League, Shaqiri foi responsável por oito gols e sete assistências nas 36 vezes em que esteve em campo. Na Copa da Rússia, o atacante fez somente um gol, mas foi muito importante para que a Suíça obtivesse uma boa campanha, chegando às oitavas de final do torneio.




Passados cinco dias desde a eliminação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, o meia Philippe Coutinho utilizou as redes sociais para afirmar que a dor da derrota ainda é forte. O jogador aproveitou ainda a oportunidade para agradecer as mensagens de carinho que vem recebendo dos torcedores e afirmou que o grupo merecia um resultado melhor pelo trabalho que vinha sendo feito.

“Passaram alguns dias mas a dor ainda é a mesma. Esse grupo merecia estar lá ainda por todo o trabalho, entrega e seriedade. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa seleção. Agradeço todo o apoio do povo brasileiro que acreditou e torceu pela gente desde o início e também por todas as mensagens positivas nesse momento. Agora é hora de sacudir a poeira e se fortalecer mentalmente para voltarmos mais fortes. ORGULHO DE SER BRASILEIRO”, publicou.

O craque do Barcelona foi um dos principais destaques da participação da canarinho na Copa do Mundo com dois gols marcados, além de ter saído de campo duas vezes com o prêmio de melhor jogador em campo, nos duelos contra a Suíça e Costa Rica. Está é a primeira vez que o jogador comentou após a desclassificação.

O Brasil acabou eliminado da competição ao ser derrotado pela Bélgica pelo placar de 2 a 1 nas quartas de final do torneio. Na última terça-feira os belgas acabaram sendo superados pela França na semifinal e agora disputarão apenas a disputa do terceiro lugar do Mundial no próximo sábado.



Para além do espetáculo, da emoção e do clima festivo, esta Copa do Mundo da Rússia também foi marcada por episódios negativos. Fora de campo, por exemplo, ficou evidente que a mulher ainda não possui seu devido espaço no universo do futebol. Como apontou a ONG Fare Network, parceira da Fifa, nesta quarta-feira, foram documentados 45 casos de assédio e sexismo a mulheres que chegaram ao torneio como torcedoras, jornalistas, e voltarão como vítimas.

“Tivemos notícia de 30 incidentes de sexismo, geralmente de mulheres russas sendo assediadas por estrangeiros. É um número subestimado. E também tivemos 15 casos de jornalistas mulheres assediadas por torcedores. Alguns desses casos tornaram-se notórios no mundo todo”, afirmou o presidente da instituição, Piara Powar, em coletiva de imprensa realizada para discussão de casos de discriminação ao longo deste Mundial.

Mulheres se tornaram alvos de atitudes machistas e desrespeitosas na Rússia (Foto: MANAN VATSYAYANA/AFP)

Dentre os casos mais famosos citados pelo presidente da Fare Network, estão o dos brasileiros que assediaram uma mulher russa com uma música machista, de alusão ao órgão genital feminino, e os episódios de torcedores tentando beijar repórteres enquanto estas trabalhavam, ao redor de estádios e em pontos de circulação de torcida.

Atitudes como essas são inaceitáveis e já deviam ter deixado de existir há anos. Em um esporte tão plural como é o futebol, todos merecem espaço, independentemente de raça, etnia, sexo ou gênero. Se, em 2018, os ocorridos mostraram que nem todos podem aproveitar uma Copa do Mundo sem que sejam alvos de desrespeito e discriminação, é sinal de que ainda há muita coisa para mudar. E que em 2022, no Qatar, o controle sobre os casos seja ainda maior.



Após a França derrotar a Bélgica e avançar para a final da Copa do Mundo, o irmão do zagueiro Marquinhos, Luan Aoás, utilizou as redes sociais para publicar uma mensagem bastante polêmica. Na postagem, o agente do defensor que representou a Seleção Brasileira durante o Mundial elogiou a equipe francesa e elogiou o trabalho de Didier Deschamps, aproveitando a oportunidade para supostamente alfinetar o trabalho de TIte na Seleção Brasileira.

“Allez les bleus! Só mulecada, sem nenhum jogador ‘experiente’ para encher o saco. Time joga solto… treinador (Deschamps) firme com suas escolhas, coerente de verdade. Pode até não ganhar a Copa, mas é o melhor time!”, publicou.

Irmão e agente de Marquinhos causa polêmica com publicação (Foto: Reprodução)

Na parte final da postagem, o irmão de Marquinhos parece dar outra alfinetada sobre o ambiente da equipe brasileira, citando as mulheres dos jogadores. “Não vejo nenhuma postagem de mulheres dos jogadores franceses falando m… e atrapalhando o time!”, completou.

Vale lembrar que Marquinhos fazia dupla de zaga com Miranda no começo da era Tite no comando da Seleção Brasileira. No entanto, já na fase final dos jogos das Eliminatórias, o defensor acabou perdendo espaço para o companheiro de Paris Saint-Germain, Thiago Silva. Durante a Copa do Mundo, Marquinhos esteve em campo por apenas 6 minutos contra o México.



Uma das figuras mais polêmicas desta Copa com o microfone na boca, o goleiro Thibaut Courtois deu mais uma prova de sua fama após a Bélgica ser derrotada pela França na última terça-feira. Questionado se a eliminação de sua seleção foi algo justo, o arqueiro de 26 anos deixou claro a sua insatisfação com a maneira que o resultado foi construído.

“É uma partida frustrante. A França não jogou nada, eles jogaram para se defender atrás da bola. Eles jogaram no contra-ataque, com Mbappé e Griezmann, que são muito rápidos. É direito deles. Eles jogaram muito embaixo, e nós sempre tivemos problemas com isso, eles fizeram isso muito bem”, avaliou.

Apesar de sua opinião ser forte, Courtois parece não ter tanta razão, já que os le Blues finalizaram 19 vezes durante os 90 minutos, contra apenas 9 dos belgas. Mesmo sendo apresentado a esses números, o goleiro do Chelsea parece não mudar o seu pensamento.

Courtois reclama de jogo francês e afirma que preferia ter perdido pro Brasil (Foto: GABRIEL BOUYS / AFP)

“Eu fiz algumas defesas, mas eles não tiveram grandes chances. Eles marcaram com um escanteio, é uma pena. Nós perdemos contra uma equipe que não é melhor que nós. Nós perdemos contra uma equipe que não jogou nada, que se defendeu. Contra o Uruguai, eles marcaram com uma falta e um erro do goleiro. É uma pena para o futebol que a Bélgica não tenha vencido”, afirmou o goleiro.

Para completar as polêmicas, Courtois relembrou a partida diante da Seleção Brasileira, quando a Bélgica acabou vencendo por 2 a 1, porém o arqueiro precisou trabalhar muito, já que a equipe de Tite finalizou 26 vezes a meta adversária.

‘Preferia ter perdido para o Brasil, uma equipe que se atreve a jogar futebol e que poderia ser melhor que nós’, completou o goleiro em suas críticas.