COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Nesta segunda-feira, Portugal e Irã se enfrentam às 15 horas (de Brasília) em busca de uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. A seleção iraniana está em situação mais delicada, já que precisa vencer para garantir a vaga, enquanto os portugueses jogam pelo empate.

Na noite deste domingo, antes do jogo decisivo, torcedores iranianos se reuniram na frente do hotel em que a seleção portuguesa está hospedada e criaram um clima de Libertadores. Com a ajuda de vuvuzelas e tambores, os torcedores fizeram barulho para atrapalhar o sono dos jogadores adversários e piorar o desempenho deles em campo.

A ação dos torcedores iranianos obrigou Cristiano Ronaldo a agir. Vice-artilheiro do Mundial, o craque do Real Madrid foi à janela de seu quarto pedir para que as pessoas não fizessem barulho porque precisava dormir.

Dormindo à noite ou não, Cristiano Ronaldo e a seleção de Portugal enfrentam o Iran às 15 horas desta segunda-feira pela última rodada do grupo B da Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, Espanha e Marrocos duelam no outro jogo do grupo. A fúria, do artilheiro Diego Costa, quer confirmar o primeiro lugar do grupo.



Para Fagner, altura não deverá influenciar na partida contra a Sérvia (Foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Com seu modesto 1,68m, Fagner irá se deparar com jogadores bem mais altos do que ele na próxima quarta-feira, em Moscou. O lateral direito, contudo, minimiza a importância da estatura no decisivo duelo com a Sérvia, equipe que se caracteriza pela força na bola aérea.

Para efeito de comparação, o homem de frente mais baixo do time titular da Sérvia (Dusan Tadic) mede 1,81m. O centroavante Aleksandar Mitrovic, com 1,89m, é 3cm mais alto do que o zagueiro brasileiro Miranda. Foi ele que, de cabeça, marcou o tento no revés por 2 a 1 para a Suíça.

“Qualquer coisa eu subo nas costas de alguém para cabecear (risos)”, brincou Fagner, em entrevista coletiva, neste domingo. “Temos que tentar tirar alguma situação para tentar neutralizar. O tamanho não atrapalha muito, tem que saber usar a inteligência para sair de situações difíceis durante o jogo e buscar o resultado”, acrescentou.

Como Danilo ainda se recupera de uma lesão no quadril – que o tirou do embate com a Costa Rica -, Fagner fará o seu segundo jogo como titular na Copa do Mundo. Pela mesma faixa de campo, ele fará um duelo particular com Aleksandar Kolarov, experiente lateral esquerdo com passagem pelo Manchester City e que atualmente joga pela Roma.

Questionado se teria recebido orientação de Tite para ser mais cauteloso em suas idas ao ataque, Fagner disse que “vai depender muito da situação do jogo. No futebol moderno, não necessariamente vou marcar o Kolarov. Nosso jogador de beirada pode puxar a jogada em cima dele. É circunstancial. Temos que ver como o jogo vai se desenvolver e, em cima disso, tentar criar chances de gol”.

O Brasil lidera o Grupo E com quatro pontos ganhos e garante a classificação às oitavas de final com um empate diante da Sérvia. Uma derrota, aliada a uma vitória dos suíços sobre os costarriquenhos, obrigaria o time dirigido por Tite a arrumar as malas e voltar para a casa. Coisa que Fagner não quer imaginar.

“Todo mundo sabe da importância do jogo e da classificação. Vamos analisar e pensar bem em cima das informações sobre a Sérvia. Sabemos que vai ser um jogo difícil. É procurar fazer um grande jogo tecnicamente, fisicamente e mentalmente”, concluiu.



Falcao Garcia chegou à Arena Kazán, na Rússia, para o segundo e decisivo jogo da Colômbia na Copa do Mundo com muita pressão sobre seus ombros. Desde o 7 de abril o camisa 9 não marcava um gol. Já era seis jogos ao todo, três pelo Mônaco, seu clube na França, e outros três pela seleção de seu país.

Não havia noite mais perfeita que a desse domingo para mudar todo esse cenário. Com o estádio cheio de compatriotas nas arquibancadas, Falcao Garcia findou seu jejum particular e, enfim, pôde comemorar um gol em Copa do Mundo. Aos 32 anos, o capitão da equipe sul-americana chegou ao 30º tento pela seleção, mas esse foi apenas o primeiro em Mundias. Inevitavelmente, um gosto especial, corado com a vitória por 3 a 0 em cima da Polônia

“Um sonho desde criança. Estou muito feliz pela vitória, pelo comportamento da equipe, de todos os jogadores, e obviamente pelo gol que eu fiz. Eu vinha esperando por isso há muitos anos”, comentou o jogador, que já sofria com os pedidos por Borja justamente em seu lugar entre os titulares.

