COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

O atacante Hirving Lozano foi o protagonista de uma partida memorável na manhã deste domingo. Com um gol do atacante do PSV Eindhoven, o México ganhou da Alemanha por 1 a 0 no Estádio Luzhniki, desbancando os atuais defensores do título.

O México decidiu a partida aos 34 minutos do primeiro tempo. Após roubar a bola na defesa, o time dirigido pelo colombiano Juan Carlos Osório fez uma rápida transição ao campo de ataque. Lozano recebeu de Chicharito, cortou a marcação de Ozil e fuzilou Neuer.

Chamado para defender a seleção pela primeira vez por Osório, o ponta esquerda conhecido como “Chucky” se destacou nas Eliminatórias e na Copa das Confederações. Aos 22 anos de idade, ele defende de maneira bem-sucedida o PSV Eindhoven, time dirigido por Phillip Cocu.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo da Rússia, o embalado México tem uma grande chance para somar seis pontos. Às 12 horas (de Brasília) deste sábado, em Rostov, o time defendido pelo herói Hirving Lozano volta a campo para encarar a Coreia do Sul.





Maradona não poupou críticas a Sampaoli (Foto: Juan Mabromata/AFP)

A Argentina estreou na Copa do Mundo da Rússia com um empate por 1 a 1 diante da modesta Islândia. O resultado não agradou nada o ídolo argentino Diego Armando Maradona, que não poupou críticas a Sampaoli, treinador da seleção. Em outras oportunidades, o ex-jogador já havia deixado claro que não gostava do estilo de jogo imposto pelo comandante e disse que se o time continuar jogando assim Sampaoli não deveria nem voltar para o país.

“Jogando desta maneira, Sampaoli não pode voltar para a Argentina. É uma vergonha não ter uma jogada preparada. Sabendo que os islandeses medem 1,90, batemos todos os escanteios para cabecear. Não fizemos uma jogada curta” declarou Maradona durante o programa que apresenta na emissora TeleSur.

O astro argentino ainda disse que a responsabilidade da má fase da seleção é exclusivamente do treinador, eximindo os jogadores de qualquer culpa. “Eu não culpo os jogadores, mas posso colocar a culpa no trabalho. Creio que não há, isso ficou claro. Pode ter 25 treinadores com você, mas tem que trabalhar porque vimos que a Islândia tinha mais trabalho do que a Argentina, e isso me dá muita pena”, declarou.

Por fim, o campeão do mundo em 1986 levantou a hipótese de que há um problema de relacionamento no plantel argentino. “Me parece que há uma raiva geral dentro da equipe porque seguramente uma pessoa escuta um, e outra a outra. A verdade, vendo Messi dentro do campo, estava muito quente como eu também”, finalizou.

Os comandados de Jorge Sampaoli voltam a campo no Mundial para encarar a Croácia, na quinta-feira, às 15h (de Brasília), na cidade de Nizhny Novgorod, em duelo fundamental para a classificação.

 



Quem acordou cedo para acompanhar a vitória da Sérvia sobre a Costa Rica por 1 a 0 não viu um grande jogo em âmbito técnico, mas um embate físico e tático que, ainda assim, ficou em segundo plano diante do golaço de Aleksandar Kolarov, que deu aos europeus a estreia com três pontos na Copa do Mundo. Após o triunfo, o lateral valorizou a atuação coletiva, mas reconheceu que o tento foi mais do que importante para o resultado final.

“A falta veio em um momento no qual a partida estava muito difícil e eu sabia que uma boa cobrança mudaria as coisas e a situação do jogo. Foi o que exatamente isso que eu fiz, confiei, executei bem e saímos com a vitória”, disse o autor do gol depois de receber o prêmio de melhor jogador da partida. Posteriormente, aproveitou para dedicar as conquistas ao diretor da seleção, Goran Bunjevcevic.

“Sabíamos que era preciso uma boa atuação e todos estavam dispostos a dar tudo de si. As faltas vinha treinando há algum tempo e ainda bem que na hora certa saiu de forma perfeita. Como capitão desse time, estou muito satisfeito e aproveito para dedicar a vitória e o gol ao diretor Goran Bunjevcevic, que está com problemas de saúde”, completou.

