Gazeta Esportiva

Após reanálise de exames antidoping das Olimpíadas de Londres-2012, 31 medalhas são retiradas

São Paulo, SP

07/12/22 | 22:13

A Agência Internacional de Testes (ITA) publicou nesta quarta-feira o relatório de reanálise de 2.727 exames antidoping das Olimpíadas de Londres, realizadas em 2012. O estudo apontou 73 violações de regras e, assim, 31 medalhas conquistadas foram retiradas.

Apesar dos nomes dos atletas não terem sido divulgados, a instituição informou quais esportes e países tiveram mais incidência de resultados positivos.

Segundo o relatório, o levantamento de peso foi o esporte que mais sofreu desclassificações. Ao todo, foram 36. Em seguida, vem o atletismo, com 28. Mais abaixo na lista, a luta olímpica aparece com três, depois a canoagem, com duas. Por fim, ciclismo, voleibol, boxe e natação tiveram um teste positivo cada.


Entre os países, a Rússia foi a nação que apareceu com mais violações, foram 21 no total. Belarus, com 11, Ucrânia, com sete, Cazaquistão, com seis, e Turquia, com cinco, completam o top 5 da lista, que conta com outros 11 países.

Em relação à retirada das medalhas, oito foram de ouro, 14 de prata e 19 de bronze. A Rússia foi o país que obteve mais remoções, com 13 no total - duas de ouro, dez de prata e uma de bronze.

Considerando apenas as de ouro, o Cazaquistão que lidera o ranking, com quatro. Ucrânia e Uzbequistão completam a lista. Do total de oito medalhas douradas recolhidas, cinco foram no levantamento de peso, duas no atletismo e uma na luta olímpica.

"O resultado deste programa de reanálise claramente mostra que, na luta contra o doping, todos os maneira válida devem ser usadas para proteger a justiça e os atletas", afirmou Benjamin Cohen, diretor-geral do ITA, que também continuou.

"Às vezes, o tempo é uma dessas ferramentas que permite que a ciência e as abordagens antidoping evoluam a ponto de novos métodos de detecção poderem ser aplicados a amostras coletadas há muitos anos. É por isso que a ITA está comprometida com abordagens inteligentes e abrangentes para o esporte limpo. Os trapaceiros nunca devem se sentir seguros, nem agora, nem amanhã, nem daqui a 10 anos", completou.

Relatório de reanálise dos exames antidoping nas Olimpíadas de Londres 2012 (Foto: Reprodução/ITA)

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