“É impressionante, mas temos jogadores que podem desequilibrar, como fez o James (Rodríguez). Hoje vamos embora felizes, porque mostramos que somos uma equipe capaz, que produz futebol junto e contundente”, avaliou, com um recado final aos torcedores. “Aproveitem muito hoje”.

Quem também saiu de campo rindo à toa foi Juan Cuadrado, autor do terceiro e último gol da Colômbia na vitória contundente em cima dos poloneses pelo grupo H da Copa do Mundo.

“Estou muito agradecido, o momento difícil serviu para nos unir. Realmente, com o talento que Deus nos deu, conseguimos levar a partida e agora é seguir à frente com a Colômbia”, avisou o jogador da Juventus, empolgado não só com sua atuação individual.

“Estou muito feliz com isso, é o sonho de todo jogador, estar em um evento como esse e conseguir fazer gol, ajudar a equipe e alcançar o resultado. Não sou só eu, claro. Nenhum de nós nunca vai ser mais forte do que a equipe”, concluiu.

Agora com três pontos, a Colômbia joga a vida na próxima quinta, às 11h (horário de Brasília), diante de Senegal, que tem um ponto a mais e, por isso, terá a vantagem do empate para ir às oitavas de final da Copa do Mundo. O Japão, também com quatro pontos, pegará a eliminada Colômbia na terceira e última rodada da primeira fase.



Autor do segundo gol do Brasil na vitória sobre a Costa Rica na segunda rodada do grupo E da Copa do Mundo, Neymar vem sendo criticado por suas atuações abaixo do esperado no Mundial. Em resposta às críticas, o craque, que ultrapassou Romário na artilharia da Seleção Brasileira, tem sem manifestado nas redes sociais. Além disso, amigos do jogador têm rebatido críticas de forma ofensiva para defendê-lo.

Pensando no emocional do camisa 10 da Seleção, o pai de Neymar enviou uma mensagem a amigos próximos pedindo o fim das discussões na internet. A mensagem foi divulgada pelo globoesporte.com.

O pai de Neymar pediu o fim de discussões em redes sociais pelo bem do jogador (Foto: Wander Roberto/Inovafoto/Gazeta Press)

“Pessoal, Neymar pai falando. Gente, segura as redes sociais com xingamentos direcionados a quem quer que seja. Se quiserem apoiar o Juninho, que seja de uma forma positiva de apoio e amizade. Vamos esquecer os antis e seja lá quem for. Vamos vencer essa Copa com a torcida e a premissa de Deus. Sei o quanto vocês amam meu filho e querem protegê-lo, mas essas atitudes só irão contaminá-lo com a mesma revolta, por ele também amá-los. Vamos usar as armas e escudos certos, com oração e fé de que no final tudo dará certo, se Deus quiser. Aos amigos, meu pedido. Abraços, Ney pai”, diz a mensagem.

Neymar e a Seleção Brasileira voltam a campo na próxima quarta-feira, às 15 horas (de Brasília), quando enfrentam a Sérvia na última rodada da fase de grupos. O time de Tite tenta sua segunda vitória no Mundial para se classificar às oitavas de final na primeira posição do grupo E.




O ex-atacante francês Eric Cantona, definitivamente, não está entre os admiradores de Neymar. Neste domingo, por meio de seu perfil no Instagram, o antigo jogador publicou uma foto de Sócrates e criticou o atual camisa 10 da Seleção Brasileira no Mundial da Rússia.

Um dos principais jogadores do Brasil nas Copas de 1982 e 1986, Sócrates aparece com a camisa da Seleção e a mão no peito. “Sem mais trapaças. Sem mais lágrimas de crocodilo. Sem mais narcisismo. Deixem-nos amar o Brasil como costumávamos”, escreveu Cantona.

Com passagens por clubes como Manchester United e Olympique de Marseille, além da seleção francesa, Eric Cantona fez alusão a Neymar. Na recente vitória brasileira sobre a Costa Rica, o atacante tentou simular um pênalti, anulado pelo VAR, e chorou ao final da partida.

Recentemente, por meio de outra postagem no Instagram, Cantona ridicularizou o visual exibido por Neymar na estreia pela Copa do Mundo da Rússia. O ex-jogador do Manchester United também criticou asperamente a decisão do atacante de deixar o Barcelona para defender o Paris Saint-Germain.

