20 anos do penta: Felipão destaca ambiente saudável

São Paulo, SP

30/06/22 | 10:52

Comandante da conquista do penta da Seleção Brasileira, há 20 anos, o técnico Luiz Felipe Scolari - o Felipão - destacou que o ótimo ambiente de trabalho foi fundamental para o sucesso da equipe na Copa do Mundo de 2002. Os convocados se uniram e entenderam a necessidade de um trabalho em grupo para alcançar o título, depois de sete vitórias na Coreia do Sul e Japão.

"A gente tem medo, tem receio, não sabe se vai dar certo, mas quando dá certo precisa do ambiente, do envolvimento dos outros. Até quem estava fora de tudo isso. Todo mundo estava unido em formar uma Seleção de todo mundo tem receito de passar vergonha. Todo mundo foi aberto e fez aquela Seleção vitoriosa", comentou o treinador, atualmente no Athletico-PR.

Felipão assumiu a Seleção Brasileira em 2001, com a equipe abalada por maus resultados. O começo foi extremamente complicado, com a eliminação considerada vergonhosa na Copa América para Honduras e diversas dificuldades nas Eliminatórias. O Brasil conquistou a vaga na Copa apenas na últimas rodada, na vitória contra a Venezuela.

O grupo foi sendo construído aos poucos e, mesmo com os tropeços, Felipão bancou os jogadores, apesar das críticas. Até a convocação final, outros problemas apareceram e as dúvidas em relação ao principal nome do futebol brasileiro na época, o atacante Ronaldo, que tentava recuperar a melhor forma física.

20 anos do penta: Felipão teve que falar grosso

No entanto, durante a caminhada da Copa, o comandante recorda que também precisou usar um tom mais forte quando alguns atletas questionavam a falta de oportunidades. "Eu sempre fui legal, mais pai do que técnico, mas houve um momento em que o Murtosa (auxiliar) me disse que determinado jogador não estava contente por não estar jogando, ou por entrar só cinco minutos e tinha outro dizendo não sei o que. Eram três ou quatro jogadores que não estavam contentes", disse.

Felipão recorda como contornou a situação. "Foi depois do terceiro ou quarto jogo (da Copa). Eu entrei na piscina, com todos relaxando, eu conversei e comecei o papo bravo, bem bravo. Depois, terminei com tom mais ameno, expliquei porque aqueles três ou quatro não estavam jogando, onde eles poderiam ser úteis. Não é fácil explicar, mas se souber como fazer e tiver um bom ambiente, termina com essa situação. Depois, me jogaram dentro d´água, fizeram uma brincadeira. Foi um dia que todos se sentiram valorizados e sentiram que eram importantes", exaltou.

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