Pavlyuchenkova e Krejcikova fazem final inesperada em Roland Garros

AFP - São Paulo,SP

11-06-2021 23:51:55

A final feminina de Roland Garros terá neste sábado (10h00, horário de Brasília) um duelo entre duas tenistas que aproveitaram suas oportunidades em um torneio que ficou prematuramente privado de suas grandes favoritas: a russa Anastasia Pavlyuchenkova ou a tcheca Barbora Krejcikova será campeã pela primeira vez de um 'major'.

Também participante do torneio de duplas, Pavlyuchenkova - que joga ao lado de Elena Rybakina - foi eliminada nas quartas de final na quarta-feira, mas Krejcikova garantiu sua classificação para a final na sexta-feira, com sua dupla Katerina Siniakova, com quem conquistou a edição 2018 do Grand Slam de Paris.

A última tenista a chegar à final individual e de duplas em Roland Garros no mesmo ano foi Lucie Safarova em 2015. Mas a última a ter seu nome inscrito nos dois troféus da mesma edição foi a francesa Mary Pierce em 2000.

A russa Anastasia Pavlyuchenkova durante Roland Garros (Foto: MARTIN BUREAU / AFP)

Experiência da russa

Se a experiência fosse o único fator decisivo no jogo, quem se beneficiaria disso seria Pavlyuchenkova. A russa de 29 anos, 32ª do ranking mundial, vive sua 14ª participação em Roland Garros.

É um exemplo de perseverança, de abrir caminho e de atingir a maturidade tardia no tênis. Não em vão nos 51 Grand Slam que disputou antes de sua chegada a Paris, seu melhor resultado foram as quartas de final, rodada que ele não alcançava na capital francesa desde 2011.

"Quando eu tinha 14 anos, me perguntava 'por que você demorou tanto?'", disse a russa, que disputou seu primeiro Grand Slam em 2007.

"Foi uma longo caminho. Tive meu próprio caminho especial. Cada um tem uma forma diferente. Estou feliz por estar na final", acrescentou. Precisamente naquele 2011 atingiu o seu melhor ranking mundial, subindo para o 13º lugar do ranking WTA.

Caso conquiste o título neste sábado, subiria para a 14ª posição.

Já se passavam seis anos e 24 'majors' que nenhuma tenista russa chegava à final de um Grand Slam, sendo a última Maria Sharapova na Austrália em 2015, derrotada por Serena Williams.

A tcheca Barbora Krejcikova em ação. (Foto: Christophe ARCHAMBAULT / AFP)

135ª do ranking da WTA em 2020

Pavlyuchenkova tentará ser a quarta campeã do seu país em Roland Garros, depois de Anastasia Myskina (2004), Svetlana Kuznetsova (2009) e Maria Sharapova (2012 e 2014).

A caminho desta final, a russa eliminou adversárias como a bielorrussa Aryna Sabalenka e Victoria Azarenka, a cazaque Elena Rybakina e a surpreendente eslovena Tamara Zidansek nas semifinais.

Krejcikova fez várias vítimas de peso no caminho para a final, como a ucraniana Elina Svitolina, as americanas Sloane Stephens (finalista em 2018) e Coco Gauff, além da grega Maria Sakkari em uma partida acirrada nas semifinais.

A tcheca de 25 anos e 33ª do mundo tem a garantia de subir para o 22º lugar no ranking WTA na segunda-feira.

Pavlyuchenkova conta além disso com um currículo mais brilhante, com 12 títulos de simples, embora o último remonte a Estrasburgo em 2018. E se Pavlyuchenkova não tivesse passado das quartas de final de um 'major', o teto de Krejcikova seria as oitavas de final de Roland Garros 2020.

Krejcikova, que começou 2020 com a 135ª posição no ranking mundial, enfrenta o desafio de suceder Hana Mandlikova, a única tcheca a vencer Roland Garros.

"Cresci em uma cidade pequena onde não havia treinador profissional. Não pensava em ser profissional, só queria me divertir", diz Krejcikova. "Nunca imaginei me tornar um finalista do Grand Slam. Então, vou me divertir e lutar até o fim."

Na final mais inesperada, as apostas estão abertas.

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