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PF prende envolvidos em esquema de desvio de verba na CBDA

São Paulo , SP
06/04/2017 09:43:16 — 06/04/2017 12:43:06

Em: Bastidores, Mais Esportes, Natação

A Polícia Federal prendeu três pessoas nesta quarta-feira suspeitas de envolvimento no desvio de verbas públicas repassadas para a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos.O presidente da entidade, Coaracy Nunes, foi um dos detidos. A investigação, batizada de Operação Águas Claras, foi deflagrada nesta quinta-feira. Outras quatro pessoas também foram conduzidas de maneira coercitiva para unidades da PF no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Além de Coaracy Nunes, a Polícia Federal confirmou a prisão do diretor financeiro da CBDA Sérgio Ribeiro e o coordenador técnico de polo aquático Ricardo Cabral. Já o secretário executivo e diretor de natação Ricardo de Moura não foi localizado e é considerado foragido.

A investigação está sendo realizada em parceria da Polícia Federal com o Ministério Público Federal, além de contar com a participação da Controladoria Geral da União. Após denúncias de atletas, ex-atletas e empresários envolvidos no meio, o esquema milionário existente na CBDApassou a ser alvo dos órgãos públicos.

Além dos cinco presos, outras duas pessoas foram conduzidas às unidades da PF coercitivamente. 16 mandados de prisão foram expedidos pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

O presidente da CBDA Coaracy Nunes foi um dos detidos pela PF nesta quinta-feira (Foto: Cbda/Divulgação)

Através de leis de incentivo ao esporte e convênios, uma verba de cerca de R$ 40 milhões foi repassada à CBDA, no entanto, a Polícia Federal acredita que a entidade não utilizou a quantia milionária da maneira que deveria, desviando a verba para proveito pessoal das pessoas que integravam o esquema de corrupção. Uma delas seria o ex-presidente Coaracy Nunes, afastado em fevereiro por improbidade administrativa.

Os investigados no esquema responderão pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude a Lei de Licitações. Como a CBDA recebe verbas públicas federais, envolvidos são considerados, segundo a Lei de Licitação, funcionários públicos para efeitos penais.