COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A seleção belga terminou a primeira fase da Copa do Mundo na liderança do Grupo G. Nesta quinta-feira, os Red Devils, como são apelidados os jogadores da Bélgica, enfrentaram a Inglaterra, em Kaliningrado, e acabaram saindo de campo com a vitória por 1 a 0, graças ao golaço de Januzaj, logo no início do segundo tempo.

Ambas as equipes entraram em campo com muitos reservas. Já classificados às oitavas de final, os dois países tinham apenas de definir quem avançaria como líder da chave. Com a vitória, a Bélgica enfrentará o Japão nas oitavas e, caso supere os asiáticos, poderá enfrentar a Seleção Brasileira em uma eventual quartas de final. Já a Inglaterra enfrentará a Colômbia em seu próximo compromisso no torneio.

Embora o triunfo belga não possa ser considerado uma zebra devido ao grande talento que a seleção comandada por Roberto Martínez detém, o resultado chamou a atenção. Essa foi apenas a segunda vitória da Bélgica na história dos confrontos com a Inglaterra. A última aconteceu em um amistoso, em 1936, quando os Red Devils venceram por 3 a 2.

O jogo – Com suas respetivas formações alternativas, Inglaterra e Bélgica protagonizaram um primeiro tempo bem morno. Embora ambas as equipes tenham tido que lidar com a falta de entrosamento dos atletas em campo, os belgas até conseguiram assustar os rivais ao longo da etapa inicial. Logo aos cinco minutos, Tielemans decidiu experimentar de fora da área e viu a bola cair repentinamente em sua trajetória rumo ao gol, pegando de surpresa o goleiro Pickford, que ainda conseguiu fazer a defesa e jogar para escanteio.

Posteriormente, aos nove minutos, foi a vez de Batshuayi quase deixar o dele. Januzaj cobrou escanteio, Fellaini escorou de cabeça, e o atacante do Borussia Dortmund completou para o gol. Na confusão, a bola acabou escapando das mãos de Pickford, mas o zagueiro Cahill estava ligado na jogada para afastar o perigo em cima da linha.

Sem conseguiu infiltrar com a bola no chão, as equipes seguiam apelando para as bolas aéreas. Aos 26 minutos, novo escanteio para a Bélgica, que assustou os ingleses mais uma vez. Fellaini teve liberdade para matar a bola no peito após cruzamento, dentro da área, e chutar firme. Por sorte, a bola acabou desviando na defesa da Inglaterra, salvando Pickford, que dificilmente chegaria a tempo para defender.

Somente aos 33 minutos a Inglaterra, enfim, esteve próxima de balançar as redes. E foi em uma jogada discreta, não muito elaborada, também fruto de um escanteio. Alexander-Arnold jogou na área e encontrou Loftus-Cheek, que cabeceou pressionado por Dembele e mandou rente à trave direita de Courtois.

Segundo tempo

Já no segundo tempo a seleção inglesa voltou a campo mais esperta. Logo aos dois minutos, Rose cobrou lateral rápido para Rashford. A defesa belga afastaou, mas Vardy recuperou e tocou novamente para o atacante do Manchester United, que tentou bater colocado, no ângulo esquerdo de Courtois, mandando para fora.

A Bélgica, por sua vez, não demorou muito para responder e em cinco minutos foi mais eficiente que em todo o primeiro tempo. Januzaj recebeu pela direita, dentro da área, balançou para cima de Rose e mandou no ângulo inverso, sem qualquer chance para Pickford, abrindo o placar em Kaliningrado.

A Inglaterra teve a grande oportunidade de empatar com Rashford, que recebeu outro passe açucarado de Jamie Vardy e, desta vez, saiu sozinho na cara de Courtois. O atacante tentou tirar do goleiro belga, mas acabou exagerando no arremate, mandando para fora e levando os torcedores ingleses à loucura.

Nos minutos finais, os ingleses ainda tentaram pressionar os adversários em busca do empate e, consequentemente, da classificação em primeiro do grupo, uma vez que possui menos cartões amarelos, porém, não saíram do quase. Aos 37, Welbeck aproveitou a sobra dentro da área e pegou de primeira, mas não contou com a sorte e viu seu arremate ser desviado por Fellaini. Foi a chance derradeira dos campões mundiais em 1966, que enfrentarão a Colômbia, enquanto a Bélgica pegará o Japão.

