Filipe Luís e Ederson se apresentam; jogadores realizam testes físicos - Gazeta Esportiva
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Aos poucos, a Seleção Brasileira começa a ganhar corpo e Tite passa a ter mais opções para os trabalhos visando  Copa América. No fim da manhã desta quinta-feira, Filipe Luís e o goleiro Ederson se juntaram aos outro cinco atletas já apresentados e desembarcaram na Granja Comary. Enquanto isso, Gabriel Jesus, Fernandinho, Richarlison, Casemiro e David Neres dera continuidade as atividades físicas.

Para a manhã desta quinta, a comissão técnica programou um treino físico divido em duas partes: academia e campo. Dos atletas que já haviam se apresentado, apenas Casemiro não participou integralmente dos treinos, porque seguiu um cronograma especial no centro de preparação em Teresópolis.

Gabriel Jesus foi um dos que participou dos testes físicos (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

No treino programado para a tarde, o atleta destinado ao trabalho diferenciado será Fernandinho. Enquanto isso, os demais convocados serão submetidos aos trabalhos em campo com o foco na recuperação e no condicionamento físico dos atletas.

Nesta quinta-feira, ainda é aguardada a apresentação dos 10 jogadores de diversos clubes brasileiros, a grande maioria deles com passagens por Seleções de Base, convocados pela comissão técnica de Tite para compor o elenco da Seleção, principalmente na fase inicial da preparação, quado a maioria dos jogadores ainda não está presente por compromissos em seus respectivos clubes.

Cabeça de chave do Grupo A, o Brasil terá pela frente a Bolívia na abertura da 46ª edição da Copa América, dia 14 de junho, no Morumbi, em São Paulo. Depois, Tite e seus comandados medirão forças com a Venezuela, dia 18, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e Peru, na Arena Corinthians, também na capital paulista, no dia 22. As duas melhores equipes de cada chave e os dois melhores terceiros avançam para as quartas de final.



Para celebrar o centenário da sua independência, o Brasil sediou a sexta edição do Campeonato Sul-Americano. Diferente das outras participações que, por conflitos entre as federações paulista e carioca, os brasileiros jogavam desfalcados, desta vez foi com força total para o torneio. Uma edição marcada pelo acirramento das rivalidades e que terminou com a Seleção Brasileira erguendo o segundo caneco continental de sua história.

Muitos enxergam esse campeonato de 1922 como um dos primeiros a criar hostilidade entre as seleções. O que não faltou foi time saindo de campo revoltado. No confronto entre Uruguai e Paraguai, os uruguaios abandonaram a partida, e posteriormente o campeonato, por não concordar com a arbitragem do brasileiro Pedro Santos. E, no duelo entre Argentina e Paraguai, foi a vez dos paraguaios saírem antes do apito final por reclamar da marcação de um pênalti pelo árbitro brasileiro Henrique Vignal. Apenas o goleiro paraguaio Denis ficou em campo, mas não teve sucesso em impedir o segundo gol argentino.

Para ter uma ideia de como os atritos eram grandes, políticos brasileiros cogitaram proibir a Seleção de fazer partidas internacionais. Eles tinham receio que essa rivalidade instigada pelo Campeonato Sul-Americano, atualmente conhecido como Copa América, pudesse atrapalhar a diplomacia nacional.

Todos esses abandonos tiveram efeito positivo na classificação final da Seleção Brasileira, já que a vitória da Argentina contra o Paraguai permitiu que o Brasil se igualasse na primeira posição. Na verdade, três seleções empataram em primeiro lugar: Brasil, Paraguai e Uruguai. O que poderia ser um problema para a Confederação Sul-Americana de Futebol foi facilitado pela desistência da competição por parte do Uruguai. Dessa forma, Brasil e Paraguai disputaram uma partida de desempate. E a equipe canarinha conseguiu levar o segundo título ao ganhar por 3 a 0 dos paraguaios, superando o começo ruim no campeonato. Apenas três campeões da primeira conquista continental de 1919 estavam presentes na partida: Amílcar Barbuy, Neco e Heitor Domingues. O craque Arthur Friedenreich estava lesionado.



Sete atletas da lista de convocados para a Copa América se apresentam nesta quarta-feira na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro. O primeiro que chegou por lá e foi recebido pelo técnico Tite foi o atacante Richarlison. Ele aproveitou o momento para comentar as expectativas deste período pré-competição.

“Dá um friozinho na barriga, um pouco de ansiedade para começar os treinos logo, mas feliz ao mesmo tempo, porque estar aqui é um momento único. Espero, então, aproveitar bastante aqui e esperar chegar os jogos logo, porque a gente precisa estar dentro de campo e eu quero jogar. Agora é treinar forte para que a gente possa chegar preparado”, disse ao site da CBF. No início da tarde, David Neres também desembarcou por ali.

