COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Tite até tentou manter a imagem de um técnico que não reclama da arbitragem após o frustrante empate por 1 a 1 com a Suíça na primeira apresentação do Brasil na Copa do Mundo, neste domingo, na Arena Rostov. Não conseguiu. Assim que se sentou para conceder entrevista coletiva, o gaúcho respondeu sobre o gol validado do time adversário (Zuber empurrou o zagueiro Miranda antes de cabecear para a rede) e o pênalti não assinalado em cima do centroavante Gabriel Jesus.

“Gostaria de uma pergunta de cunho de desempenho, para não ter uma conotação de desculpa”, esquivou-se Tite, antes de fazer a sua crítica à atuação do árbitro mexicano César Ramos. “Vou falar só uma vez. O lance do Miranda foi muito claro. Não estou justificando o resultado. Absolutamente, não. Quem me conhece sabe disso. Mas não foi pouco. Foi muito claro.”

O lance envolvendo Miranda ocorreu aos quatro minutos do segundo tempo, após cobrança de escanteio. Aos 27, Gabriel Jesus recebeu a bola do meia Renato Augusto dentro da área, foi agarrado por Akanji e pediu pênalti. O árbitro mandou o jogo seguir.

“Esse segundo lance é passível de interpretação. O primeiro, não”, diferenciou Tite, apesar de não recriminar os seus jogadores pelos pedidos contidos para a utilização do árbitro de vídeo, que permaneceu omisso. “Não temos que pressionar a arbitragem. Existe todo um sistema, pessoas responsáveis para avaliar o que é legal, justo. Não posso fazer do Brasil uma equipe desequilibrada, que fica pensando em arbitragem”, defendeu.

O zagueiro Miranda foi além de pensar em um protesto exacerbado. Cogitou ter simulado um empurrão mais forte, para motivar a arbitragem a assinalar a falta. “Ele falou para mim que poderia ter caracterizado melhor, caindo no chão. Falei que não, absolutamente. Se fizesse isso, ficaria caracterizada a simulação. A gente tem que matar no peito. Não quero que eles simulem”, comentou Tite, recobrando a postura que gosta de deixar transparecer.

O técnico, porém, quebrou a promessa de reclamar da arbitragem apenas uma vez. Quando ouviu que a defesa brasileira falhou no gol de Zuber, contestou: “Aceito que falem de todos os outros jogos. De hoje, não. Foi muito claro o que aconteceu. Não posso falar de uma coisa tão notória. Se o cara empurra o jogador, vou falar o quê? Isso não é erro de posicionamento. É falta”.




O meia Philippe Coutinho, autor do único gol do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, conseguiu enxergar aspectos positivos no empate por 1 a 1 contra a Suíça, em Rostov. O atleta do Barcelona evitou tecer maiores comentários sobre o lance que protagonizou neste domingo e tratou de projetar os próximos jogos pelo Grupo E.

“Em uma Copa do Mundo, todas as equipes são bem qualificadas. Foi um jogo difícil, mas nosso time atuou bem, tivemos muitas coisas positivas na partida. É claro que o intuito era ganhar, mas a Copa do Mundo é feita de três jogos na primeira fase. Agora, já temos que pensar no próximo”, declarou.

Antes de marcar o gol de empate da Suíça de cabeça, Zuber empurrou o zagueiro Miranda em cobrança de escanteio, lance sobre o qual Coutinho foi econômico nas palavras. “No meu modo de ver, foi falta, mas temos que seguir e pensar no próximo jogo”, resumiu.

Ainda no primeiro tempo, em sua jogada característica, o meia puxou para o meio e acertou um chute colocado na meta defendida por Sommer. Philippe Coutinho, no entanto, praticamente não comentou a jogada e destacou que a prioridade é pensar coletivamente.

“Fico feliz por ter feito o gol, mas meu pensamento é na equipe. O mais importante é ganhar os jogos”, afirmou. “Enfrentamos uma grande seleção e, infelizmente, não saímos com o resultado que queríamos. Mas temos mais dois jogos”, reiterou Coutinho.