FICHA TÉCNICA
INGLATERRA 0 X 1 BÉLGICA

Local: Estádio Kaliningrado, em Kaliningrado (RUS)
Data: 28 de junho de 2018, quinta-feira
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (SLO)
Assistentes: Jure Praprotnik (SLO) e Mohammed Abdulla Mohammed (EAU)

Gol: Januzaj, aos cinco minutos do 2ºT (Bélgica)
Cartões amarelos: Tielemans e Dendoncker (Bélgica)

INGLATERRA: Pickford; Jones, Stones (Maguire) e Cahill; Alexander-Arnold (Welbeck), Loftus-Cheek, Dier, Delph e Rose; Rashford e Vardy
Técnico: Gareth Southgate

BÉLGICA: Courtois; Dendoncker, Boyata e Vermaelen (Kompany); Chadli, Fellaini, Dembele e Thorgan Hazard; Januzaj (Mertens), Batshuayi e Tielemans
Técnico: Roberto Martínez





Técnico polonês ressaltou nível emocional da partida contra o Japão (Foto: Mark RALSTON/AFP)

A partida contra o Japão, nesta quinta-feira, em Volgogrado, marcou a despedida da Polônia da Copa do Mundo da Rússia. Após duas atuações ruins nas primeiras rodadas do Grupo H, a equipe entrou em campo eliminada e, ao menos, conseguiu dar adeus à competição de maneira honrosa. Vitória por 1 a 0, que, para o técnico Adam Nawalka, não ameniza a decepção provocada pela precoce eliminação.

“Tivemos que lidar com muitas críticas justificadas, e isso fez com que o nível emocional deste jogo fosse muito, muito alto por parte da equipe polonesa. Todos esperávamos por melhores resultados nos dois primeiros jogos”, afirmou o comandante. “A vitória pode oferecer um pouco de alegria para os fãs de futebol na Polônia e toda a equipe de treinadores, mas isso não vai, de forma alguma, adoçar a cerveja da derrota e os resultados dos nossos dois primeiros jogos”, completou.

O zagueiro Jan Bednarek, autor do único gol do jogo contra os japoneses, pensa da mesma forma que seu treinador. Para ele, este Mundial representa uma grande frustração para os poloneses, que esperavam chegar mais longe no torneio.

“Estamos desencantados com a Copa do Mundo. Queríamos passar para as oitavas e tenho certeza de que isso teria sido muito celebrado por nossos torcedores. Queríamos jogar o último jogo com orgulho para que nossos fãs de futebol ficassem felizes e pudéssemos voltar com o escudo, não no escudo, por assim dizer. Esta é uma boa lição para nós no futuro”, apontou o defensor.

A Polônia deixa a Copa do Mundo na lanterna do Grupo H, com apenas três pontos ganhos. Com bela campanha nas Eliminatórias Europeias, a Alvirrubra teve um desempenho muito aquém do esperado, aos perder as duas primeiras partidas, para Senegal e Colômbia, respectivamente. Mesmo derrotados, os japoneses seguem vivos na Rússia, assim como os colombianos, que venceram Senegal e se classificaram na primeira posição da chave.



Pekerman afirmou estar muito preocupado com a situação de James (Foto: Fabrice COFFRINI / AFP)

A Colômbia tinha tudo para viver um dia de felicidade plena após carimbar a sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao derrotar Senegal. No entanto, o clima na entrevista coletiva do técnico José Pekerman concedida após a partida não foi exatamente positiva. Isso porque o treinador se mostrou bastante preocupado com o meia James Rodriguez.

Poupado na partida estreia, quando entrou apenas nos minutos finais da partida, o jogador do Bayern de Munique vinha se recuperando de uma lesão na panturrilha e chegou a ser titular na segunda partida. No entanto, na partida desa quinta o jogador voltou a reclamar de dores e precisou ser substituído aos 30 minutos do primeiro tempo, fato que preocupa o treinador colombiano.

“Estou muito preocupado. É muito duro para a equipe esta situação. Não queria falar sobre isso, pois não queria começar a coletiva lamentando uma situação crítica. Mas estou muito preocupado. Ele treinou normalmente até ontem (quarta), treinou faltas e pênaltis. Estava em condições ideais em todos os treinamentos. Não tínhamos nenhum indício. Não sei o que vai acontecer”, lamentou o comandante.

Apesar da lesão do principal jogador do seu grupo de comandados, o treinador fez questão ressaltar o bom trabalho feito pelos seus jogadores e salientou o equilíbrio do Grupo H da Copa do Mundo.

“O jogo foi difícil porque não conseguimos o controle necessário no meio-campo central para nos permitir alimentar o tipo certo de bolas para Falcão. Este foi um grupo muito equilibrado e você vê isso com o Senegal, que teve um torneio muito bom, indo para casa. Havia muita tensão no ar hoje e, a esse respeito, acho que minha equipe se saiu muito bem”, completou.

Para carimbar a sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Colômbia precisou derrotar a seleção de Senegal nesta quinta-feira, e conseguiu pelo placar de 1 a 0 gol do zagueiro Yerri Mina. A equipe espera agora para saber se seu adversário da próxima terça-feira.







Akira Nishino elogiou sua equipe após a classificação (Foto: Mark RALSTON/AFP)

Começando a terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo da Rússia na liderança do Grupo H, o Japão correu um sério risco de ser eliminado nesta quinta-feira. Em Volgogrado, os asiáticos foram derrotados pela já eliminada Polônia por 1 a 0 e só não se despediram da competição porque a Colômbia venceu Senegal no outro jogo da chave. O técnico Akira Nishino, porém, ficou contente com o desempenho de seus comandados e disse que a equipe mereceu a classificação.

