Fifa recebe relatório sobre gestão política de 18 ligas e 141 clubes

São Paulo, SP

01-03-2016 09:32:20

Relatório de empresa terceirizada servirá para amparar trabalho da Fifa neste início (Reprodução/Twitter)
Relatório de empresa terceirizada servirá para amparar trabalho da Fifa neste início (Reprodução/Twitter)

Depois de participar de um amistoso com ex-jogadores na última segunda, primeiro dia oficial de seu mandato, Gianni Infantino deu sequência ao início de trabalho na Fifa nesta terça-feira, ao receber um relatório produzido pela empresa de consultoria esportiva CIES. No dossiê foi possível reunir uma análise de formas de governança e administração em 18 ligas e 141 clubes nos seis diferentes continentes.

Esse é o segundo estudo publicado pela CIES e fornecido à Fifa, e abrange múltiplas questões, como diferentes formas de representação política e tomadas de decisão, gestão em termos administrativos, obrigações financeiras e projetos de infraestrutura. A análise foca na relação liga-clube e nos modelos de organização ao redor do mundo, levando em conta as práticas que são – ou não – comuns em diferentes continentes.

O levantamento fornecido pela empresa é um primeiro passo na tentativa da Fifa compilar um modelo de análise comparativo, considerando a maioria das ligas e clubes ao redor do globo. Outra resolução que pode organizar ainda mais a estruturação da entidade é o Conselho da Fifa, criado com a aprovação do pacote de reformas no Congresso Extraordinário.

O novo órgão, que tomará o lugar do Comitê Executivo – extinto após o escândalo que se abateu sobre a entidade em 2015 -, terá a função de mediar a relação entre a Fifa e as muitas ligas ao redor do mundo, criando uma ponte entre a Fifa, os atletas, os clubes e as federações nacionais.

A confecção de relatórios periódicos e a delegação de funções é um fato que só vai colaborar com a organização da entidade neste momento de reconstrução. A próxima reunião na sede da Fifa acontecerá de 13 a 18 de março, época em que deverá ser divulgado o novo secretário-geral da entidade, responsável por fazer a ponte entre o presidente as principais demandas das confederações nacionais.

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