Petraglia e Paulo André saem de cena e Athletico cede para ficar com Rony

Tiago Salazar - São Paulo,SP

06-02-2020 05:00:31

A reviravolta no caso Rony está ligada a uma mudança radical de postura da diretoria do Athetico-PR.

A Gazeta Esportiva apurou que Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo e principal responsável pelas decisões no clube, ainda está com a saúde muito debilitada, mesmo após ter deixado o hospital na última segunda-feira.

Petraglia ficará em casa por um tempo para se recuperar e, por isso, decidiu dar carta branca aos dirigentes rubro-negros.

A partir daí, o clube paranaense procurou Hercules Júnior, empresário de Rony, para conversar. A reunião aconteceu na última terça-feira

Fernando Cesar Corrales, vice-presidente, foi acompanhado pelo advogado Rodrigo Gama Monteiro e um auxiliar do departamento jurídico do Athletico.

Houve pedido de desculpas por parte dos athleticanos pela maneira como a negociação e toda a situação vinha sendo conduzida e também um pedido para que as conversas fossem reiniciadas a partir de um ponto zero.

Outro fato importante é que Paulo André, diretor de futebol do Athletico, não participou da reunião, está fora dessa nova etapa e, de fato, foi afastado do caso. Além da irritação dos representantes do atleta pela postura que Paulo André tem adotado nos bastidores desde o início das tratativas, há uma insatisfação interna, no clube, pelo ocorrido.

Sem Petraglia, Paulo André e uma clara manifestação de arrependimento, o Athletico conseguiu contornar a saída do atacante, algo que já parecia inevitável.


Rony deixou de treinar com os aspirantes, se juntou ao elenco profissional e está à disposição de Dorival Júnior. Além disso, na próxima sexta-feira o jogador de 24 anos deve assinar seu novo vínculo com o Furacão, agora com validade até o fim de 2023, como noticiou inicialmente o globoesporte. Carlos André, advogado de Hercules Junior, está fazendo toda a avaliação do contrato e deve enviar a documentação pronta nesta quinta.

Athletico e representantes de Rony resolveram descartar o Corinthians da concorrência pelo fato do clube alvinegro não conseguir cumprir com os prazos e promessas feitas informalmente. A proposta corintiana nunca chegou a ser feita, apesar do clube ter pedido tempo e enviado até um intermediário à Europa em busca do dinheiro para investir em Rony.

O Palmeiras, sim, colocou na mesa sua intenção. Aliás, foram duas propostas. A primeira entregue em mãos, com direito a viagem de Anderson Barros, homem forte do futebol palmeirense, à Curitiba. E a segunda com melhorias em salário ao jogador e luvas mais gordas, após um encontro na Academia de Futebol. O Athletico ainda receberia 6 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos de Rony.

Para recusar a proposta do Palmeiras e convencer os representantes de Rony, o Athletico cedeu sobre a principal divergência do caso: a divisão do dinheiro que seria recebido de uma eventual venda.

O clube paranaense reconheceu que Rony tem direito a 50% do que for recolhido. E para que não haja qualquer dúvida quanto a isso, um novo documento foi redigido, com adendos detalhados. No caso de uma venda acontecer no futuro, durante o vínculo entre as partes, essa discussão não existirá mais. Rony ficará com metade, independente do valor.

Obviamente, o Athletico também fez uma proposta direta ao jogador e seus representantes. O salário de Rony será o mesmo que o Palmeiras havia ofertado – a reportagem prefere não divulgar o valor – e o pagamento das luvas vai superar a quantia de 1 milhão de dólares que o Verdão estava disposto a desembolsar.

Assim, o caso que se arrasta desde o final de dezembro deve ser concluído nessa sexta-feira e um dos principais jogadores da última temporada, enfim, deve estrear em 2020. E não será nem por Corinthians nem por Palmeiras, e sim pelo Athletico-PR. Dia 16, já tem decisão contra o Flamengo valendo a taça da Supercopa, e Rony deve ser a tanto a novidade como a esperança do Furacão.

 

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