Vítor Pereira reconhece Corinthians abaixo em derrota para o Fla e dificuldade em reverter o placar

Marina Bufon - São Paulo,SP

03/08/22 | 00:31

O técnico Vítor Pereira reconheceu que o Corinthians não fez um bom jogo contra o Flamengo, na derrota por 2 a 0, na ida das quartas de final da Copa Libertadores, na Neo Química Arena. O português fez uma longa análise do revés e afirmou: é preciso reconhecer que, nesta noite, o time não apresentou seu melhor futebol.

“Eu, na primeira parte, vi um jogo que a minha equipe estava melhor, na descoberta dos espaços. O losango dá espaços, principalmente do lado contrário. Parece que nunca tivemos essa intenção. Foi o que mais pedi à equipe, para encontrar espaços do lado contrário. Sempre tínhamos opção livre para receber, mas não tivemos capacidade de jogar no nosso melhor nível contra eles. Perdíamos bola no corredor, eles contra-atacavam. A diferença não é tão grande. Nós, no nosso melhor nível para eles. Mas não fomos capazes, precisamos reconhecer”, falou o treinador em coletiva de imprensa nesta noite.

Sempre pensando no futuro, o Alvinegro segue na disputa de três competições. Além do Campeonato Brasileiro, onde está na segunda colocação, está nas quartas da Copa do Brasil e da Libertadores - em ambas, porém, saiu atrás pelo placar de 2 a 0 e precisará reverter o marcador para avançar.

“Eu também queria saber (o que fazer para disputar as três competições com força total). Hoje custa muito, estamos em choque, choque de realidade. Hoje custa muito perceber que o jogo, de fato (não foi o que queríamos), não é fácil reverter essa situação na Libertadores. Temos que ir lá competir, dar o nosso melhor. Penso que fomos um pouco infelizes nos gols que sofremos”, disse.

As duas equipes voltam a se encontrar na próxima terça-feira, às 21h30 (de Brasília), pela volta das quartas da Libertadores, com vantagem para os cariocas. Antes, porém, o Corinthians visita o Avaí, no sábado, na Ressacada, às 19h (de Brasília), pela 21ª rodada do Brasileirão.


Veja outros trechos da coletiva de Vítor Pereira:

Análise do jogo

“Sabíamos claramente que, hoje, para competirmos e ter um bom resultado, teríamos que estar no nosso melhor nível. Tínhamos que entender nosso adversário, ligar bem os corredores, e nós tivemos, surpreendentemente, porque em outros jogos conseguimos fazer isso com alguma facilidade. Apesar de termos, acho que competimos no primeiro tempo, em que o Flamengo conseguiu ser superior. Foi competitivo, sem bola conseguimos pressionar, não deixamos colocar muito a qualidade que tem, é perigosíssima em transição, mas insistimos no corredor da bola, e o jogo se tornou um ganha e perde. Até o gol. O gol foi uma pancada forte, numa bola aparentemente controlada, em que devíamos ter decidido melhor. Jogo feito de detalhes, quando eles tiveram uma verdadeira oportunidade, fizeram o gol".

"Depois, para tentar dar essa noção de corredor do lado contrário, fizemos as alterações. Tivemos a lesão do Maycon, que estava fresco e que podia nos dar essa qualidade, mas saiu. Willian também podia nos dar algo a mais, porque estamos com dificuldades na frente. O Adson hoje sentiu alguma coisa, não sei. Gustavo também vai ter dificuldade em recuperar, portanto, para frente… A única solução que tínhamos no banco era Giovane como externo, e o Róger, mas, na minha opinião, não sabe defender no corredor. Então passamos o Yuri no corredor e o Róger mais centralizado. Ele entrou bem no jogo. Estamos curtos, não ha dúvida nenhuma".

"Iniciamos a segunda parte com essa dinâmica para encontrar os espaços, mas tomamos o segundo gol, numa infelicidade do Balbuena, que escorregou, e esse gol nos quebrou. Senti que a equipe se perdeu, eles nos pressionaram, têm qualidade individual e coletiva, não conseguimos reagir. O 2 a 0 foi uma pancada muito forte. Por mais que eu tentasse que a equipe pressionasse, não…".

“Na segunda parte, entramos com a intenção de ter mais bola, para não ter tanta aceleração, para ter mais tempo para assentar o jogo, nossa dinâmica, não entramos em organização ofensiva, sempre em transições, eles e nós. O segundo gol foi uma pancada mais forte ainda, e eu senti que a equipe, por mais que tentássemos colocar jogadores e melhorar, não fomos capazes”.

Arbitragem

“Não houve movimento do braço para a bola, que o braço estava encostado no corpo. Como não vi, a explicação do árbitro foi esta. Eu ainda não vi as imagens, mas essa foi a explicação. Os problemas são os detalhes. Ficamos reclamando pela possível mão e demos espaço ao adversário, tomamos o gol”.

Deixe seu comentário