Victor lembra trajetória no Atlético-MG e as grandes viradas no título da Libertadores de 2013

Pedro Guedes - São Paulo,SP

17-11-2020 08:00:46

O time de 2013 do Atlético-MG está marcado eternamente na memória do torcedor atleticano. O time não só tirou o Galo de um longo período sem grandes conquistas, como também deu o título inédito da Libertadores. E o grande protagonista desta campanha histórica foi o goleiro Victor, que bateu um papo com exclusividade com a Gazeta Esportiva. O jogador lembrou os grandes momentos vividos pelo clube, as grandes viradas e sua saída do Grêmio para fazer história em Belo Horizonte.

“Foi tudo muito rápido, não era nada programado. Na semana da negociação eu sabia que havia uma sondagem. Meu empresário falou que o Atlético ia mandar uma proposta. Inclusive foi na semana do jogo contra o Atlético. Na sexta eu fui treinar normalmente e estava concentrado para o que seria o meu sétimo jogo pelo Grêmio no Brasileiro. Depois do treino me tiraram do jogo, por conta da negociação. E uns 20 minutos depois que eu saí de uma conversa com o Pelaipe, o Kalil já deu aquela “twittada”. Aí eu falei, bom, agora vamos embora. Foi tudo muito rápido”.

Desde a chegada, Victor já se viu num ambiente favorável a conquistas. O time era organizado, com grandes jogadores e uma estrutura muito boa. O goleiro conta que, num primeiro momento, a saída do Tricolor Gaúcho não era cogitada. Entretanto, com o projeto apresentado pelo Galo, acabou aceitando o desafio. E o título internacional nem estava nos planos num primeiro momento.

“Eu disse para o meu empresário que não era bem o plano que eu tinha. Mas ele me disse que o Atlético estava montando um time forte, para brigar por títulos. Estrutura espetacular, salário em dia. Na época se falava em brigar pelo Brasileiro, não falava ainda de Libertadores. Acabei aceitando o desafio por todas essas questões e pela torcida, que sempre foi muito apaixonada. Acho que fui feliz na minha escolha”. 

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Mesmo sendo considerado por muitos como o principal jogador das conquistas da Libertadores e Copa do Brasil, "São Victor", como é chamado, teve a ilustre companhia de Ronaldinho Gaúcho, eleito duas vezes o melhor jogador do planeta. O camisa 1 contou como foi a convivência com o craque, por quem o goleiro tem admiração dentro e fora das quatro linhas.

“Foi um prazer enorme. O Ronaldo é um cara que tratava todo mundo muito bem, Não se colocava num patamar de estrela, ou acima dos outros. Isso demonstrava a grandeza que ele tinha, não só pela qualidade técnica. Um dos maiores orgulhos que eu tenho na minha carreira é ter convivido quase dois anos com ele”.

Foto: Divulgação/Atlético-MG

Finalmente as lembranças dos títulos. O atleta de 37 anos lembra com orgulho e alegria das grandes conquistas da equipe. Principalmente a Libertadores, quando chamou a atenção pela participação decisiva nos momentos mais difíceis. Perguntado se este foi o melhor time do Galo de todos os tempos, diz acreditar que, até o momento, pode-se dizer que sim.

“A história está escrita, isso ninguém apaga. É muito gratificante você poder fazer parte disso de uma maneira tão marcante, tão protagonista. Principalmente na Libertadores, onde eu tive a chance de participar dos momentos mais marcantes desta conquista. Acho que isso não apaga. Foi o período mais vitorioso, o time mais forte. Claro que podem surgir outros, mas a importância desta conquista vai ser eterna”. 

Apesar de um grande time, com Ronaldinho, Rever, Jô, Bernard, Tardelli e tantos outros excelentes jogadores, Victor destaca a participação de um elemento chave para o sucesso do clube. A torcida atleticana, que sempre esteve presente e deu show nas arquibancadas. Segundo o goleiro, a força para as grandes viradas vinha de lá.

“O grande segredo para as viradas foi nunca ter desistido. E a energia que vinha das arquibancadas era algo que dava muita força para a gente. A partir do momento em que o torcedor entoava o cântico de “eu acredito”, aquilo nos encorajava. E entre nós, nós falávamos: ‘se a torcida está dizendo que acredita, quem somos nós para desistir?’ Às vezes não era na técnica, era na raça. Mas muito se passava pelo apoio da torcida”. 

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