Algoz da Costa Rica na primeira rodada, a Sérvia contabiliza três pontos e lidera o Grupo E da Copa do Mundo da Rússia. Às 9 horas (de Brasília) de sexta-feira, o time defendido por Philippe Coutinho volta a campo para encarar o adversário centro-americano, em São Petersburgo.



Paolo Guerrero é o maior artilheiro do Peru com 34 gols (Foto: Reprodução/Twitter/SeleccionPeru)

Um dia depois da dura derrota diante da seleção da Dinamarca pela primeira rodada do Grupo C, o time do Peru voltou aos treinamentos e focou em um fundamento em específico: finalizações. Isso porque, na partida de sábado, foram 17 ocasiões de gol criadas pela equipe de Gareca, mas nenhuma balançou as redes.

A atividade aconteceu na Arena Khimki e contou com a presença da seleção peruana sub-20. Paolo Guerrero, Jefferson Farfan, Christian Cueva e Raúl Ruidiaz, principais atacantes do país, treinaram cobranças de pênalti. A equipe também trabalhou jogadas ofensivas e áreas.

Segunda o jornal peruano Depor, a seleção blanquirroja tinha treinamento marcado para a manhã desta segunda-feira no horário local em Moscou. Porém, o voo saindo de Saransk sofreu um atraso e a sessão foi remarcada para a parte da tarde.

Nesta quinta-feira, o Peru tem um duelo decisivo, que pode inclusive significar a eliminação da Copa do Mundo. A seleção enfrenta a França, às 12h (de Brasília), em Ecaterimburgo e a dúvida que fica é se Paolo Guerrero, maior artilheiro do país, será titular.



O ex-jogador Michael Ballack, capitão da Alemanha na Copa de 2006, não gostou da postura dos jogadores na derrota para o México, por 1 a 0. Pelo twitter, o ex-meia não poupou críticas a equipe e elogiou o adversário deste domingo, dizendo que o resultado foi justo.

“Muito merecido, México. O equilíbrio da equipe não está certo. Sem espírito de time, fome ou desejo suficiente”, escreveu Ballack em sua rede social.

O ex-jogador do Bayern de Munique defendeu a seleção alemã nas Copas de 2002 e 2006. Na final do Mundial da Coreia do Sul e do Japão, Ballack viu dos camarotes do estádio o pentacampeonato do Brasil, uma vez que estava suspenso pelo acumulo de cartões amarelos. Inclusive, o alemão esteve entre os cinco melhores meio-campistas do torneio.

No duelo deste domingo, a Alemanha foi derrotada pelo México com um gol de Hirving Lozano aos 35 minutos da primeira etapa. Após o tento mexicano, os alemães foram para cima, mas não demonstraram o bom futebol que levou a equipe ao título mundial de 2014, saindo de campo derrotados pelo pelo placar mínimo.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo da Rússia, às 15 horas (de Brasília) deste sábado, a Alemanha tenta a reabilitação diante da Suécia, no Estádio Olímpico de Sochi. Os dois classificados do Grupo F cruzam nas oitavas de final com os integrantes da chave do Brasil.



É inegável o sentimento de frustração com o empate da Seleção Brasileira, por 1 a 1, diante da Suíça, na estreia da equipe canarinho na Copa do Mundo da Rússia. Mesmo assim, os jogadores de Tite fizeram questão de evitar maiores lamentações ao fim da partida na Arena Rostov, em Rostov do Don, e preferiram manter a confiança da classificação à segunda fase em um cenário que ponto ganho nesse domingo pode ser mais decisivo do que os dois pontos deixados para trás.

“A gente tentou da melhor maneira possível fazer um bom jogo, acho que a gente fez um bom jogo, no segundo tempo demos uma caída, mas ficou 1 a 1. Tem que ver pelo lado positivo, Copa do Mundo é tiro curto, mas o empate às veze pode ser positivo. A gente queria ganhar, mas de repetente o empate é bom”, avaliou Marcelo, dono da braçadeira de capitão nesse primeiro desafio, antes de minimizar o fator estreia.

