Al Hussein critica medidas reformistas de Infantino: "Completa traição"

São Paulo, SP

16-05-2016 16:45:39

Al Hussein condena vinculação de comitês à Fifa e clama por votação transparente (Foto:Reprodução/Twitter)
Al Hussein condena vinculação de comitês à Fifa e clama por votação transparente (Foto:Reprodução/Twitter)

Derrotado no primeiro turno do Congresso Extraordinário realizado em Zurique, e que elegeu Gianni Infantino como responsável por conduzir a entidade máxima do futebol durante o processo de reforma, o jordaniano Ali bin Al Hussein teceu duras críticas em relação aos primeiros passos da reforma estrutural da entidade.

Em entrevista ao caderno de esportes do jornal britânico The Telegraph, Al Hussein encarou como uma traição a forma com que as votações foram feitas neste primeiro congresso do ano. Presente no evento na Cidade do México como representante da Federação Jordaniana, o dirigente comentou algumas mudanças.

Com a reforma executiva, frentes como os comitês disciplinar, de ética, e de auditoria, por exemplo, terão de ficar subordinados à chefia da entidade. A aprovação unânime das medidas, votadas durante a última semana, também foi contestada pelo cartola, que até tentou comprovar irregularidades para adiar as eleições.

"A forma como a votação foi colocada para os membros do congresso, bem como o voto, sugerem uma completa traição para todos aqueles que tinham pensado e votado pela mudança, pela transparência e pela reforma", disse, relatando certa surpresa com relação à dinâmica da votação.

"O movimento feito para os membros votarem, no último dia, veio com uma certa surpresa para todos: de repente, estávamos sendo solicitados a aprovar a alteração dos estatutos que removeram a independência do comitê de ética, comitê de recursos e a comissão de reforma", exemplificou o dirigente.

Além de falar numa traição total, Al Hussein também reiterou o mal exemplo que uma forma de governo vinculada pode acarretar às novas gerações. A nova decisão a respeito dos comitês, tomada na última semana, resultou até na saída de Domenico Scala, que comandou o processo de reforma e os processos contra os principais alvos no esquema até então.

"Nos dois últimos anos a Fifa vem sobrevivendo escândalo público após escândalo. E as decisões corajosas que vieram para salvar o órgão só partiram dessas estruturas separadas. Os órgãos de ética independente foram a única razão para a sequência. É essencial para cooperar com a aplicação da lei externamente", reforçou.

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