Gazeta Esportiva

Mau desempenho e choque interno: como o Boca Juniors chega para enfrentar o Corinthians

São Paulo, SP

22/04/22 | 19:20

Se o Corinthians tem neste sábado um clássico contra o Palmeiras pelo Brasileirão, na terça-feira enfrenta outro duro duelo, pela Copa Libertadores, contra o Boca Juniors, que foi vice-campeão da competição continental em 2012, no único título alvinegro até aqui. No entanto, a situação dos hermanos não está tão boa na atualidade.

O primeiro ponto a ser destacado é o futebol apresentado pelos xeneizes, que estão apenas na quarta colocação do grupo B do Campeonato Argentino, com 18 pontos, correndo o risco de não se classificar para as quartas de final.

São quatro vitórias, seis empates e uma derrota, sendo que o Estudiantes, líder da chave, soma 24; o Racing, do grupo A, tem 27, enquanto o rival River chegou a 22. A última vitória aconteceu apenas em 20 de março, contra o River. Depois, somente empates, o último deles diante do Godoy Cruz, na quarta-feira.

Na temporada toda, contando Argentino, Libertadores e Copa Argentina, são 14 partidas, com seis vitórias, seis empates e uma derrota, ou seja, a equipe somou pouco mais da metade dos pontos possíveis (24 de 42 pontos).

O time comandado por Sebastián Battaglia perdeu em sua estreia na Libertadores, assim como o próprio Corinthians, mas para o Deportivo Cali. Depois, venceu o Always Ready por 2 a 0, ainda que em um futebol sem "encher os olhos". Agora, vai em busca de mais três pontos.


Antes do jogo de terça, porém, neste sábado, às 19h (de Brasília), no mesmo horário de Palmeiras e Corinthians, o Boca visita o Central Córdoba precisando da vitória, principalmente para a manutenção do cargo do treinador, que está em uma corda bamba um tanto quanto complicada, apesar de apoio da maior parte da torcida.

De um lado, Battaglia é o maior vencedor do clube como jogador. O ex-volante tem 17 títulos, com conquistas de Libertadores, Intercontinentais, Sul-Americana e Recopa. Do outro, ele não vem correspondendo no cargo técnico.

O argentino foi contratado como treinador do Boca Juniors em agosto de 2021. De lá para cá, foram 36 jogos disputados, com uma marca de 20 vitórias, dez empates e seis derrotas, segundo o site Transfermarkt. Nesse meio tempo, conquistou a Copa Argentina do ano passado.

No entanto, além dos resultados aquém do esperado em 2022, Battaglia vive uma relação conturbada com Juan Román Riquelme, vice-presidente de futebol do clube.

Segundo o jornal Olé, os principais motivos são a falta de respaldo ao treinador (segundo Battaglia) e questões de futebol (segundo Riquelme), como escalações diferentes (são 33 em 35 jogos) e de muitos jovens, deixando os mais experientes, que precisam ser negociados, no banco, por exemplo.

Nesta sexta, antes da viagem para Santiago del Estero para enfrentar o Central Córdoba, Battaglia falou com a imprensa e afirmou que nunca pensou em dar um passo atrás (sair do clube), que este tema não foi tratado e que "acredita no processo, no trabalho e na busca do melhor caminho em campo".

Ainda assim, o que se vê na mídia argentina é que o desempenho de Battaglia está sendo avaliado jogo a jogo, criando uma atmosfera de pressão ainda maior. O resultado deste sábado, portanto, vai definir bastante como os xeneizes chegarão para disputar a partida contra o Corinthians - cansados, provavelmente, já que eles precisam da vitória em Santiago para continuar na quarta colocação do grupo. Os titulares devem ser utilizados em ambos os jogos.

Por fim, vale lembrar que alguns atletas estão suspensos por conta do incidente entre o clube e o Atlético-MG, no ano passado, no Mineirão, caso de Rojo, por exemplo. Outros estão lesionados, como Cali Izquierdóz, em recuperação de cirurgia.

Deixe seu comentário