“Pode ser que sim, aquela tensão normal de Copa do Mundo, mas a gente está tranquilo, preparado, tem mais dois jogos para jogar bem. (O empate) pode ser bom no futuro”, completou.

Outro que adotou um discurso semelhante ao do lateral esquerdo foi William, meia-atacante de poucos lances de destaque contra a Suíça, mas de muita serenidade na hora de comentar a igualdade no placar.

“O que a gente queria mesmo era a vitória, estrear vencendo, mas sabemos que Copa do Mundo é difícil, às vezes um ponto é melhor que nenhum. Sabemos que todos os jogos serão assim, difíceis. Ao meu ver, foi um bom jogo, conseguimos criar boas chances, principalmente no segundo tempo, faltou tranquilidade na finalização. Não podemos ficar lamentando, é ir para cima com tudo para o próximo jogo”.

Miranda, protagonista no polêmico gol dos europeus depois de batida de escanteio, e também pela chance desperdiçada no ataque, já nos minutos finais, lembrou os tropeços de Argentina, Alemanha e do empate entre Espanha e Portugal em seus jogos de estreia no Mundial da Rússia.

“(O resultado) não abala. A gente sabe que grandes seleções iniciaram perdendo, nosso pensamento é sempre jogo a jogo”, disse, colocando panos quentes em qualquer crítica mais pesada. “Tentamos pôr o nosso ritmo, mas infelizmente erramos muitos passes, o adversário cresceu um pouco porque tem qualidade… Copa do Mundo não tem jogo fácil”, concluiu.

Na prática, a ausência da vitória nesse domingo torna o desafio contra a Costa Rica decisivo para a Seleção Brasileiro. Pelo menos, na teoria, pegar o adversário mais frágil do grupo E nesse momento não é de se lamentar. O compromisso está agendado para sexta-feira, 9h.

No mesmo dia, mas às 15h, Sérvia e Suíça fazem confronto direito. Líderes, com três pontos, os sérvios podem encaminhar a classificação às oitavas de final com uma nova vitória.

Na terceira e última rodada, a Seleção Brasileira encara a Sérvia, enquanto Suíços e costarriquenhos também se enfrentam. Os jogos acontecerão simultaneamente, às 15h do dia 27 (quarta-feira).

 



Foi apenas a estreia na Copa do Mundo da Rússia, mas Neymar já sofreu dez faltas. No total, foram 19 infrações cometidas pela Suíça, o que já preocupa os brasileiros para a sequência do Mundial.

“Não preocupação sobre o Neymar. Os juízes estão vendo, batem demais. O futebol tem que ser jogado. Algumas vezes é preciso fazer falta, fazemos também, mas essas pancadas fora do normal, do lance de bola, pega mal”, disse o lateral Marcelo ao Fox Sports.

A forte marcação suíça, no entanto, não foi uma surpresa para a Seleção Brasileira. Acostumado a criar diversas oportunidades, o ataque canarinho não funcionou e, apesar de o Brasil chegar a mais de 62% de posse de bola no primeiro tempo, não conseguiu assustar o gol de Sommer antes do intervalo à exceção do gol marcado por Phillippe Coutinho.

“Já era esperado. O Tite já tinha orientado a gente sobre eles marcarem forte. Será assim todos os jogos, temos que estar atentos e jogar futebol. A gente fez de tudo para conseguir a vitória. Pode ser que tenha faltado tranquilidade para finalizar, mas não podemos ficar lamentando, vamos melhorar”, disse Willian, ao Fox Sports.

Após nove Copas do Mundo consecutivas, o Brasil não venceu na estreia, muito por conta da arbitragem, que não foi assunto apenas quando o rodízio de faltas sobre Neymar foi abordado, mas em lances capitais do duelo. Os brasileiros reclamam de fata sobre Miranda no gol adversário e de um pênalti em Gabriel Jesus.




