COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

A seleção francesa já desembarcou em São Petersburgo, onde disputará a semifinal da Copa do Mundo de 2018 contra a Bélgica na próxima terça-feira, às 15h (de Brasília). Depois de eliminar a Argentina por 4 a 3 e o Uruguai por 2 a 0, os belgas serão os primeiros adversários europeus na fase de mata-mata.

A Federação Francesa de Futebol postou um vídeo em seu Instagram oficial com a chegada dos jogadores a São Petersburgo (Foto: Reprodução)

Para chegar até à semifinal, a França venceu a Austrália (2 a 1), o Peru (1 a 0), a Argentina (4 a 3) e o Uruguai (2 a 0), além de ter empatado com a Dinamarca (0 a 0). Já sua rival Bélgica vem de um resultado considerado muito importante: 2 a 1 em cima da Seleção Brasileira, que acabou sendo eliminada na última sexta-feira após o resultado.

Na fase de grupos, os belgas venceram o Panamá (3 a 0), a Tunísia (5 a 2) e a Inglaterra (1 a 0). No mata-mata, enfrentou um surpreendente Japão (3 a 2) e, por último, o Brasil (2 a 1). A seleção da Bélgica deve chegar no palco do confronto também nesta segunda-feira.



Luis Enrique é anunciado como novo treinador da seleção espanhola na manhã desta segunda-feira (Foto: AFP)

Na manhã desta segunda-feira, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou Luis Enrique, ex-técnico do Barcelona, como novo treinador da seleção espanhola. Além dele, o ex-jogador José Francisco Molina foi apresentado como novo diretor esportivo da entidade.

“Foi provado com unanimidade a contratação de Luis Enrique no cargo de treinador durante os próximos dois anos”, disse Luis Rubiales, presidente da RFEF, assegurando que sua apresentação será na próxima semana.

Luis Enrique atuou como meia e defendeu tanto a camisa do Barcelona quanto do rival Real Madrid. Pela seleção espanhola, disputou os Jogos Olímpicos de 1992, quando foi medalhista de ouro, as Copas de 1994, 1998 e 2002 e a Eurocopa de 1996. Como treinador, conquistou uma Liga dos Campeões, dois Campeonatos Espanhóis, um Mundial de Clubes e três Copas do Rei pelo Barcelona.

Já José Francisco Molina atuou como jogador em clubes como Atlético de Madrid e Valencia e como treinador no Villarreal. Os dois foram anunciados após uma campanha pífia na Copa do Mundo de 2018, já que Fernando Hierro, então diretor esportivo, precisou assumir às pressas o cargo de técnico após a demissão repentina de Julen Lopetegui, que havia aceitado ser treinador do Real Madrid dias antes do Mundial. A seleção foi eliminada nas oitavas de final nos pênaltis para a anfitriã Rússia.

O anúncio do novo técnico aconteceu após a apresentação de Molina, que estava acompanhado do presidente da entidade, Luis Rubiales. Ele comentou sobre o estilo de jogo da Espanha e agradeceu o antigo diretor, Fernando Hierro. “Nosso estilo possui muitas coisas boas e outras que precisam ser melhoradas. Quando me sentei com Molina, ele me transmitiu vontade de crescer. Não vamos renunciar ao nosso estilo, mas iremos melhorá-lo. Também não posso deixar de lado o comportamento e o carinho de Fernando Hierro para com esta casa. Temos uma relação magnífica com ele. Reitero meu agradecimento, mas temos que responder às necessidade que temos”, finalizou.



Nesta segunda-feira, a seleção da Bélgica fez seu último treino antes de encarar a França, nesta terça, pelas semifinais da Copa do Mundo da Rússia. Durante os 15 minutos em que a atividade foi aberta à imprensa, o que se viu foi um clima muito leve e bem humorado entre os jogadores, que riam e brincavam entre si.

Hazard, Lukaku, Kompany, Witsel e Meunier, que foram poupados no treino de domingo, compareceram ao gramado e participaram normalmente do treinamento. Embora o último da lista esteja suspenso e não ficará à disposição de Roberto Martínez para o confronto que pode colocar os Diabos Vermelhos na final do Mundial, o técnico espanhol contou com a presença de todo o seu plantel para encerrar a preparação.

Muitas risadas por parte dos belgas em seu último treino antes de encarar a França (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Belgas e franceses se enfrentam a partir das 15h (no horário de Brasília) desta terça. Por mais que o palco do jogo seja no Estádio de São Petersburgo, a seleção da Bélgica fez seu último treino em Guchkovo Dedovsk, nos arredores da capital Moscou. Desta forma, repete o protocolo das quartas de final, quando eliminou o Brasil pelo placar de 2 a 1.

