Análise: 1º tempo contra o Fluminense dá indícios que Santos pode evoluir com Lisca

Redação - São Paulo,SP

02/08/22 | 06:00 - 02/08/22 | 02:36

Por Rodrigo Matuck

O Santos empatou com o Fluminense por 2 a 2, em casa, nesta segunda-feira, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Essa foi apenas a segunda partida de Lisca no comando do clube e a primeira na Vila Belmiro.

Dentro de campo, o torcedor santista ficou animado com o que viu no primeiro tempo. O time se comportou muito bem taticamente, fechando os espaços dos cariocas e inibindo Germán Cano, artilheiro do Tricolor. O problema, no entanto, seguiu sendo a criatividade. Com a bola nos pés, o Alvinegro Praiano teve dificuldades para ser perigoso.

Mesmo assim, os donos da casa saíram na frente logo aos 15 minutos, em cobrança de escanteio aproveitada por Luiz Felipe. Após o tento, a equipe deu a bola para os rivais, mas, bem postada, pouco sofreu.

Na volta do intervalo, o ritmo do jogo seguia o mesmo. O Santos acompanhava a troca de passes dos rivais e apostava em esporádicos contra-ataques para tentar matar o jogo.

Contudo, em menos de um minuto, tudo foi por água abaixo. Sandry, que havia acabado de entrar, cometeu um pênalti bobo, e Ganso deixou tudo igual. No lance seguinte, a defesa bateu cabeça após lançamento de Nino, e Arias apareceu sozinho para virar.

Devido ao apagão, Lisca mexeu nas suas peças para tentar dar mais fôlego. E a estratégia deu resultado. Rodrigo Fernández e Ângelo saíram do banco para construírem a jogada que resultou no gol do decisivo Marcos Leonardo, que decretou o empate.


O primeiro jogo de do treinador na Vila, portanto, dá indícios que o Santos pode evoluir na temporada, especialmente por conta do primeiro tempo, quando os atletas ainda estavam com fôlego para aguentar a intensidade do estilo de jogo imposto pelo novo comandante.

Em coletiva, aliás, Lisca reconheceu que no segundo tempo o Peixe caiu de rendimento, mas prometeu que em breve tudo irá se encaixar.

“No segundo tempo diminuímos um pouco, mas é difícil pressionar alto o tempo todo. Tomamos gols atípicos, não foi criação. Bola quebrada, rebateu e Arias foi esperto na segunda bola, num espaço que deixamos entre defesa e meio. Não foi bola trabalhada, mas bola longa que o Fluminense dificilmente usa. Neutralizamos o Cano, foi isolado. Detectei espaçamento quando cheguei, a gente roubava a bola e estava desorganizado. Estou trabalhando e vamos melhorar muito”, disse.

“Falta muita coisa. Foi uma semana só. Teremos semanas abertas para interferir na equipe. Conseguimos trabalhar bem, elevamos a intensidade dos treinos. Ficaram um pouco assustados com quilometragem e acelerações, mas temos que nos preparar. Podemos sentir um pouco o aspecto físico no fim, mas daqui a 15 ou 20 dias o nível estará melhor. Tenho certeza porque sei o que estou fazendo”, completou.

O Santos volta a campo agora apenas na segunda-feira, quando visita o Coritiba, pela 21ª rodada do Brasileirão. A bola rola no Couto Pereira a partir das 20 horas (de Brasília).

Deixe seu comentário