(AFP)

Estreia de Copa do Mundo, um golaço de fora da área e o prêmio de melhor jogador da partida. A noite de Philippe Coutinho tinha tudo para ser perfeita na Arena Rostov, em Rostov do Don, não fosse o polêmico gol do suíço Zuber. O empate da Seleção Brasileira em seu primeiro desafio da Rússia em busca do hexa culminou com uma saída de campo cabisbaixa do camisa 11.

“Importante a seleção ganhar, jogar bem, esse é meu principal pensamento. A equipe está com a mentalidade forte, esse é o pensamento”, avisou o craque do Barcelona, em entrevista ao Sportv, assim que fora convidado a falar de seu tento no primeiro tempo.

Apesar o gosto amargo, não se pode deixar passar batido o golaço marcado por Coutinho. O Brasil vivia seu melhor momento, pressionava e buscava os espaços. O meia-atacante de Tite resolveu abrir a jogada em Marcelo e esperar na entrada da área.

O instinto de posicionamento lhe deu a bola de presente na sobra da zaga suíça. De frente para o gol, mais para a esquerdo, com a marcação longe, foi só engatilhar o pé destro e mandar aquela chapa de curva, na gaveta de Sommer.

Foi a única finalização certa de Philippe Coutinho no jogo. Fatal. Em outras três tentativas, o brasileiro errou o alvo. Uma delas em oportunidade clara, dentro da área, no segundo tempo, depois de se livrar da marcação com a matada no peito.

A etapa final de Coutinho, aliás, foi bem diferente dos primeiros 45 minutos. Como a maioria de seus companheiros, o jogador caiu de rendimento. Mesmo assim, errou apenas cinco dos 73 passes que distribuiu em campo.

“Copa do Mundo, sabíamos que os jogos seriam difíceis, hoje jogamos contra uma grande seleção, infelizmente não saímos com o resultado que queríamos. Temos mais dois jogos, vamos focar. Infelizmente tivemos esse gol (da Suíça), que no meu modo de ver foi falta, mas agora é pensar no próximo jogo”, analisou “o cara do jogo” para a Fifa.

 



César Ramos mudou o jogo entre Brasil e Suíça. O árbitro mexicano teve atuação polêmica na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia e, de acordo com o atacante Willian, foi responsável direito pelo empate por 1 a 1 na Arena Rostov.

“Acho que sim”, respondeu o brasileiro ao ser questionado pelo Sportv se o juiz havia mudado o resultado do duelo. “Foi o único gol que eles fizeram e, ao meu ver, foi falta. Não importa a força do empurrão, foi suficiente para impedir o Miranda de subir, não sei se o juiz viu ou não quis ver”.

O gol de empate da Suíça, anotado por Zuber aos quatro minutos do segundo tempo, em lance que os canarinhos pediram a intervenção do árbitro de vídeo por conta de um empurrão do suíço em Miranda não foi o único lance que causou revolta nos comandados de Tite.

Com 27 minutos da etapa final, Gabriel Jesus dominou na área, girou sobre Akanji e caiu no gramado reclamando de te sido agarrado. O árbitro mexicano César Ramos mandou o jogo seguir e voltou a abrir mão do recurso de vídeo, revoltando a equipe nacional.

“Eu estava perto do lance, ele girou e quando foi chutar, não sei se o adversário empurrou ou puxou, e o Gabriel caiu. Estava perto, mas é um lance difícil. Perguntei para ele, e ele disse que foi pênalti”, completou Willian.

Por outro lado, a arbitragem não servirá de desculpa para o Maior Campeão do Mundo. Capitão na estreia, o lateral Marcelo também viu falta sobre Miranda, mas preferiu não se estender na discussão e focar na melhora da Seleção para o duelo de sexta-feira contra a Costa Rica em São Petersburgo.

“Não vou ficar falando sobre a jogada do Miranda. O juiz falou que estavam checando lá, mas apareceu no telão o empurrão, e ele não quis olhar para o telão. Treinamos muito bola parada, tanto que precisaram empurrar o Miranda apara fazer o gol. Acontece, se estão checando ele deveria ter visto, mas não é desculpa, vamos analisar o que podemos melhorar”, argumentou ao Fox Sports.