Tênis/ Aberto da Austrália

Djokovic bate Raonic, acaba com sonho canadense e faz semi com suíço

GazetaEsportiva.net - Melbourne , - Austrália
28/01/2015 08:40:00

Em: Mais Esportes, Tênis

O sonho canadense de conquistar um Grand Slam acabou na manhã desta quarta-feira. Pelo menos por enquanto, o país da América do Norte seguirá sem um tenista campeão na chave de simples. Isso porque Milos Raonic, número 8 do mundo, perdeu para o sérvio Novak Djokovic (1º) por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7-5), 6/4 e 6/2, em 1h59 de jogo, pelas quartas de final do Aberto da Austrália.

Tetracampeão em Melbourne (2008, 2011, 2012 e 2013), Djokovic vai encarar nas semifinais Stanislas Wawrinka (4º), que mais cedo fez 3 sets a 0 no japonês Kei Nishikori (5º). A partida será uma reedição das quartas de final do Grand Slam australiano do ano passado. Na ocasião, o suíço encerrou um tabu de 14 derrotas consecutivas para o sérvio com uma vitória em cinco sets. “Stanimal” levou o título vencendo o espanhol Rafael Nadal na decisão. No retrospecto histórico, porém, Djoko leva grande vantagem, com 16 triunfos em 19 encontros.

Com a vitória, Nole segue invicto diante de Milos Raonic. São cinco vitórias em cinco embates, sendo derrotado em apenas um set em 14 disputados. Sem perder parciais neste ano em Melbourne, Novak Djokovic se tornará o único pentacampeão do Aberto da Austrália na era moderna do tênis, caso conquiste o título. Além dele, o norte-americano Andre Agassi e o suíço Roger Federer ganharam o torneio quatro vezes.

Mesmo com a fatídica derrota, Milos Raonic fez a melhor campanha no Aberto da Austrália em sua carreira, alcançando pela primeira vez as quartas de final. Antes, o mais longe que ele tinha chegado foi a quarta rodada nos anos de 2011 e 2013.

Novak Djokovic se defendeu bem das pancadas de Milos Raonic na Rod Laver (Foto: Mal Fairclough)
Novak Djokovic se defendeu bem das pancadas de Milos Raonic na Rod Laver (Foto: Mal Fairclough) – Credito: AFP

O jogo – O primeiro set foi marcado pelo equilíbrio na Rod Laver Arena e teve 55 minutos de duração. O canadense executou bem o saque, como é de praxe, e abusou das pancadas para dificultar o jogo de fundo de quadra de Djokovic. Assim, Raonic confirmou todos os seus serviços, feito também conquistado pelo sérvio.

No tie-break de desempate, os dois tenistas mantiveram a troca de pancadas, mas foi o número 1 do mundo que teve o primeiro set point, em 6/5. O oitavo cabeça de chave até jogou bem o ponto decisivo, porém falhou no arremate final e, com um erro não forçado, viu o sérvio sair vencedor da primeira parcial.

No segundo set, Raonic tomou um balde de água fria logo no primeiro game, quando foi quebrado para depois ver Djokovic sacar e abrir 2/0. Após o baque, o canadense de 24 anos voltou com o saque forte, encaixou cinco aces durante a parcial e não voltou a ser ameaçado. No entanto, o primeiro cabeça de chave manteve-se agressivo, subiu à rede para pressionar o adversário e confirmou todos os seus serviços, abrindo 2 sets a 0.

Visivelmente desanimado por estar atrás em dois sets, Raonic começou o terceiro set cometendo muitos erros não forçados e facilitou para que a vitória de Djokovic acontecesse. Com duas quebras, o sérvio abriu 5/1 e ficou muito perto da vitória. No game seguinte, o canadense de 1,96m abusou da força no saque e diminuiu a diferença, mas de nada adiantou, porque logo em seguida o principal favorito confirmou o serviço com uma bela subida à rede e carimbou o passaporte para encarar Stanislas Wawrinka nas semifinais.

Raonic utilizou bem sua melhor arma, o saque, mas não evitou a derrota para o melhor do mundo (Foto: Greg Wood)
Raonic utilizou bem sua melhor arma, o saque, mas não evitou a derrota para o melhor do mundo (Foto: Greg Wood) – Credito: AFP

Agressivo e preciso durante os três sets, Djokovic encaixou menos aces (8) do que Raonic (15), mas teve um aproveitamento melhor no primeiro serviço (71%) quando comparado ao canadense (68%). O melhor do mundo ainda foi mais eficiente ao subir à rede, conquistando 17 pontos desse modo, contra 11 do adversário. O canadense também contribuiu para uma vitória tranquila do sérvio, registrando 36 erros não forçados, 19 a mais que Nole.