Lisca celebra estreia na Vila, explica mudanças no Santos e destaca: "Falta muita coisa"

Rodrigo Matuck - São Paulo,SP

01/08/22 | 23:30

O Santos ficou no empate de 2 a 2 com o Fluminense nesta segunda-feira, em casa, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marcou a estreia de Lisca na Vila Belmiro. Após o jogo, o comandante destacou a sua felicidade e afirmou estar tranquilo neste seu início no Peixe.

“Foi muito legal. Trabalhar no Santos é um privilégio. Trabalhei em clubes de grandeza, como o Guarani. Treinar no Brinco de Ouro foi especial. Aqui o muro do CT está cheio de ídolos. Trabalhei muito para estar aqui. Eu vim tranquilo, maduro, sabendo do desafio. É um prazer enorme. Conviver no CT do Santos é maravilhoso, o Santos tem hotel próprio. A gente concentra em casa, em quartos shows de bola, com fisioterapia, campo, piscina, nossa sala. Clubes de grande expressão concentram fora", disse.

"Trabalhar aqui é um prazer enorme. Com serenidade e experiência, posso aproveitar bem e crescer cada vez mais na carreira. Daqui posso ir para o exterior ganhar um pouco de dólar também. Quero ficar no Santos até o fim de 2023 e depois explorar o mundo. Santos vai me levar a isso porque é um clube mundial”, completou.

Falando especificamente sobre a partida, o treinador explicou as suas substituições. Ele iniciou o a partida com Camacho no lugar de Rodrigo Fernández e Lucas Barbosa na vaga de Léo Baptistão. Quando o Fluminense virou o placar na etapa final, no entanto, ele inverteu as alterações.

“Eu precisava equilibrar na parte técnica. Camacho conhece o Diniz, sempre foi homem de confiança dele. Rodrigo está condicionado no homem, é um grande jogador. Nossa referência é bola, espaço, companheiros e adversários. Não perseguimos mais. Rodrigo está assimilando e melhorando. Eu precisava de uma qualidade maior de jogo que Camacho dá na iniciação. O Diniz faz trabalho diferente, só ele faz paralela cheia e enche o lado de campo. O time é muito associativo. Eu já tinha planejado a troca, os três do meio se desgastaram muito. Rodrigo entrou bem, desarmando, deu passe lindo para o segundo gol", analisou.

“Baptistão está com um pouco de dificuldade na beirada dentro desse sistema. Barbosa é um grande jogador, aos 21 anos um jogador de mão cheia. Cumpre muito bem taticamente. Baptistão sentiu um pouco os fundamentos da posição, a sustentação. Rodrigo foi por questões técnicas e táticas, Baptistão foi mais tática. Baptistão não tem a facilidade que o Barbosa tem. Ângelo entrou bem, mas Sandry entrou afobado depois de um tempo sem jogar. Eu precisava mais força, mas houve excesso. Corremos pelo Sandry e nós perdemos e ganhamos juntos. Quando errar, vamos dar a bola de novo porque assim o jogador ganha confiança. Não tenho 11 titulares", disse.

Nono colocado do Brasileirão, com 27 pontos, o Santos volta ao campo agora apenas na próxima segunda-feira, quando visita o Coritiba, pela 21ª rodada do torneio. Lisca, portanto, terá uma semana para trabalhar o seu elenco. E o técnico pretende usar esse tempo para melhorar alguns aspectos.

“Falta muita coisa. Foi uma semana só. É um tempão para o futebol brasileiro, mas uma semana só. Teremos semanas abertas para interferir na equipe. A gente praticou muito em cima do que o Fluminense apresentava. Detectamos e trabalhamos três ou quatro vezes para neutralizar a paralela cheia do Diniz e não deixar inverter jogo, sem correr atrás deles e espaçar nosso time. Marcação zonal com pressão na bola", comentou.

"Detectamos, mas é difícil praticar. Mas nós conseguimos praticar. Conseguimos trabalhar bem, elevamos a intensidade dos treinos. Ficaram um pouco assustados com quilometragem e acelerações, mas temos que nos preparar. Podemos sentir um pouco o aspecto físico no fim, mas daqui a 15 ou 20 dias o nível estará melhor. Tenho certeza porque sei o que estou fazendo”, finalizou.


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