Auxiliar explica escalação de Rafael Bastos, que está próximo da Chape

Do correspondente Gustavo Aleixo - Belo Horizonte,MG

02-06-2016 22:18:58

Poucos minutos antes da partida entre América-MG e Ponte Preta, no Independência, passou a circular, na imprensa catarinense, a informação de que o meia Rafael Bastos, do Coelho, estaria negociando a sua transferência para a Chapecoense. Ainda assim, o armador foi escalado pela comissão técnica, sendo bastante perseguido pela torcida americana durante a derrota por 2 a 1 nesta quinta-feira.

Após a partida, o auxiliar Cláudio Prates, que substituiu o suspenso Givanildo Oliveira no banco de reservas, explicou o motivo da utilização de Rafael Bastos, admitindo, inclusive, que sabia do acerto próximo entre o jogador e o clube catarinense. O futuro do meia deve ser decidido nesta sexta.

“O Rafael é um caso à parte. Conversamos antes com ele. A torcida a imprensa pode reclamar dele, mas a dedicação dele em campo é sempre maior. A gente olha pelo GPS e é o jogador que mais corre, se dedica. Às vezes não está bem tecnicamente e faz as funções táticas, o que é importante para nós. Então, se tiver a saída dele, vamos perder um jogador que soma muito no grupo”, comentou.

“A gente já sabia antes (que está praticamente acertado). (Ele entrou em campo) Exatamente pelo jogador que ele é. Hoje, se você falar que ele foi mal tecnicamente, taticamente, perfeito. Mas de doação, ele se doou o tempo todo, correu o tempo todo. A questão de negociação é com a diretoria e se ele chegar falando que o jogador é da Chapecoense é outra história. Hoje, ele é jogador do América e desempenhou as funções dentro do América”, completou.

No que se refere ao desempenho como um todo do Coelho durante a partida, o auxiliar técnico creditou o resultado negativo à ansiedade dos jogadores em campo, o que propiciou à Ponte Preta um maior controle da partida. Como o América-MG ainda não venceu no Brasileirão e está atualmente na lanterna da competição, Prates pede que a equipe mantenha a cabeça no lugar para buscar a reação no próximo domingo, às 11h (de Brasília), contra o Figueirense, no Independência.

“Estávamos muito ansiosos no começo do jogo e qualquer tipo de ansiedade gera uma desorganização. Acho que os 15 minutos iniciais fossem cruciais para que a Ponte fizesse os gols e, acima de tudo pelo time experiente que tem, conseguisse ter um controle. Conseguimos mexer algumas coisas dentro do primeiro tempo ainda. Com os mesmos jogadores mudamos um pouco o sistema, encaixou um pouquinho, fizemos o gol”, avaliou.

“Iniciamos o segundo tempo melhor, mas novamente veio a questão da ansiedade. Obviamente que o grupo tem que arcar com todas as carências que temos, principalmente as ausências de jogadores importantes. Não estamos reclamando de dedicação dos jogadores, que se dedicaram ao máximo, mas realmente a gente chegou num limite que ficou difícil. É cabeça no lugar. Não temos tempo. Após sermos campeões mineiros já falávamos que tínhamos que ter paciência, porque vamos cair de rendimento. Vamos ter fases ruins e teremos que ter forças para não ter desconfianças e dar a volta por cima”, concluiu.

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