“Já estivemos aqui antes (nas oitavas de final) no futebol japonês e conquistamos isso. Nós merecemos isso. É claro que, no passado, quando passamos pela fase de grupos, foi o mesmo: jogamos com as nossas melhores forças e a nossa mentalidade de hoje é a mesma”, afirmou o comandante Akira Nishino, em coletiva de imprensa após o apito final.

Virando a chave para o mata-mata, Nishino ainda reiterou que a seleção japonesa não atuou em seu melhor nível nos três primeiros confrontos do Mundial, mas garantiu que os Nippons estão bem para a disputa da próxima fase.

“Poderíamos ter dado o nosso melhor para passar pela fase de grupos, mas não gastamos tudo. Meus jogadores podem estar bastante cansados, mas gostaríamos que eles ficassem confiantes, porque estamos bem, mesmo que o próximo adversário seja Bélgica ou Inglaterra”, completou.

O Japão volta a campo na próxima segunda-feira, às 15h (no horário de Brasília). Já pelas oitavas de final, a equipe asiática enfrenta o primeiro colocado do Grupo G, que será definido após o duelo entre Bélgica e Inglaterra ainda nesta quinta-feira. No mata-mata, quem perder dará adeus à Copa do Mundo da Rússia. Se o placar terminar empatado após o tempo regulamentar, a decisão irá para a prorrogação e, se necessário, pênaltis.



A Colômbia foi eficiente nos chutrs ao gol (Foto: AFP)

O confronto morno entre Senegal e Colômbia, que decretou a classificação dos sul-americanos, contou com pouca emoção e chances de gol. Os goleiros de ambas as seleções não foram muito exigidos por conta da falta de eficiência nos ataques, que deixaram a desejar na pontaria.

Foram apenas 14 chutes ao gol combinados dos dois times em todo o jogo. O Senegal concentrou mais as tentativas ofensivas, mas pecou na hora de acertar a meta de Ospina. Foram oito chutes, mas apenas três foram em direção ao gol e sem sucesso.. Já a Colômbia tentou quatro vezes, com dois acertando a meta e a cabeçada de Mina vencendo Ndiaye, para marcar o gol da vitória.

Com mais posse de bola, em geral, a Colômbia teve dificuldades de converter esse domínio ofensivamente. No entanto, no primeiro tempo, quem ficou mais tempo com a bola no pé foi o time africano, mas não deu sequência na segunda etapa. Antes do gol de Mina, o Senegal ainda buscou prender a bola, já que o empate classificava a seleção.

O que impressiona na diferença entre as equipes foi a quantidade de passes. Os colombianos trocaram 432, contra apenas 293 de Senegal. Com maior número de trocas, a Colômbia ainda foi mais eficiente, tento 83% de acerto, enquanto os senegaleses tiveram 78%.

A Colômbia ficou com seis pontos após a vitória, se classificando em primeiro do grupo. Enquanto Senegal, com os mesmos três pontos do Japão não passaram de fase por conta de um cartão amarelo.



Aliou Cisse lamentou a eliminação por cartões amarelos (Foto: EMMANUEL DUNAND / AFP)

A seleção de Senegal de 2018 entrou para a história das Copas do Mundo. Os Leões de Teranga foram a primeira equipe da história da competição a ser eliminada do torneio pelo quesito fair play. O treinador Aliou Cisse, lamentou a maneira de que sua equipe foi eliminada do torneio, mas se mostrou orgulhoso pelo futebol apresentado pelo seus comandados.

“Tenho muito orgulho da minha equipe hoje e tenho orgulho do trabalho deles. Mas o Senegal não se classificou porque não merecemos qualificar. Os pontos de Fair Play são uma das regras e estas regras foram estabelecidas nos regulamentos do torneio; nós temos que respeitar isso. Preferíamos ser eliminados de outra maneira, mas é assim que funciona e sabíamos que esse era o regulamento”, avaliou.

Senegal encerrou a fase de grupos com uma campanha idêntica ao Japão. No entanto, por ter recebido seis cartões amarelos contra quatro dos japoneses, os africanos acabaram sendo eliminados da competição. Apesar de lamentar o excesso de cartões, o treinador prefere ressaltar a falta de gols no primeiro 45 minutos e ressaltou que espera uma evolução da equipe no futuro.

“Acho que poderíamos ter marcado no primeiro tempo e acho que controlamos a partida muito bem. Estou decepcionado pela minha equipe, por esta geração e por esses jogadores que lutam todos os dias pelo nosso país. Vou continuar a encorajá-los e a estar com eles, porque acho que podemos esperar muito mais coisas boas deles no futuro”, completou.

A equipe de Senegal encerrou a fase de grupos com quatro pontos conquistados, após bater a Polônia, empatar com  Japão e ser derrotada para a Colômbia. Com a derrota a Copa de 2018 será a primeira que não terá ao menos uma seleção africana nas oitavas de final.