Este é o período final de preparação para a disputa da Copa América, que acontece em solo brasileiro entre os dias 14 de junho e 7 de julho. Sete convocados participam desta primeira semana de atividades (Fernandinho, Ederson, Gabriel Jesus, Richarlison, David Neres e Casemiro), com o primeiro trabalho marcado para a tarde desta quarta. O lateral Filipe Luís completa o grupo inicial e é aguardado no CT na quinta-feira (23).

Como os jogadores da Seleção Brasileira irão se apresentar em datas diferentes ao longo da preparação da equipe para a Copa América, dez jovens atletas vão auxiliar o trabalho do técnico Tite durante o período de treinos. Nascidos entre 1999 e 2001, eles ficarão em Teresópolis do dia 23 ao dia 29 de maio. Foram chamados os goleiros Phelipe (Grêmio) e Yuri Sena (Vitória), os defensores Weverton (Cruzeiro), Morato (São Paulo), Nestor (São Paulo), Bruno Fuchs (Internacional) e Ramon (Internacional), os meias Alan (Palmeiras) e Gui Azevedo (Grêmio), além do atacante Martinelli (Ituano).

Os trabalhos na Granja Comary seguem até dia 4 de junho, quando a delegação embarca para Brasília. No dia 5 de junho haverá o amistoso contra o Catar, no Estádio Mané Garrincha (Brasília, DF), no dia 5 de junho, e contra Honduras, no dia 9 de junho, no Beira-Rio (Porto Alegre, RS). A estreia da Seleção Brasileira na Copa América será no dia 14 de junho, contra a Bolívia, no Morumbi (São Paulo, SP).



Depois de um vexame em casa em 1916, a Argentina não queria desperdiçar a nova chance de ser campeã como sede do Campeonato Sul-Americano, que mais tarde passaria a se chamar Copa América. Brasil, Uruguai e Paraguai também participaram.

Infelizmente, o que ficou marcado não foi o desempenho dos jogadores, mas o exemplo de racismo no futebol e na sociedade que esse campeonato trouxe. Para entender melhor, é preciso voltar um pouco no tempo: em 1916, a Seleção Brasileira fez sua segunda viagem à Argentina e um dos jornais do país retrataram os brasileiros como macacos. A partir desse acontecimento, popularizou-se chamar os brasileiros de “macaquitos”.

Para piorar, como o campeonato de 1921 seria na Argentina, os governantes brasileiros se preocupavam com a imagem do País que a Seleção exibiria em campo. Há relatos que até o presidente da República, Epitácio Pessoa, se reuniu com a CBD, atual CBF, para recomendar que apenas jogadores de pele clara fossem convocados. Dessa forma, muitos craques não foram convocados, inclusive Arthur Friedenreich, autor do gol do primeiro título continental do Brasil.

A Seleção não conseguiu superar o ótimo desempenho dos argentinos e ficou com seu primeiro vice-campeonato. Os hermanos terminaram com 100% de aproveitamento e nenhum gol sofrido.



Brasil enfrenta o Catar no Mané Garrincha (Foto: Fernando Torres / CBF)

A venda online de ingressos para os jogos da Seleção Brasileira contra o Catar começou às 14h (de Brasília) desta terça-feira pelo site da CBF. O Brasil jogará o amistoso de preparação para a Copa América às 21h30 do próximo dia cinco, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no Distrito Federal. Se houver disponibilidade, a venda nos pontos físicos será aberta às 10h do dia 31 de maio.

A partida contra a seleção asiática será a primeira de preparação dos comandados de Tite para a Copa América. No dia nove, o Brasil faz novo amistoso diante de Honduras no Beira-Rio, em Porto Alegre, antes de estrear oficialmente na competição continental cinco dias depois, no Morumbi, em São Paulo, contra a Bolívia.

RELEMBRE OS CONVOCADOS

De acordo com a programação divulgada pela entidade máxima do futebol brasileiro, os jogadores convocados começarão a se apresentar na Granja Comary, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.

Confira os preços dos ingressos para a partida com o Catar em Brasília: 

Arquibancada Superior: R$ 150
Arquibancada Superior (meia): R$ 75
Arquibancada Inferior: R$ 250
Arquibancada Inferior (meia): R$ 125
Arquibancada Vip Hospitality: R$ 200
Arquibancada Vip Hospitality (meia): R$ 100
Camarote Campeão: R$ 300 (shows de Luana Prado e Hugo & Guilherme)
Camarote Avulso: R$ 400
Camarote Open Bar: R$ 600

 



Agora é oficial! Lionel Messi estará na Copa América. Nesta terça-feira, o treinador Lionel Scaloni convocou os 23 jogadores que defenderão a seleção da Argentina na competição disputada em solo brasileiro, entre os dias 14 de junho e 7 de julho, com a presença do craque do Barcelona. Além dele, os atacantes Aguero e Paulo Dybala também foram lembrados.

