Líder disparado da F1, Max Verstappen dedica vitória no Canadá ao pai

Redação - São Paulo,SP

19-06-2022 18:36:29

Rodrigo França, de Montreal (Canadá)

A vitória de Max Verstappen neste domingo no Circuit Gilles Villeneuve, em Montreal, rendeu uma liderança inédita no campeonato 2022 para o atual campeão mundial. Com o primeiro lugar no GP do Canadá, o piloto da Red Bull abriu 46 pontos de vantagem sobre Charles Leclerc, da Ferrari, que largou da última fila após uma troca de motor.

Além da enorme vantagem na tabela (maior do que uma vitória, por exemplo, que vale 25 pontos), Max também teve a sorte de ver seu companheiro de equipe, Sergio Perez, enfrentar problemas mecânicos e com isso ficar ainda mais distante de uma potencial disputa interna na equipe Red Bull pelo título de 2022.

O holandês, no entanto, fez questão de minimizar o favoritismo. “Esta foi uma vitória importante para o campeonato, mas ainda há um longo caminho pela frente. Vale lembrar que na terceira etapa quem estava 46 pontos atrás do líder era eu”, explicou Verstappen, que de fato teve um início de ano enfrentando sérios problemas de confiabilidade, situação que agora se inverte com seus rivais da Ferrari.

Verstappen se mostrou preocupado também com a melhora de ritmo de corrida da Ferrari. “Você precisa ver o quanto este cara aqui estava rápido”, disse o piloto da Red Bull a Lewis Hamilton antes de começar a coletiva, apontando justamente para Carlos Sainz, o segundo colocado.

O espanhol buscava a primeira vitória na F1. “Fiz de tudo, puxei o máximo que dava, mas realmente a gente não conseguiu uma oportunidade de tentar a ultrapassagem”, diz Sainz.


No Canadá é Dia dos Pais neste domingo, assim como em boa parte de países da Norte América e Europa. Perguntado pela reportagem de Gazeta Esportiva a importância de seu pai, Jos Verstappen, na carreira, Max aproveitou para dedicar a vitória deste domingo a ele.

“Sem meu pai eu não estaria aqui sentado conversando com vocês. Devo tudo a ele e acho que a vitória foi um ótimo presente pra ele, que deve ter ficado bem nervoso com as voltas finais”, disse, citando a pressão de Sainz. “Ele sempre esteve comigo no kart, me ajudava a analisar os dados, enfim, fez muitas coisas por mim que hoje eu entendo até melhor do que na época”, completou.

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