Gazeta Esportiva

Em meio a investigação do governo italiano, conselho de administração da Juventus pede demissão

AFP - São Paulo,SP

28/11/22 | 22:28

Todos os membros do conselho de administração da Juventus, incluindo o presidente Andrea Agnelli, pediram demissão, anunciou o clube italiano em um comunicado nesta segunda-feira à noite.

O diretor-geral, Maurizio Arrivabene, ficará encarregado de resolver os assuntos do dia-a-dia até que um novo conselho seja formado, especificou o clube italiano. A próxima assembleia geral está marcada para 18 de janeiro.

O conselho de administração, do qual fazem parte Agnelli e seu vice-presidente Pavel Nedved, renunciou "considerando a centralidade e relevância das pendências jurídicas e técnico-contábeis", em referência a uma investigação da justiça italiana aberta há mais de um ano.

O Ministério Público de Turim está de olho na prática, comum na Juve, de "falsas transferências" de jogadores: vendas cruzadas com outros clubes, sem contrapartida financeira, mas que permitem registrar ganhos de capital nos balanços. Os magistrados estimaram estas mais-valias "fictícias" em cerca de 155 milhões de euros entre 2018 e 2021, segundo os meios de comunicação.

O clube, que está cotado em bolsa, também teria escondido dos seus investidores a existência de acordos privados com jogadores, incluindo com o atacante português Cristiano Ronaldo, para pagamento de salários diferidos.

A esses problemas judiciais somam-se outros econômicos. A 'Velha Senhora' foi eliminada na fase de grupos da Liga dos Campeões, uma saída prematura que representa uma perda de 20 milhões de euros para o clube, segundo o portal Calcio e Finanza.

O clube, no vermelho nos últimos cinco anos, registrou prejuízos de 255 milhões de euros na última temporada: um déficit recorde no futebol italiano. A Juventus "continuará colaborando e cooperando com as autoridades", garantiu a equipe.

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