Com três pontos, a Sérvia larga na frente em uma disputa que conta, teoricamente, com Suíça e Costa Rica como forças secundárias do grupo diante do favoritismo do Brasil. Mesmo assim, o camisa 11 freou a empolgação e admitiu já estar pensando no confronto contra a outra seleção europeia do grupo, que medem forças na próxima sexta-feira, em Kaliningrado.

“Tenho certeza que enfrentar a Suíça vai ser muito difícil, mas não podemos querer jogar pelo empate. Queremos ganhar e vamos ver o que nos espera. Esse caráter imprevisível é o melhor do futebol. Agora é justo que a gente comemore uma vitória, mas só um pouquinho!”, brincou Kolarov.



Em sua estreia na Copa do Mundo da Rússia, a Costa Rica não lembrou nem de longe a seleção considerada grande sensação do Mundial do Brasil, em 2014, quando terminou entre as oito melhores. Quatro anos depois, o time, agora comandado por Óscar Ramirez, teve uma tarde ruim e sucumbiu a atuação consistente do time da Sérvia para sair de campo derrotada por 1 a 0.

Na entrevista coletiva após o jogo, o treinador costa-riquenho teve a impressão de um jogo equilibrado, no qual uma fatalidade determinou o vencedor e o perdedor, algo que poderia acontecer de ambos os lados. Questionado sobre a postura de seus comandados, elogiou o cumprimento à risca da estratégia de jogo planejada anteriormente, utilizando a força dos jogadores de lado.

“Eu penso que foi um jogo bastante equilibrado, com um placar que demonstra isso. Nós deveríamos ter capitalizado nossas oportunidades da maneira como eles fizeram, mas não foi assim. Tivemos nosso plano de jogo e nossas estratégias desempenhadas como era esperado, tentando atacar pelos lados. Fizemos de tudo para não fazer nada de diferente, mas sofremos uma fatalidade, um gol de falta. O que podemos fazer?”, questionou Ramirez.

Apesar da derrota e logo de início uma situação desconfortável no grupo, o treinador não se deixou abalar e manteve firme a confiança de que seu time pode avançar para as oitavas de final. Ao mesmo tempo, ponderou que os próximos adversários, Brasil e Suíça, são de extrema dificuldade.

“Nós vamos jogar contra duas grandes seleções nas próximas duas rodadas, a segunda e a sexta de acordo com o ranking da Fifa (Brasil e Suíça). Vai ser difícil, muito, mas eu disse ao meus jogadores apenas para que acreditem, porque não tem nada acabado”, disse Óscar Ramirez.

Na próxima sexta-feira, a Costa Rica viaja até São Petersburgo, onde mede forças com a Seleção Brasileira, a partir das 9h (de Brasília). Já dia 27, em Nizhny Novgorod, o adversário da vez é a Suíça, às 15h (de Brasília).



A vitória por 1 a 0 sobre a Costa Rica foi um primeiro passo importante para as aspirações da Sérvia na Copa do Mundo. A equipe europeia saiu na frente no grupo E, mas ainda terá pela frente Suíça e Brasil, que se enfrentam na tarde deste sábado.

Após a vitória, o técnico Mladen Krstajic, que comanda a seleção há menos de um ano, desde a demissão de Slavoljub Muslin, elogiou a atitude da equipe na partida. “Meus jogadores tiveram a atitude certa: união”, exaltou o comandante. “Tínhamos de ser uma unidade compacta tanto na defesa quanto no ataque e isso é o mais importante”.

Mladen Krstajic quer a Sérvia com os pés no chão contra Suíça e Brasil (Foto: Emmanuel Dunand)

O treinador também disse que a Sérvia não pode olhar para trás se quiser a classificação para as oitavas de final. “Não ligo para o que já aconteceu”, disse. “Temos que ter os pés no chão e continuar jogando como um time”.

