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Djokovic mira melhora no saibro para seguir dominante nos Grand Slams

São Paulo , SP
27/01/2019 13:17:56 — 27/01/2019 13:18:35

Em: Mais Esportes, Tênis
Foi o sétimo títudo de Djokovic na Austrália (Foto: PAUL CROCK / AFP)

Depois de destruir Rafael Nadal na final do Australian Open, Novak Djokovic segue comemorando a conquista que lhe rendeu o título de maior campeão do torneio, além de se aproximar do próprio Nadal em número de Grand Slams – são apenas dois de diferença agora.

Mas a vitória de Djokovic foi ainda mais simbólica pelo tênis apresentado pelo sérvio, que contou com apenas nove erros não-forçados e não deu chance para Nadal mostrar o que sabe de melhor. “Foi um dos melhores, senão a melhor partida que eu já joguei em uma final de Grand Slam. Jogar contra o Nadal, meu maior rival, é um desafio em um nível totalmente diferente. Neste nível e nessas circunstâncias, foi verdadeiramente o jogo perfeito. A chave foi definitivamente começar bem no jogo. Ter a intensidade certa, ser agressivo e fazê-lo sentir a pressão. Foi muito importante porque o Nadal sempre traz 110% do seu foco para a quadra. A energia e a força que ele coloca em seus golpes é sempre intimidante desde o primeiro golpe. Mas eu já esperava isso, estava preparado para começar bem. Foi o ponto crucial do jogo”, disse orgulhoso.

Do outro lado da quadra, depois de voltar de uma lesão chegando em uma final de Grand Slam sem perder nenhum set até o grande jogo, Nadal tinha grande expectativa para parar o número 1 e de quebra, poder diminuir a distância entre os dois no ranking da ATP. Mas as expectativas pararam no absoluto Djokovic e nas limitações do espanhol, que exaltou o adversário, mas lamentou não estar 100%.

“Eu acho, claro, que ele jogou de forma fantástica. Ao mesmo tempo, é verdade que quando ele joga assim, eu precisava de algo a mais. Eu não consegui ter esse algo a mais hoje, para ser honesto. Foi inacreditável o jeito que ele jogou, sem dúvidas. Ao mesmo tempo, é verdade que fisicamente provavelmente eu não fui capaz. Joguei um tênis fantástico durante essas semanas, é verdade, mas provavelmente joguei tão bem que não sofri tanto. Eu precisava de algo a mais hoje e ainda não tive isso. Esse é o meu sentimento, competir neste nível super alto”, contou Nadal.

Entre os dois são dois Grand Slams de diferença, mas para o maior vencedor da história, ainda são cinco para Djokovic alcançar Federer. Desejando fazer história, mas sabendo que é muito difícil, o sérvio fala com cautela sobre isso. “Estou ciente de que fazer história no esporte que eu realmente amo é algo especial. Claro que isso me motiva. Jogar Grand Slams e os maiores eventos da ATP são minhas maiores prioridades nessa temporada e nas próximas. Quantas ainda virão? Não sei. Mas não tentarei pensar muito na frente. Quero focar em continuar melhorando meu jogo e mantendo meu bem-estar que tenho mentalmente, fisicamente e emocionante para poder competir neste nível alto pelos próximos anos e ter a chance de me aproximar do recorde de Roger (Federer). Ainda é distante”

Para seguir na perseguição dos dois rivais e na busca por mais uma sequência de quatro Grand Slams seguidos, Djoko tem pela frente seu maior desafio entre os torneios da categoria, Roland Garros. Especialidade de Nadal, o torneio foi conquistado por Nole apenas uma vez, e ele sabe que precisa focar mais no saibro para ter chances de levantar a taça mais uma vez.

– Obviamente tenho que trabalhar em meu jogo no saibro um pouco mais, mais especificamente do que na última temporada. Preciso jogar melhor no saibro do que no último ano. Já estou jogando melhor, mas preciso jogar melhor especificamente no saibro. O desafio máximo lá é ganhar do Nadal. Aí você tem o (Dominic) Thiem, o (Alexander) Zverev e o Roger (Federer).