Entre as ausências mais sentidas ficaram a do zagueiro Kannemann, do Grêmio, que vinha sendo chamado nas últimas convocações, e o atacante Mauro Icardi. Apesar da pouca probabilidade, o jogador da Internazionale era especulado, mas voltou a ficar de fora.

Da lista que disputou a Copa do mundo da Rússia, são 14 mudanças: Andrada, Marchesín, Casco, Foyth, Funes Mori, Pezzella, Saravia, De Paul, Palacios, Paredes, Pereyra, Rodríguez, Lautaro Martínez e Matías Suárez

Membro do Grupo B da Copa América, a Argentina estreia contra a seleção do Colômbia dia 15 de junho, na Arena Fonte Nova, em Salvador. Depois, terá pela frente o Paraguai dia 19, no Mineirão, em Belo Horizonte, e fecha a participação na primeira fase dia 23 diante do Catar na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.



Estava tudo preparado para o Brasil sediar o seu primeiro Campeonato Sul-Americano, o terceiro da história, em 1918. Contudo, uma epidemia mundial de gripe espanhola adiou em um ano a realização do torneio. A doença vitimou mais de 50 milhões de pessoas pelo mundo, só no Brasil matou mais de 35 mil.

O ano de 1919 chegou e a vontade de fazer bonito só aumentou. O Estádio das Laranjeiras, atualmente do Fluminense, foi construído para o torneio, que na época ainda não se chamava Copa América. Hoje em dia, o campo não é mais usado em partidas oficiais, mas, naquele tempo, era o maior estádio das Américas, com capacidade para 25 mil torcedores.

Nesta edição, apenas quatro seleções participaram: Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. Um dos nomes que entraram para a história do futebol sul-americano é o do zagueiro chileno Ramón Unzaga. Em suas partidas, ele fazia um movimento no ar com as costas paralelas ao chão, que ficou muito famosa entre torcedores e jornalistas. Na América do Sul, essa jogada ficou conhecida como “chilena”. No Brasil, foi popularizada como bicicleta por Leônidas da Silva, o Diamante Negro. Mas, na partida entre Brasil e Chile, Unzaga não conseguiu fazer a diferença, e a seleção da casa aplicou uma goleada de 6 a 0 em cima dos chilenos.

Porém, o melhor desse campeonato ficou para o final. A partida decisiva foi entre Brasil e Uruguai. Se, por um lado, a celeste poderia conseguir o tricampeonato, os brasileiros não queriam dar vexame em casa. Isso fez com que a partida fosse muito truncada e disputada. Tanto que esgotaram o tempo normal e o tempo da prorrogação e ninguém fez gol. Não havia nada que previsse o que se sucederia caso ocorresse um empate neste caso específico. Decidiram, então, jogar mais uma prorrogação.

Os jogadores estavam esgotados tanto fisicamente, como emocionalmente. Arrastavam-se pelo campo na segunda prorrogação. Contudo, aproveitando a última faísca de força e o cansaço dos uruguaios, a Seleção Brasileira foi para cima. Um baixinho, de pele escura, olhos caros, filho de funcionário público e com mãe negra aproveitou a situação para anotar o gol do título brasileiro. O nome dele: Arthur Friedenreich, o primeiro herói do futebol nacional.

Apelidado de “El Tigre” pelos uruguaios após o título e chamado carinhosamente de “Fried” pela torcida brasileira, Friedenreich sofreu por conta da cor de sua pele e da origem da família de sua mãe. Havia vezes em que ele era até cortado da própria seleção por isso, mas conseguiu marcar seu nome na história ao trazer o primeiro título continental do Brasil.



David Neres visitou os ex-companheiros no CT da Barra Funda (Foto: Reprodução)

O São Paulo recebeu uma ilustre visita nesta segunda-feira em seu Centro de Treinamentos: David Neres. Recém-campeão holandês pelo Ajax e um dos destaques da campanha histórica da jovem equipe na Liga dos Campeões, o garoto formado nas categorias de base do Tricolor aproveitou a folga para rever os ex-companheiros e fazer uma avaliação física no reffis do clube antes da Copa América.

Na foto divulgada pelo time do Morumbi em suas redes sociais, David Neres aparece ao lado de Arboleda, outro que estará na Copa América, defendendo a seleção do Equador. O brasileiro deve se apresentar ao técnico Tite para o início das atividades de preparação na Granja Comary na próxima quarta-feira.