Quem vencer, avança à grande decisão da Copa do Mundo da Rússia e terá como adversário quem levar a melhor no confronto entre Croácia e Inglaterra, válido pela outra semifinal, na quarta-feira, às 15h, no Estádio Luzhniki. Quem perder, por sua vez, terá de contentar com a decisão do terceiro lugar, contra os derrotados do duelo entre croatas e ingleses.



A eliminação do Brasil na Copa do Mundo, em derrota por 2 a 1 para a Bélgica na última sexta-feira, ainda repercute no país. O ex-jogador Amaral, com passagens por Palmeiras, Corinthians, Vasco, Grêmio, Vitória e Atlético Mineiro, acredita que faltou “resenha” entre os jogadores da Seleção sobre o futebol da equipe na Rússia.

Em participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, o ex-volante, que defendeu a Seleção na década de 1990, disse que os jogadores, junto com Tite, deveriam ter conversado sobre o desempenho da equipe logo após a vitória sobre a Costa Rica, com dois gols nos acréscimos. Antes da primeira vitória no Mundial, o Brasil tinha empatado por 1 a 1 com a Suíça na estreia.

Para Amaral, jogadores da Seleção não conversaram sobre o desempenho do time (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

“Na Seleção Brasileira, no meu ponto de vista, faltou cinco jogadores chamarem o Tite para falar ‘vamos mudar a forma de jogar’. Faltou aquela resenha”, disse o ex-jogador. “Todos os times têm jogadores que falariam ‘a gente passou sufoco contra a Costa Rica, fizemos no último minuto um gol chorado, não foi uma bola bem trabalhada. Vamos acordar porque a corda está no nosso pescoço'”.

O ex-jogador ainda ressaltou o nível do Mundial, que viu seleções favoritas sendo eliminadas precocemente ou nem se classificando. “Essa foi a Copa do Mundo mais fácil porque não tinha Itália, a Alemanha caiu fora, não tinha Holanda”, analisou, antes de apostar em uma final entre França e Inglaterra em Moscou.





A comemoração do croata Domagoj Vida após a classificação da Croácia para a semifinal da Copa do Mundo rendeu ao zagueiro uma advertência formal da Fifa. Por um vídeo vazado nas redes sociais, onde dedica o triunfo ao povo da Ucrânia, o zagueiro está sendo investigado pela entidade máxima do futebol e corre o risco de ser punido até mesmo com a perda de jogos.

Desde 2014, Rússia e Ucrânia vivem uma crise política decorrente de questões territoriais e após a partida o zagueiro gravou um vídeo, divulgado no Instagram do ex-jogador e atual membro da comissão técnica, Ognjen Vukojevic, onde ambos gritavam “Glória a Ucrânia”. A Fifa já avisou que está investigando as imagens para decidir sobre a aplicação de punições ao atleta.

Vida marcou um dos gols da Croácia contra a Rússia (Foto: Nelson Almeida/AFP)

“A Comissão Disciplinar da Fifa enviou uma advertência a Domagoj Vida por sua declaração filmada”, indicou um porta-voz da organização futebolística a AFP.

A frase dita por ambos os atletas (“Glória à Ucrânia!”) faz referência ao slogan da revolução pró-europeia que levou à destituição do presidente ucraniano pró-Rússia Viktor Yanukovich em 2014 e a uma enorme crise na relação entre os dois países. Após o fato envolvendo o zagueiro croata, parlamentares russos pediram à Fifa duras sanções contra a seleção classificada à semifinal.

“Atos assim deveriam ser punidos”, declarou Dmitry Svischyov, membro do comitê parlamentar sobre Esporte, à agência oficial RIA Novosti. “Os lemas políticos, nacionalistas e racistas não são bem-vindos na Copa”, disse.

Diante da grande repercussão, Vida se manifestou frente à imprensa ressaltando não ter tido a intenção de atacar o país anfitrião do Mundial. “Adoro o povo russo, era só uma brincadeira”, afirmou o zagueiro, que teve seu discurso corroborado pela Federação Croata em um comunicado oficial.

“Não era absolutamente nada político, só uma simples mensagem de agradecimento pelo apoio que recebemos da Ucrânia, onde Vukojevic e eu passo vivemos vários anos. Espero sinceramente que a mensagem seja interpretada como uma expressão de gratidão com nossos amigos da Ucrânia por seu apoio, não apenas na partida contra a Rússia, mas durante todo o Mundial”, continuou.

No entanto, a Federação Croata detalhou que que pediu a Vida e a Vukojevic, “assim como aos outros jogadores da seleção, que se abstenham no futuro de qualquer mensagem que possa ser interpretada politicamente”, ressaltou.





