Futebol Feminino

Para espantar má fase, Seleção ganha ânimo com uniforme histórico

Cecília Eduardo* - São Paulo , SP
15/03/2019 09:00:21

Em: Futebol, Futebol Feminino, Notícias
Modelos do uniforme tiveram design especial para corpo das mulheres (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Depois do lançamento mundial dos uniformes das seleções patrocinadas pela Nike que vão participar da Copa do Mundo da França, a empresa realizou um evento em São Paulo, nesta quinta-feira (14), para lançar as camisas em solo brasileiro. Com uma grande comemoração ao futebol feminino, o Pacaembu foi o palco para a apresentação das peças, que pela primeira vez na história, foram feitas especialmente para o corpo feminino.

A pouco menos de três meses do começo do Mundial, que acontece na França, entre os dias 7 de junho e 7 de julho, os passos para um maior desenvolvimento e uma maior visibilidade do futebol feminino podem ser notados com algumas conquistas antes da competição. Além do uniforme exclusivo, diferente do usado pelos homens, a Copa do Mundo vai ser transmitida no Brasil pela TV aberta, também pela primeira vez.

Presente no lançamento que aconteceu na França e também no evento no Pacaembu, a craque do Campeonato Brasileiro de 2017 e artilheira do Corinthians, Adriana Silva, representou a Seleção principal nesta quinta. A piauiense falou da emoção de vestir a camisa e da beleza do uniforme. “É linda, e feito especialmente para nós, ver os mínimos detalhes, pensados em nós, mulheres, é demais. Fico muito feliz e espero ter a honra de vestir na Copa, para representar da melhor forma o futebol brasileiro”, disse.

Mas, enquanto os passos fora de campo rumo à evolução do esporte feminino podem ser comemorados, a Seleção não anda tão bem dentro das quatro linhas. O Brasil vem de uma sequência negativa, de seis derrotas seguidas, depois de conquistar a Copa América em 2018. Com Vadão no comando, após o título, os jogos foram contra adversárias mais fortes e, tanto os resultados, como as atuações não são animadoras.

A atacante, no entanto, acredita que a Seleção pode surpreender e garantiu muita garra e vontade para superar a fase ruim do time. “Não dá para entender muito, porque a gente trabalha todo dia para melhorar e jogar bem, então não dá para explicar os resultados. Mas a expectativa para o Mundial é grande, a gente tem um elenco muito qualificado, com jogadoras muito boas. Sabemos das dificuldades que vamos ter e estamos nos preparando para enfrentar essas dificuldades. Eu sei que as pessoas estão com dúvida sobre a Seleção, mas pode ter certeza que não vai faltar luta e garra para trazer o título para o Brasil”, declarou a atacante de 22 anos.

O Brasil estreia na Copa no dia 9 de junho, em Grenoble, diante da Jamaica. Além do país caribenho, Itália e Austrália dividem o grupo C com as brasileiras. O país tenta faturar o título inédito depois de bater na trave e ficar com o vice em 1999 e 2007. Até a estreia, a Seleção ainda disputa dois amistosos como preparação para a competição.

No evento organizado pela patrocinadora, duas atletas de base também foram as caras da campanha. Julia Rosado, conhecida como Jujugol, de apenas 9 anos e que joga na base tanto em times femininos, como também em time de masculinos, sendo a única menina, representou a geração mais nova de jogadoras, que sonham com a chance de chegar à seleção. Além dela, Luísa Fontes, de 13 anos, jogadora do Centro Olímpico e campeã com o time da Libertadores sub-14, também representa a campanha, que tem como mote ‘Mulheres Guerreiras do Brasil’.

A noite também foi marcada por lançamentos de torneios de escala mundial para o futebol de base feminino organizados pela Nike, além de atividades gratuitas voltadas para atletas amadoras e de base que querem jogar futebol. E após as solenidades, meninas e jornalistas mulheres puderam participar de um treino no campo do Pacaembu, comandado pela técnica do Santos, Emily Lima, que também teve passagem pela Seleção Brasileira.

*Especial para Gazeta Esportiva