Gazeta Esportiva |

Freire aprova naturalização e justifica top 10 por número de medalhas

Em Mais Esportes, Olimpíadas 2016
Publicado em 23/03/2015 17:20:00 Compartilhe
GazetaEsportiva.net - Rio de Janeiro , RJ

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) deseja integrar o top 10 do quadro de medalhas dos Jogos do Rio de Janeiro 2016 no quesito número de pódios. Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes da entidade, justificou o critério e se disse favorável à naturalização estratégica de atletas estrangeiros.

Normalmente, a colocação dos países no quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos é definida pelo número de medalhas de ouro. Ou seja, uma nação com um ouro supera outra com cinco bronzes. O COB, por sua vez, prefere adotar a quantidade absoluta de pódios.

“Não adianta eu ganhar oito ouros na velocidade, como a Jamaica. Ela nunca vai ser uma potência olímpica. Para nós, uma potência olímpica é alguém que está no top 10 e ganha medalhas em mais de 10 modalidades. É isso que dá abrangência. Nossa meta não tem cor, é o total de medalhas”, disse Freire ao Sportv.

Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, o Brasil conquistou três ouros, cinco pratas e nove bronzes, totalizando 17 medalhas em nove modalidades diferentes. Assim, ficou na 22ª colocação por número de títulos e no 16º posto apenas por quantidade de pódios.

“Queremos saltar para o 10º lugar, com cerca de 28 medalhas. É um conceito de sustentabilidade. Não adianta ter só maratonistas, como alguns países da África. Além disso, o brasileiro tem a cultura dos esportes coletivos, como vôlei, basquete e handebol. É a nossa característica e por isso apostamos no total de medalhas”, declarou Freire.

Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes do COB, aprova a naturalização de atletas para 2016
Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de esportes do COB, aprova a naturalização de atletas para 2016 – Credito: Djalma Vassão/Gazeta Press
No ciclo antes dos Jogos do Rio de Janeiro 2016, algumas confederações olímpicas vêm trabalhando na tentativa de naturalizar atletas de maneira estratégica, como a Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA) e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

“Na verdade, faz parte. Já tivemos o (tenista) Fernando Meligeni, o (canoísta) Sebastian Cuattrin (ambos nascidos na Argentina). Não vejo isso como uma perda de espaço de algum atleta brasileiro. É uma ou outra exceção, para compor”, disse Freire.

O diretor executivo de esportes do COB também é um entusiasta da contratação de treinadores estrangeiros – atualmente, de acordo com o próprio Freire, há 46 técnicos do exterior em ação no Brasil. Nesta terça-feira, faltarão 500 dias para o início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.

Comente