Gazeta Esportiva

Oswaldo revela idolatria por Roberto Carlos: “Eu era cabeludão, bicho"

Bruno Ceccon e Luiz Ricardo Fini - São Paulo,SP

16/04/15 | 09:58

Oswaldo de Oliveira nunca foi jogador de futebol. Admirador de literatura, ele chegou a trabalhar como modelo nos anos 1970. Antes de iniciar a carreira no futebol, com os cabelos compridos, o atual técnico do Palmeiras curtiu o som de Roberto Carlos e tentou seguir a moda da Jovem Guarda.

Admirador de literatura, Oswaldo de Oliveira nunca jogou futebol profissionalmente e chegou a trabalhar como modelo nos anos 1970. Na juventude, com os cabelos compridos, o atual técnico do Palmeiras curtiu o som de Roberto Carlos, ícone da Jovem Guarda que se apresentará neste sábado, no Estádio Palestra Itália.

Primeira esposa atraiu cantor ao clube

“Eu era cabeludão, bicho. Só não botava aqueles enfeites de couro, aqueles negócios”, recordou, apontando para o antebraço esquerdo. “E também não usei a calça calhambeque. Era só o cabelo mesmo, meu irmão”, acrescentou à Gazeta Esportiva, de sorriso aberto e sotaque carregado para repetir gírias da época.

Recentemente, para reclamar de um torcedor que pedia incessantemente a entrada do jovem atacante Gabriel Jesus, Oswaldo de Oliveira citou o filme “Os Reis do Iê-Iê-Iê”, protagonizado pelos Beatles – o nome original da obra, lançada em 1964, é “A Hard Day’s Night”.

O iê-iê-iê, na verdade, é um aportuguesamento do “yeah, yeah, yeah” popularizado pelos Beatles em músicas como “She loves you” e “It won’t be long”. No Brasil, o termo acabou usado para se referir ao rock and roll produzido durante a década de 1960, com Roberto Carlos como ícone.

Na noite deste sábado, o antigo rei do iê-iê-iê fará uma apresentação no reformado Estádio Palestra Itália. O show é especial na medida em que marca o 74º aniversário de Roberto Carlos, nascido no dia 19 de abril e admirado pelo atual técnico do Palmeiras.

Oswaldo de Oliveira exibe disco da coleção Nova História da MPB, publicada pela Abril no ano de 1970
Oswaldo de Oliveira exibe disco da coleção Nova História da MPB, publicada pela Abril no ano de 1970 - Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
“Gosto muito do Roberto Carlos, até hoje. Acompanhei todas as fases, desde Splish Splash (álbum de 1963) até as últimas gravações, com canções lindíssimas que embalam os romances de geração em geração”, contou Oswaldo, sem esquecer outros artistas de sucesso em sua adolescência, como Ed Wilson e Sérgio Murilo.

A convite da Gazeta Esportiva, o técnico posou com um disco de Roberto e Erasmo Carlos. O treinador palmeirense, no entanto, não poderá acompanhar a apresentação de sábado no Palestra Itália, já que seu time enfrenta o Corinthians às 16 horas (de Brasília) de domingo, no Itaquerão, em jogo único válido pela semifinal do Campeonato Paulista.

Mesmo se tivesse melhor campanha em relação ao Corinthians, o Palmeiras não poderia jogar no Palestra Itália em função do show. Caso fosse o único responsável por tirar o time de casa, o cantor estaria "perdoadíssimo", garantiu Oswaldo. “Adoro o Roberto, sou fã dele desde sempre. É uma coisa que já está traçada há bastante tempo e quem sou eu para mexer?”, questionou.

Oswaldo ficou pensativo quando questionado sobre sua música preferida do cantor e preferiu elogiar o álbum "As Canções que Você Fez pra Mim", de 1993, no qual 11 composições de Roberto e Erasmo Carlos foram interpretadas por Maria Bethânia.

Roberto Carlos passou a torcer pelo Vasco na infância e adotou o Palmeiras como segundo time nos anos 1960
Roberto Carlos passou a torcer pelo Vasco na infância e adotou o Palmeiras como segundo time nos anos 1960 - Credito: Divulgação/Site Oficial
“Tem uma infinidade de gravações do Roberto que eu gosto. Uma que admirava muito é a "Nossa Canção" (composta por Luiz Ayrão). Espero até que ele me perdoe, mas as mais bonitas estão em um álbum da Maria Bethânia. É lindíssimo e ouço até hoje. Gostava tanto que no Natal daquele ano duas pessoas me deram o disco. Tenho guardado”, recordou.

O treinador não é tão supersticioso como Roberto Carlos, que aboliu a palavra azar de seu vocabulário, evita passar debaixo de escadas e rejeita o número 13. Ainda assim, espera que o uniforme azul da comissão técnica, cor favorita do artista, traga sorte diante do Corinthians.

“Também adoro azul, é minha cor preferida. É mais uma coisa que eu e o Roberto temos em comum, bicho”, sorriu Oswaldo, com os cabelos curtos bem penteados. Para alcançar a final do Campeonato Paulista, o técnico contará com a torcida do artista, admirador de Vasco e Palmeiras.

Deixe seu comentário