Líder do grupo E até o momento, a Sérvia terá pela frente outros dois desafios na fase de grupos. Na próxima sexta-feira, às 15 horas (de Brasília), o time de Kolarov e Matic enfrenta a Suíça. Já na quarta-feira seguinte (27), o adversário da vez é o Brasil.

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Decisivo na defesa e na bola parada, Kolarov é o “cara do jogo”

Números mostram equilíbrio em vitória da Sérvia sobre a Costa Rica




Costa Rica e Sérvia não protagonizaram na Cosmos Arena, em Samara, um jogo vistoso aos olhos dos apreciadores do futebol, mas fizeram um duelo interessante em nível tático, com propostas de jogo que, muitas vezes, se chocaram, mas em outros pareceram se complementar. Nesse cenário, quem se superou para ser o “cara do jogo” foi o lateral Kolarov, autor do gol da vitória da seleção europeia, em linda cobrança de falta.

No primeiro tempo equilibrado, mas no qual a Costa Rica pareceu mais estável dentro de seu estilo, Kolarov teve uma atuação defensiva interessante, contendo a transição adversária, que era acelerada desde a reposição do goleiro Keylor Navas até a chegada nos jogadores de lado, sempre incisivos em busca da movimentação dos atacantes ou de Bryan Ruiz, cabeça pensante do meio-campo.

Ofensivamente, entretanto, o jogador da Roma vinha tendo uma atuação discreta. Salvo um chute cruzado nos minutos iniciais, o lateral-esquerdo se prontificou a equilibrar a primeira linha e deixá-la balanceada no momento defensivo, avançando muito pouco ao ataque. Esta missão coube a Ivanovic, que atuou pelo lado direito sérvio.

Parecia mesmo que a atuação atrás do meio-campo seria o grande destaque da partida do lateral, não fosse a falta sofrida por Mitrovic na intermediária direita. Especialista no quesito, Kolarov cobrou com extrema perfeição e, assim que a bola passou pela barreira, Navas nada pôde fazer para evitar as redes estufadas. Ao sair para comemorar, o camisa 11 não só abriu o placar, como garantiu a vitória da Sérvia.



Na manhã deste domingo, a Sérvia saiu na frente no grupo E da Copa do Mundo, que também tem Brasil e Suíça, com vitória por 1 a 0 sobre a Costa Rica. A partida teve chances para as duas equipes e foi decidida na bola parada: uma falta cobrada com maestria por Kolarov que venceu Keylor Navas. Os números da partida comprovam o equilíbrio visto em campo.

As equipes se equivaleram com a bola no pé. A posse de bola foi dividida igualmente, com 50% para cada lado, e o aproveitamento nos passes, 83%, foi o mesmo para as duas seleções. Quanto aos passes, a diferença é pequena: a Costa Rica trocou mais passes (355 passes certos) e priorizou toques curtos, enquanto a Sérvia apostou em bolas mais longas e trocou menos passes (322 passes certos).

Melhor em campo, Kolarov foi o fator que desequilibrou a partida contra a Costa Rica (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

No ataque, as seleções também tiveram desempenho semelhante. A Costa Rica finalizou três vezes na direção do gol de Stojkovic, três vezes para fora e teve quatro chutes bloqueados pela defesa. Já a Sérvia chutou três bolas na direção do gol de Keylor Navas, outras cinco para fora e teve dois chutes travados.

Na defesa, mais equilíbrio. A defesa costarriquenha roubou 38 bolas, bloqueou dois chutes e cometeu 18 faltas, enquanto a defesa sérvia, que se mostrou um triunfo da equipe, recuperou 42 bolas, travou quatro chutes e cometeu 15 faltas.

E foi justamente por causa de uma destas 18 faltas que a Costa Rica, apesar de equilibrar o jogo, saiu de campo com derrota. O lateral esquerdo Kolarov, que, junto com Ivanovic pela direita, foi importante na defesa, decidiu a partida com cobrança de falta indefensável para Keylor Navas. O gol decisivo e a performance defensiva fizeram de Kolarov o cara do jogo.