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Jorginho elogia Palmeiras e admite dificuldade do Chelsea na final do Mundial: "Não criamos"

São Paulo, SP

20/07/22 | 19:00

Já se passaram mais de cinco meses, mas a final do Mundial de Clubes da Fifa entre Chelsea e Palmeiras, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, ainda está na cabeça do volante ítalo-brasileiro Jorginho, do clube inglês. O jogador ajudou seu time a ser campeão com a vitória por 2 a 1 na prorrogação, após 1 a 1 no tempo normal, mas relembrou as dificuldades encontradas em campo. Em entrevista ao podcast "PodPah", na noite de terça-feira, revelou que o Verdão poderia ter conquistado o título.

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“Se o Palmeiras leva, não pode falar nada. Os caras fizeram o jogo deles, taticamente quase perfeito, não criamos quase nada. Algo que falássemos ‘meu Deus’ ou controlamos o jogo totalmente. O ambiente também estava sensacional”, disse Jorginho, que aproveitou para elogiar o trabalho feito pelo técnico português Abel Ferreira no comando do Palmeiras.

“Dei parabéns e dou novamente para o Palmeiras porque os caras jogaram futebol mesmo, estão voando e muito organizado. O treinador está fazendo um excelente trabalho. Eles tiveram dois contra-ataques que eu falei: ‘se essa bola entra, você é louco’”, explicou o volante, que está nos Estados Unidos com o Chelsea para a disputa da Florida Cup, um torneio amistoso de pré-temporada.

Com uma defesa bem postada, o Palmeiras pouco sofreu na decisão. O Chelsea largou na frente após gol de cabeça de Romelu Lukaku no segundo tempo. Pouco depois, em uma cobrança de pênalti, Raphael Veiga deixou tudo igual. Na prorrogação, em um lance de infelicidade, o zagueiro Luan viu a bola bater em seu braço quando estava de costas. O árbitro assinalou pênalti após ida ao VAR. Na batida, Havertz deslocou o goleiro Weverton e deu o título aos ingleses.


Jorginho finalizou afirmando que os clubes europeus se importam com o Mundial de Clubes da Fifa, diferentemente do que pensam os sul-americanos. “Clube brasileiro chega lá com a oportunidade de jogar contra um time europeu, então pensa que a gente menospreza. Então, acaba que eles podem chegar ainda mais motivados, mas a gente também sabe da importância. Talvez para os sul-americanos pode ir além, por causa dessa história de não ter motivação”, completou.

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