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Após 160 dias sem jogar, estreia com gol e chapéus não empolga Lucas

William Correia - São Paulo , SP - Brasil
19/01/2015 09:00:19

Em: Futebol, Palmeiras

Lucas não entrava em campo desde 10 de agosto, quando participou da derrota do Atlético-PR para o Botafogo e, nove dias depois, entrou na Justiça para sair do clube carioca. Passaram-se exatos 160 dias até o lateral direito enfrentar o chinês Shandong Luneng no último sábado e estrear no Palmeiras agradando a torcida, com chapéus e até um gol. Superação que chega a emocioná-lo, mas não o empolga.

“É legal, mas não posso criar expectativa e euforia. É o inicio de um trabalho, estamos só começando. Vamos trabalhar forte durante o ano para acontecer vitórias. Independentemente de fazer jogadas ou gols, o mais importante é o Palmeiras sair vitorioso”, declarou.

Ao falar do período sem jogar, Lucas parece se controlar para não deixar os olhos marejados. Principalmente após ver seu nome intensamente gritado e sair do Palestra Itália aplaudido pelo que mostrou. Além de fazer o segundo gol da vitória por 3 a 1, em uma de suas arrancadas de sucesso no ataque, levantou os palmeirenses ao aplicar dois chapéus seguidos no meio-campo. Foi exaltado mesmo isolando a bola logo depois.

Lateral direito ficou cinco meses sem jogar, mas estreou no Palestra Itália fazendo gol, dando chapéus e recebendo aplausos
Lateral direito ficou cinco meses sem jogar, mas estreou no Palestra Itália fazendo gol, dando chapéus e recebendo aplausos – Credito: Fernando Dantas/Gazeta Press
“Fiquei um bom tempo fora, mas a minha vontade de voltar a jogar foi muito grande. Isso facilitou, superou qualquer nível técnico e físico para eu conseguir algumas boas jogadas pela lateral”, comentou, emocionado ao não se mostrar arrependido pela decisão de ficar sem jogar – saiu do Botafogo por atrasos salariais.

“Infelizmente, tive que optar por decisões porque tenho coisas na cabeça em que sou muito convicto. Aconteceu de sair do Botafogo, não era esperado. Mas é vida nova, estou no Palmeiras”, declarou o jogador, que passou os últimos seis meses de 2014 trabalhando com um preparador físico particular, até se apresentar em condições de atender às exigências de Oswaldo de Oliveira, técnico que cobra vigor físico para marcar e atacar.

“É importante se dedicar para entender o jogo e saber o que fazer. Alguns jogos te oferecem chance de atacar, chegar mais perto do gol, e, em outros, você tem que defender mais. Tenho que estar preparado para tudo”, disse o mais animado, mas ainda pouco eufórico novo lateral direito do Verdão.




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