Na tentativa de confirmar a classificação às oitavas de final, com Neymar em campo, a Seleção Brasileira enfrenta a Sérvia às 15 horas (de Brasília) desta quarta-feira, no Estádio do Spartak. A França, país de Eric Cantona, garantiu presença na próxima fase de maneira antecipada.



Ricardo Gareca assumiu o Peru em 2015 (Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP)

Apesar da Federação Peruana querer manter Ricardo Gareca para o próximo ciclo de Copa do Mundo, o treinador argentino deverá deixar a Blanquirroja para tentar realizar uma de suas metas de carreira: comandar a seleção de seu país. Isso pode acontecer após a Albiceleste ter começado mal o Mundial da Rússia, deixando Jorge Sampaoli na corda bamba.

De acordo com a imprensa peruana, a AFA tem o técnico de 60 anos como o seu principal candidato para substituir Sampaoli e a Federação Peruana tentará manter Gareca após a partida contra a Austrália, na terça-feira.

“Isso pode definir meu futuro. Me preparei para dirigir a seleção argentina. Nos últimos tempos, me preparei para qualquer tipo de desafio”, declarou o ex-comandante do Palmeiras em entrevista no ano passado.

A Argentina é a última colocada do grupo D da Copa do Mundo e precisa vencer a Nigéria e esperar o resultado de Islândia e Croácia para saber se conseguirá avançar para as oitavas de final. Com duas derrotas, Peru já está eliminado da competição.



Nada como um jogo após o outro. Que o diga James Rodríguez. O camisa 10 da Colômbia não chegou à Copa do Mundo 100% e jogou apenas a parte final da estreia da seleção no Mundial da Rússia, na derrota para o Japão. Veio então a segunda rodada, contra a Polônia. E se craque não se configura apenas pela habilidade com a bola no pé, o jogador do Bayern de Munique pode se considerar credenciado para tal.

Bem apoiado por Juan Quintero, Juan Cuadrado e Uribe, James desfilou com um futebol extremamente refinado na Arena de Kazán. Titular pela primeira vez nessa edição da Copa do Mundo, o jogador não sentiu o peso do caráter decisivo que o confronto apresentava. Um novo revés significaria a eliminação precoce dos colombianos. Até mesmo um empate dificultaria demais o sonho de ir às oitavas de final.

James Rodríguez, então, chamou a responsabilidade. O meia ditou e acelerou o ritmo de sua equipe desde os minutos iniciais. Era ele quem cobrava faltas e escanteios, pressionava a saída de bola dos rivais e até gesticulava para as arquibancadas, pedindo ainda mais apoio, na tentativa de criar todo o clima favorável para seus companheiros.

Nesse ritmo, foi justamente de uma bela cavada do camisa 10 que a bola chegou perfeita para Mina abrir o placar ainda no primeiro tempo. Gol que deu tranquilidade para a Colômbia rodar e enervar os poloneses.

Mas, como a vantagem magra sempre traz tensão consigo, James Rodríguez resolveu aparecer de novo. No segundo tempo, em contra-ataque mortal, o craque soltou para Quintero, que deu o presente para Falcao Garcia ampliar.

O golpe final teve de novo o pé canhoto de James como protagonista. Um passe na diagonal que atravessou quase todo o campo, visto da lateral, tornou tudo fácil para Cuadrado, sem marcação, mandar a bola para as redes.

Foram 54 passes ao todo, sendo que apenas três não encontraram o destino certo. No fim, com a substituição de Falcao Garcia, a faixa de capitão coube a James Rodríguez ser carregada. Um prêmio simbólico, assim como a eleição de “o cara do jogo” para uma partida inesquecível do craque colombiano.

(Gráfico: AFP)

 



A Colômbia conseguiu sua primeira vitória nesta Copa do Mundo ao bater a Polônia por 3 a 0 neste domingo. Apesar da boa diferença no placar, os colombianos não realizaram muitas finalizações e, assim, o que garantiu o triunfo sul-americano foi a eficiência.

No total, o time de James Rodríguez chutou 15 vezes e finalizou cinco. A Polônia, por sua vez, chutou nove e finalizou apenas duas. No entanto, das cinco chances, os colombianos converteram três, enquanto os poloneses, não balançaram as redes em nenhuma das duas oportunidades.

Mina, Falcão e Cuadrado marcaram os gols da Colômbia (Foto: Luis Acosta/AFP)

Em termos de performance, a equipe sul-americana também levou a melhor. O confronto terminou com 55% de posse de bola, contra 45% dos europeus. No quesito passes, a Colômbia foram 414 passes certos em 512 trocados, resultando em 81% de aproveitamento. O time de Lewandowski, por sua vez, acertou 337 de 430 passes, somando 78% de aproveitamento.

