Em 2003, Tayanne encantava dominicanos nas maças ao som do Tchakabum

São Paulo, SP

06-06-2020 16:52:24

Aproveitando a paralisação das atividades esportivas, a Confederação Brasileira de Ginástica Artística está realizando uma série de entrevistas com uma série de importantes nomes do esporte no país. Agora foi a vez de Tayanne Mantovaneli, que brilhou no Pan-Americano de 2003 ao conquistar o bronze na modalidade das maças em Santo Domingo, na República Dominicana.

“Deixei o Brasil com o objetivo de fazer minhas séries da melhor forma possível, queria dar o meu máximo no Pan. Eu só queria chegar às finais, porque sabia que iria encontrar lá ginastas de um nível altíssimo”, relembrou a atleta.

Tayanne se apresentou ao som de uma mistura excêntrica de músicas: "Aquarela do Brasil" e "Dança da Mãozinha". A ginasta recorda que o público presente no ginásio se incomodou com o resultado atribuído pelos juízes. No entanto, ela prefere enxergar pelo lado positivo, celebrando o pódio alcançado ainda jovem.

“No dia das finais, lembro que fiz minha série das maças com muito amor, e saí da área de competição muito, muito feliz, porque acertei tudo. Quando saiu minha nota, estava no vestiário. Acho que tinha ido trocar o collant. Só sei que ouvi uma baita vaia. Ao voltar, fiquei ouvindo vozes gritando ‘te roubaram o ouro, te roubaram o ouro’. Nem sei dizer se o público estava certo. A campeã, a americana, era maravilhosa mesmo. Acho que o público sempre se liga a toda a questão do carisma. E a música que escolhemos, a minha série toda certinha, minha expressão, tudo isso levantou os torcedores”, disse.

“A final do arco me acendeu uma luz. Na final das maças, consegui acertar tudo, e o resultado foi maravilhoso. Foi uma medalha muito suada, que me traz excelentes recordações até hoje. Fazendo um balanço da minha carreira, avalio que foi muito positiva. Saí da ginástica ainda bem nova, aos 21 anos, mas muito bem resolvida, com o sentimento do dever cumprido”, completou.

Monika Queiroz, então treinadora de Tayanne, acredita que o feito da ginasta foi fundamental ao gerar inspiração em outras atletas que iniciavam suas trajetórias no esporte.

“A conquista da Tayanne abriu uma porta na nossa ginástica rítmica individual. Outras atletas passaram a acreditar que isso é possível. É o caso da Natália Gáudio, que era fã da Tayanne, assim como a Tayanne era fã da Elise Penedo”, afirmou Monika.

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