Formado nas categorias de base do São Paulo no fim de 2016, Neres foi vendido ao clube holandês depois de disputar apenas oito jogos pelo time principal e marcar três gols, todos válidos pelo Campeonato Brasileiro, contra Ponte Preta, Corinthians e Santa Cruz. A negociação foi firmada no fim de janeiro de 2017 por 15 milhões de euros (R$ 50,7 milhões na cotação da época).

Na história do Tricolor, a venda de David Neres só foi inferior às de Lucas Moura, negociado ao Paris Saint-Germain, em 2012, por 40 milhões de euros, e de Denílson, comprado pelo Betis-ESP, em 1997, por 31, 5 milhões de euros. O São Paulo ainda conta com 20% dos direitos econômicos do jogador e pode ganhar uma boa quantia caso se concretize a venda do jovem na próxima janela.



A primeira competição entre seleções da história. Foi com esse peso que nasceu em 1916 o Campeonato Sul-Americano, posteriormente chamado de Copa América. É importante dizer que houve um torneio predecessor, em 1910, disputado entre Argentina, Uruguai e Chile, com os albicelestes faturando o título. Mas, contabilizando apenas torneios oficiais, o primeiro foi mesmo o de 1916, com a participação dessas três seleções e mais o Brasil.

Para ter a dimensão do que foi a formulação desta competição, o futebol sul-americano ainda era muito amador. A primeira partida de futebol no Brasil aconteceu em 1895, apenas 21 anos antes do torneio. Héctor Rivadavia Gómez, um jornalista e político uruguaio, propôs, também em 1916, a fundação da Confederação Sul-Americana. A partir daí, confederação e campeonato evoluíram juntos. Tudo isso enquanto acontecia a Primeira Guerra Mundial, que durou de 1914 até 1918. Na Europa, a criação da Eurocopa só foi acontecer em 1960.

O primeiro gol da história do torneio foi marcado pelo uruguaio José Piendibene. Se não bastasse, a celeste também tem a honra de possuir o primeiro título continental disputado. Já o Brasil terminou a competição com uma derrota e apenas dois empates.



Cássio projeta pressão por conquista na Copa América sediada no Brasil (Foto: Daniel Augusto Jr/Corinthians)

Ao lado de Fagner, o goleiro Cássio irá representar o Corinthians na Copa América disputada no Brasil. Na entrevista coletiva concedida no CT Joaquim Grava nesta sexta-feira, o arqueiro ressaltou que a Seleção Brasileira será pressionada por uma conquista na competição, porém garantiu que os jogadores estão preparados e que está acostumado com esse ambiente no Timão.

“Se tratando de Brasil, mesmo se fôssemos campeões, teríamos de enfrentar uma pressão. Acho que o Brasil sempre entra para buscar títulos, para ficar entre os primeiros, até pelo nível de jogadores que são convocados. São jogadores que têm destaque em todos os centros. Então se tem uma pressão muito grande, como aqui no Corinthians”, comparou o goleiro.

“Quando fui para a Copa do Mundo, querendo ou não o Brasil sendo um dos grandes favoritos, havia uma pressão muito grande para ganhar, mas havia uma tranquilidade interna para se preparar e poder fazer o melhor”, complementou.

Além de Cássio, Tite convocou Alisson, do Liverpool, e Ederson, do Manchester City, para a posição de goleiro. O jogador do Timão garantiu que tem a consciência de que atuou menos que os outros dois atletas pela Seleção, porém destacou que o técnico conhece de perto o seu trabalho pelos tempos de Corinthians.

“Pode ser que tenha deixado uma boa impressão, por ter sido convocado para a Copa do Mundo e agora, é um treinador que me conhece. Lógico que jogar traz uma pressão maior, mas o treinador me conhece bem e pelo o que vemos de notícias, a comissão técnica está sempre assistindo aos nossos jogos. Hoje dá até para saber em quais jogos eles estarão presentes para acompanhar os jogadores”, afirmou Cássio.

“Sei que os outros dois goleiros chegaram lá com os seus méritos e jogaram mais do que eu na Seleção, mas vou treinar forte para estar preparado para qualquer oportunidade que surgir”, completou o goleiro.

O Corinthians não poderá contar com Cássio e Fagner em apenas duas partidas, ambas válidas pelo Campeonato Brasileiro, contra Santos e Cruzeiro. Na entrevista coletiva concedida pela comissão técnica da Seleção, Edu Gaspar garantiu que a dupla está liberada para atuar na partida de volta contra o Flamengo na Copa do Brasil, que acontecerá no dia 14 de junho.