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Futebol/Copa da Inglaterra

Arsenal despacha United e vence primeira no Old Trafford desde 2006

GazetaEsportiva.net - Manchester , - Inglaterra
09/03/2015 18:44:00

Em: Arsenal, Campeonatos, Futebol, Futebol Inglês, Futebol Internacional

Nesta segunda-feira, o professor francês Arsène Wenger, do Arsenal, venceu o filósofo holandês Louis van Gaal, do Manchester United, em pleno Old Trafford, pelo duelo das quartas de final da Copa da Inglaterra. Para lavar a alma dos Gunners que não venciam no estádio do rival desde 2006 –, o triunfo veio de virada, por 2 a 1, eliminando a necessidade de um jogo de volta.

Extremamente experientes aos 65 e 66 anos, respectivamente, van Gaal e Wenger têm títulos em cinco dos países mais tradicionais do futebol europeu: Alemanha, Espanha, França, Holanda e, por fim, a própria Inglaterra. Se somadas, as vitórias de suas carreiras como treinadores totalizam mais de 2300 jogos. Além disso, os dois já deram a braçadeira de capitão ao centroavante Robin van Persie: Wenger o fez quando o holandês ainda defendia o Arsenal, e van Gaal o agraciou com a faixa quando comandou a seleção da Holanda. Lesionado, no entanto, o atacante sequer foi relacionado, deixando Rooney sozinho no ataque.

No Campeonato Inglês, os dois times brigam diretamente por vaga na Liga dos Campeões. As possibilidades de título são remotas, uma vez que o Chelsea lidera a competição de forma isolada com 63 pontos, nove a mais do que o Arsenal, melhor colocado da dupla. Ainda por cima, os Blues têm um jogo a menos. Agora na semifinal da Copa da Inglaterra, os Gunners seguem na briga por ao menos um título na temporada.

Chamberlain faz fila, mas Rooney compensa falta de Van Persie – Como não poderia deixar de ser, a primeira etapa foi recheada de emoções. O United tinha maior posse de bola, mas o Arsenal levava perigo nos contra-ataques, constantemente organizados por Cazorla. Para se ter ideia da velocidade do duelo, três chances de gol foram criadas no espaço de tempo de um minuto. Na primeira delas, Bellerín recebeu na área, dominou com categoria e tocou por cima de De Gea.

Na sequência, o Manchester respondeu com um belo lançamento de Di María, que encontrou Fellaini bem posicionado na área. O belga matou no peito e rolou para Ashley Young, mas o meia-atacante errou o alvo na conclusão. Como resposta, o Arsenal desceu com Chamberlain, que recebeu de Welbeck na direita, invadiu a área e tentou o chute cruzado, mas mandou para fora.

Com bravura, os Gunners seguiam lutando contra o favoritismo carregado pelos Diabos Vermelhos em Old Trafford. E foi assim que, aos 24, Chamberlain fez uma belíssima jogada pelo meio, passando por três marcadores na entrada da área, e tocou para Nacho Monreal. Livre na esquerda, o lateral tocou com categoria à meia altura na saída de De Gea, para a festa da minoria londrina no estádio, que cantava o nome de Oxlade-Chamberlain.

O gol de Monreal fez a festa da torcida londrina, que viu o Arsenal sair na frente no placar
O gol de Monreal fez a festa da torcida londrina, que viu o Arsenal sair na frente no placar – Credito: AFP

A empolgação, todavia, durou apenas quatro minutos. Esse foi o tempo necessário para Di María levantar pela direita aos 28, de olho na área, e encontrar Rooney entre os beques para testar para o fundo do gol de empate. Szczesny ainda salvou o Arsenal da virada no primeiro tempo, quando Valencia lançou Di María e viu o argentino chutar cruzado, com categoria, para a defesa do goleiro dos Gunners.

Revelado pelo United, Welbeck cala sua ex-casa – Ao contrário do primeiro tempo, a etapa final começou mais nervosa do que movimentada. Em dois minutos, o Manchester United recebeu dois cartões amarelos, destinados a Fellaini e Ashley Young. O belga, no entanto, não se abateu e deu um ótimo passe para Di María arriscar, tocando a bola rente à trave esquerda do Arsenal.

Enquanto o argentino perdia sua última chance em campo, a “lei do ex” optava por não perdoar o United. Atleta do time de Manchester até 2014, Welbeck não teve piedade ao aproveitar um recuo mal feito de Valencia para De Gea, driblar o goleiro e recolocar o Arsenal em vantagem em pleno Old Trafford, casa onde atuou por seis anos. Para piorar a vida dos Diabos Vermelhos, Di María ainda foi expulso na marca dos 30 após simular falta e receber o segundo amarelo, diminuindo ainda mais o poder ofensivo dos anfitriões.

Di María ainda foi expulso aos 30 do segundo tempo, dificultando ainda mais a tarefa do United
Di María ainda foi expulso aos 30 do segundo tempo, dificultando ainda mais a tarefa do United – Credito: AFP
Habitualmente pragmático, o United de Van Gaal começou a trabalhar no ritmo do desespero. Aos 35, Rooney teve a chance de empatar mais uma vez em cobrança de falta na linha da grande área, mas o chute colocado do centroavante que, curiosamente, vinha atuando quase como armador no meio-campo, no novo esquema do holandês passou por cima do gol, para a frustração de boa parte dos 74.285 torcedores presentes na partida.

Os últimos cinco minutos (dobrados, uma vez que a arbitragem deu cinco de acréscimo) foram de intensa correria dos donos da casa, confiando na tradição de times ingleses de reverter resultados negativos em longos minutos adicionais. Aos 48, Ozil ainda recebeu livre na área com chance de matar o jogo de vez, mas o alemão decidiu rolar para Alexis, que perdeu o ângulo e viu De Gea defender milagrosamente, com a ponta dos dedos. Mesmo assim, a filosofia ofensiva de Van Gaal não foi capaz de bater o estilo professor de Wenger, finalmente triunfante em Old Trafford.

Mais uma vez, a
Mais uma vez, a “lei do ex” prevaleceu com o gol de Welbeck, salvador para o Arsenal – Credito: AFP