Instituto Família Barrichello desenvolve conteúdo para idosos durante a quarentena

São Paulo, SP

03-04-2020 15:52:58

A pandemia de coronavírus impôs uma nova rotina para todos: ficar dentro de casa. Como consequência, diversas pessoas deixaram de praticar atividades físicas para manter a forma, em especial os idosos. Diante desse cenário, o Instituto Família Barrichello, que atende 1800 idosos que participam do Projeto Viver Melhor, desenvolveu uma projeto online para que eles possam praticar seus exercícios dentro de suas residências.

"Tivemos que inovar, assim como todos os setores. Nunca tínhamos feito nada online. Reunimos nosso time e, em menos de duas semanas, conseguimos produzir conteúdo para que eles pudessem fazer a atividade física em casa", William Boudakian, assistente social e Diretor Executivo do IFB.

Desde o último dia 23 de março, mais de 35 videoaulas estão disponíveis para os participantes da iniciativa. E, com uso da tecnologia, a ONG conseguiu expandir o atendimento. A equipe também está atuando na orientação aos idosos, pois muitos deles nem sabiam acessar os conteúdos no Youtube. Os professores mantêm um grupo no WhatsApp para dar suporte aos alunos.

"Os vídeos têm sido um potente instrumento para nos aproximar deles e estimulá-los a continuar fazendo os exercícios, só que em suas casas e de forma segura com orientações de seus professores. Assim, continuam a manter uma boa imunidade, o que é fundamental em tempos de combate ao coronavírus", diz Dayane Alves, Gerente do Projeto Viver Melhor de São Paulo.

No dia 28 de março, o Instituto realizou uma aula ao vivo em seu perfil no Instagram com a Coordenadora Técnica do Projeto, Cristiane Peixoto, para reforçar as orientações gerais para a práticas das aulas e o portal onde todos os idosos e seus familiares vão poder acessá-las. Nesta data, também, todas as videoaulas foram liberadas publicamente para todo o Brasil.

"Agora, nosso maior desafio é conseguir levar as aulas, muita informação sobre o coronavírus e a mensagem da importância da atividade física para todos os idosos, incluindo -- principalmente -- aqueles que estão nas regiões periféricas", completa Boudakian.

Impacto nos alunos

Dona Isabel, de 63 anos, destacou sua felicidade com a criação do projeto. "Achei que as aulas só chegariam para as crianças e os alunos de faculdade, não imaginei que ia chegar para a gente, fiquei muito feliz. Isso incentiva a gente. Na minha casa, a minha neta me ajuda a fazer os exercícios e a mexer no celular para ver a aula", disse a moradora do bairro Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo.

Já Dona Gláucia, de 64 anos, acompanha as videoaulas junto de seu marido, de 65. Ela agradeceu à professora pela aula concedida. "Já fiz a aula, amei. Estava com muita saudade de vocês, ouvir sua voz foi muito gratificante. Estou em casa desde o dia 16, sem ir sair para nada. Agora, com as aulas vai melhorar os ânimos".

Sobre o Instituto Família Barrichello

IFB ajuda pessoas de todas as idades (Foto: Divulgação/IFB)

O Instituto Barrichello, criado pelo piloto Rubens Barrichello, foi criado em 2005 como uma entidade sem fins lucrativos voltada para o combate à desigualdade e à exclusão social. A organização desenvolve projetos inovadores capazes de provocar impacto social e mudanças de comportamento, bem como gerar novas possibilidades sociais, contribuindo para abrir horizontes de crianças, adolescentes, jovens e idosos.

Atuando em rede com organizações sociais, movimentos e escolas públicas localizadas em bairros com registro de alta vulnerabilidade social e econômica, o IFB utiliza o esporte, a atividade física e o brincar como ferramenta de transformação para promover educação, desenvolvimento humano e gerar qualidade de vida. Mais de 16 mil pessoas de todas as idades já foram atendidas pelos projetos da instituição em 14 anos de atuação.

Viver Melhor

O Projeto Viver Melhor, fundado em 2012 atende 1.800 idosos em 18 núcleos em São Paulo e Mogi Mirim. A iniciativa, mantida por meio de leis de incentivo, leva saúde e qualidade de vida para pessoas em situação de vulnerabilidade social, em bairros onde há carência de atendimento ao idoso.

As aulas duram pouco mais de uma hora e acontecem duas vezes por semana em locais cedidos por instituições sociais, igrejas, shoppings e Unidade Básica de Saúde. Divididas em quatro módulos e conduzidas por dois professores de educação física, o curso, trabalha força muscular, equilíbrio, flexibilidade, agilidade, memória e alívio do estresse, condições importantes para a independência física e uma velhice saudável.

Deixe seu comentário