A Croácia segue viva na Copa do Mundo. Depois de dois jogos complicados na fase de mata-mata, vencendo Dinamarca e Rússia nos apenas nos pênaltis, os croatas terão uma pedreira pela frente: a Inglaterra. Os ingleses estão de volta a uma semifinal depois de 28 anos e querem provar que estão prontos para serem campeões. E para tanto, tem em seu capitão e artilheiro, Harry Kane, o principal trunfo. Mas, isso não assusta Zlatko Dalic, técnico da Croácia.

“Harry Kane é o artilheiro da Copa do Mundo, tem todo o mérito, marcou seis gols. Mas Lovren o conhece bem do Campeonato Inglês e não tenho medo disso. Não é fácil, mas temos bons zagueiros e mostramos que éramos bons em defender. Tenho confiança neles. Ele não é fácil, mas conseguimos parar Messi. Tentaremos fazer o mesmo”, pontuou.

Zlatko Dalic comanda a Croácia desde outubro de 2017 (Foto: Adrian Dennis/AFP)

Quanto ao jogo em si, Dalic afirmou que talvez promova mudanças na equipe e espera um duelo difícil contra os Three Lions: “Vou pensar na melhor solução para esse jogo. Talvez precise mudar algo, mas nada muito diferente do que estamos adaptados. Se mudar algo, não podemos arriscar algo que não seja 100%. Não podemos permitir nenhum erro neste sentido”, avaliou.

“O fato de estarem na semi já mostra a força do time, jovem, com qualidade e lidou relativamente fácil com a Suécia. Vai ser um jogo difícil para nós. Sabemos que eles estão analisando a gente também. Vamos falar mais sobre eles aos jogadores. Por mais que respeitemos a Inglaterra, respeitamos a nós mesmos e nossa forças”, acrescentou.

Por fim, Dalic exaltou a campanha croata até aqui, que é melhor do que diversas potências do futebol mundial, e deu a dimensão do que significará eliminar os ingleses: “Já é um grande feito para nós. Já temos alguns países como Argentina, Brasil e Alemanha de férias e estamos aqui. Parar a Inglaterra seria um feito. Estamos lutando, mostrando nossa qualidade. Se tivéssemos o dinheiro da Inglaterra, quem sabe qual seria nosso fim”, concluiu.

A semifinal entre Croácia e Inglaterra acontece na próxima quarta-feira, às 15h (de Brasília), em Luzhniki, na capital Moscou.



Após ser recepcionada de forma calorosa na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro, parte da delegação da Seleção Brasileira fez conexão para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Caso do zagueiro Pedro Geromel, que se mostrou impressionado com o apoio da torcida.

“A gente sabe do comprometimento de cada um. Todo mundo se doou. Infelizmente, o objetivo não foi alcançado, mas vamos seguir em frente. O carinho da torcida é muito importante, foi emocionante o pessoal batendo palma, foi de arrepiar”, disse o defensor, referindo-se à chegada na capital fluminense.

O coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, também fez a ponte aérea. Diante dos jornalistas, o dirigente reiterou que ainda não há uma definição de Tite sobre a sua continuidade no cargo de técnico do time canarinho. Além disso, exaltou a campanha do elenco nacional.

“Mensagem para os jogadores é que eles têm que ficar orgulhosos da competição que fizeram, do comprometimento que tiveram. É continuar da forma que estão, de resgatar esse orgulho da Seleção Brasileira”, disse Gaspar ao canal Fox Sports.

Eliminado pela Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil já tem um compromisso para o segundo semestre. Com ou sem Tite, a Seleção enfrentará os Estados Unidos em amistoso a ser disputado no dia 8 de setembro, em Nova York.



A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu um comunicado neste domingo repudiando as manifestações racistas contra Fernandinho, após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Bélgica, na última sexta-feira, pelas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

“A CBF repudia os ataques racistas sofridas pelo jogador Fernandinho e seus familiares. O futebol representa a união das cores, gêneros, culturas e povos. Estamos com vocês. Racistas não passarão!”, escreveu a entidade em sua conta no Instagram.

No Twitter, o volante foi chamado de macaco por ser apontado como principal culpado pela eliminação do Brasil no Mundial. Fernandinho também teve de fechar o seu Instagram para comentários em função das ofensas.

Na manhã deste domingo, parte do elenco da Seleção e membros da comissão técnica desembarcaram no Rio de Janeiro, onde foram recepcionados calorosamente. O jogador do Manchester City não fez parte deste grupo, já que mora na Europa.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 32 anos, a Bélgica enfrentará a França por uma vaga na decisão. O duelo europeu está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.