Ex-chefe da Federação Internacional de Atletismo é acusado de corrupção

São Paulo, SP

21-12-2015 19:32:30

Nesta segunda-feira, o ex-chefe da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o senegalês Lamine Diack, foi acusado novamente na França pelo escândalo de casos de doping na Rússia, para os quais se crê que ele tenha recebido dinheiro em troca de omití-los.

Os juízes também suspeitam que o ex-diretor teria pago em diversas oportunidades a quantia de 140 mil euros para Gabriel Dollé, o médico que era o encarregado de fiscalizar os atletas nos exames antidoping na Federação até o final de 2014. Apesar das suspeitas, Lamine Diack nega ter dado dinheiro ao médico.

As denúncias chegaram ao Centro Financeiro da Corte Regional em Paris na segunda-feira de manhã. Diack já havia sido condenado por aceitar subornos no início de novembro. Gabriel Dollé e Habib Cisse, consultor jurídico de Diack, também foram acusados. Daouda Diop o advogado do ex-diretor, não respondeu às acusações. Outro de seus conselheiros, Alexandre Varaut, se recusou a comentar o caso.

No dia 9 de movembro, a Agência Mundial Antidoping (WADA) em um relatório, acusou Vladimir Putin de ter estabelecido um sistema organizado de doping no atletismo. Como resultado, a Rússia foi suspensa pela IAAF por oito meses e poderá ser banida de participar nas categorias de atletismo dos Jogos Olímpicos no Rio, em 2016.

O escândalo causou um enorme alvoroço no Senegal, depois que o jornal francês Le Monde revelou, na semana passada, trechos de depoimentos de Lamine Diack, colhidos no início de novembro.

O octogenário tinha explicado que a Rússia, através do então presidente e tesoureiro da Federação de Atletismo, Valentin Balakhnichev, tinha contribuído para a IAAF com 1,5 milhões de euros. Este montante teria sido "distribuído a associações e esferas de influência" para ajudar a prevenir uma reeleição para um terceiro mandato do então presidente Abdoulaye Wade em 2012, de acordo com as suas declarações.

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