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Após protesto, Bach reforça confiança no Rio 2016 e revela aposta

Em Mais Esportes, Olimpíadas 2016
Publicado em 28/02/2015 20:04:00 Compartilhe
GazetaEsportiva.net - Rio de Janeiro , RJ

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, deu entrevista coletiva neste sábado, no Rio de Janeiro, após protesto em frente ao hotel onde a entidade realizou reuniões neste semana. Entre outros assuntos, o mandatário falou mais uma vez da confiança que tem na entrega das obras respeitando os prazos da entidade e ainda revelou uma aposta com o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes.

“Em primeiro lugar, sou um homem que pensa muito em soluções, e não em preocupações. Aqui no Rio, o Comitê Organizador tem que manter o preparativo para os Jogos, construindo as arenas do zero. Tem muita coisa a ser feita. Não há tempo a perder. Estamos confiantes de que o trabalho será feito. Tenho uma espécie de aposta com o prefeito do Rio (Eduardo Paes). Eu disse que quando eu viesse para a Cerimônia de Abertura, queria ter a chance de agradecer aos trabalhadores que ainda estariam finalizando as instalações olímpicas. Então ele me disse que tudo estaria pronto antes da cerimônia. Quero perder a minha aposta, mas queria agradecer aos trabalhadores da mesma maneira. O comitê organizador percebeu o desafio, tudo estará em seu devido lugar”, declarou o otimista dirigente.

Bach também reforçou sua satisfação com os avanços na limpeza da Baía de Guanabara, local onde serão realizadas as competições de vela nos Jogos Olímpicos do ano que vem. Para o alemão, a meta de 80% pode ser alcançada.

“Estou satisfeito com os progressos na baía. Houve um progresso. A limpeza da água subiu para cerca de 50%, o governo está trabalhando para alcançar a meta de limpeza, que é de 80%. E se os Jogos Olímpicos não fossem realizados, isso não aconteceria. É uma evidência bem clara do legado positivo que os Jogos deixarão”, explicou.

Thomas Bach reforçou sua confiança na meta de 80% de limpeza da Baía de Guanabara (Foto: Yasuyoshi Chiba)
Thomas Bach reforçou sua confiança na meta de 80% de limpeza da Baía de Guanabara (Foto: Yasuyoshi Chiba) – Credito: AFP

Thomas Bach também anunciou novidades para as Olimpíadas na Cidade Maravilhosa. Haverá um lugar na Vila Olímpica onde os atletas poderão realizar um culto de lamentação por acontecimentos que poderão ocorrer durante os Jogos.

“Decidimos que vamos colocar na Vila Olímpica um lugar especial, um espaço em que os atletas poderão expressar seu luto, para lembrarem de pessoas que perderam suas vidas durante os Jogos Olímpicos. Pudemos testemunhar que em edições passadas dos Jogos alguns atletas sofriam perdas em suas famílias, ou aconteciam alguns incidentes em seus países de origem. Nós queremos oferecer a esses atletas a oportunidade de expressar seu luto de uma forma digna e em ambiente apropriado. E o lugar apropriado é a Vila Olímpica, onde todos se reúnem para viver sob o mesmo tempo. Na Cerimônia de Encerramento, teremos também uma oportunidade em que cada um individualmente poderá fazer um momento de reflexão. Não será um minuto de silêncio, mas um momento de reflexão para todos compartilharem”, comunicou o presidente do COI.

Antes da coletiva deste sábado, uma manifestação foi organizada em frente ao hotel onde o COI realizou reuniões nesta semana. O protesto, de cerca de 20 pessoas, tinha como meta reclamar a construção do campo de golfe na reserva ambiental de Marapendi, além do corte de árvores na Marina da Glória, sede da vela nos Jogos de 2016. Sobre isso, Bach avisou que está aberto ao diálogo.

“Fui avisado do protesto. Nós convidamos alguns manifestantes para discutir conosco, mas infelizmente não pude participar. Só se eu saísse da reunião. O Mark (Adams, diretor de comunicação do COI) falou com eles. Vamos seguir essa política, estamos abertos ao diálogo com todos”, avisou o nome mais forte do COI.

Presidente do COI, Thomas Bach foi alvo de protestos por construção de campo de golfe em reserva ambiental (Foto: Madeleine Pradel)
Presidente do COI, Thomas Bach foi alvo de protestos por construção de campo de golfe em reserva ambiental (Foto: Madeleine Pradel) – Credito: AFP

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