Na parte defensiva, os poloneses foram superiores por pouco. Foram 57 bolas recuperadas contra 53 dos colombianos, além de 21 desarmes contar 16. A Polônia cometeu 15 faltas e recebeu dois cartões amarelos, enquanto a Colômbia fez 10 faltas e não teve nenhum cartão.

Com o resultado, a Polônia está eliminada e a Colômbia segue viva no Mundial. As seleções voltam a campo na próxima quinta-feira, às 11h (de Brasília), quando os colombianos enfrentam Senegal e os poloneses, o Japão.



José Pékerman não atendeu aos pedidos para a entrada de Borja na seleção colombiana, mas resolveu apostar em Yerry Mina na segunda e decisiva partida dos sul-americanos pelo grupo H na Copa do Mundo da Rússia, dessa vez frente a Polônia, que também jogava sua sobrevivência na Arena Kazán. No fim, o treinador argentino viu sua estrela brilhar na noite desse domingo com um triunfo contundente por 3 a 0. O ex-zagueiro do Palmeiras, hoje no Barcelona, abriu o placar e anulou o centroavante Lewandowski. Falcao Garcia também acabou com seu jejum de seis jogos sem marcar gol, três só por sua seleção. E ainda deu tempo de Juan Cuadrado matar o confronto e garantir a segunda linda assistência de James Rodríguez na partida. Por outro lado, pela terceira vez seguida, a Polônia dá adeus precocemente ao torneio. É a 10ª equipe a sentir o gosto amargo da eliminação na Rússia.

Hospedada justamente na cidade que recebeu o último duelo da segunda rodada do Mundial, a Colômbia se viu por alguns instantes no mesmo clima de como se estivesse jogando em Bogotá. Lotado, o clima em Kazán era totalmente favorável aos colombianos.

Os poloneses, que ali deveriam buscar um triunfo a qualquer custo, acabaram se tornando presas fáceis. O time de José Pékerman não deu chances ao adversário com uma marcação em bloco, de linhas altas, em alguns momentos com os dez jogadores de linha no campo ofensivo.

Assim, o astro Lewandowski, de 16 gols nas Eliminatórias europeias, se viu isolado e sem muito o que fazer em campo. A linha de três zagueiros da Polônia se perdeu com a movimentação da dupla Quintero e James, e sofreu com a velocidade de Cuadrado pela direita.

O prêmio pelo intenso volume criado pôde ser comemorado depois de jogada ensaiada em cobrança de escanteio. James acabou tendo toda liberdade de que precisava para cavar a bola na cabeça de Mina, que abusou dos seus 1,95m para vencer o goleiro Szczesny no alto e correr para sua típica dança, tão conhecida dos palmeirenses.

(Gráfico: AFP)

Pode se dizer que a derrotada magra no primeiro tempo foi lucro para os poloneses, que na etapa final tiveram de se expor e pagaram um preço alto por isso. Sem eficiência e criatividade, os europeus, para piorar, passaram a dar espaços no rígido sistema defensivo.

Era tudo que o ousado time colombiano precisava. Em dois contra-ataques mortais, Falcao Garcia e Cuadrado deram ar de goleada e surra no triunfo que, na verdade, trazia alivia a todo o time. Para o centroavante e capitão da equipe, o gol serviu também para lhe dar um pouco de paz para seguir na Copa do Mundo, já que não tem sido amena a pressão para que Borja entre em seu lugar.

Não se pode esquecer que o goleiro Ospina, mero expectador na etapa inicial, chegou a fazer três boas defesas na segunda metade da partida, mas o jogo em nenhum instante, saiu do controle da Colômbia. Sabor especial para quem viu todo das arquibancadas, inclusive os ídolos Com Higuita e Valderrama, e fez a festa com o tradicional “olé” a cada passe até o apito final.

O desempenho apaga a má impressão deixada na estreia, com o revés para o Japão. Agora, com três pontos, os colombianos vão para a terceira rodada vivos. A nova ‘final’ será contra Senegal, que soma um ponto a mais. A Polônia, com a desmotivação de uma seleção eliminada depois de duas derrotas, cumpre tabela contra o Japão, líder também com quatro pontos. Ambos os confrontos estão agendados para acontecer simultaneamente na quinta-feira, às 11 horas (de Brasília).

FICHA TÉCNICA
POLÔNIA 0 x 3 COLÔMBIA

Local: Arena Kazán, em Kazán (Rússia)
Data: 24 de junho de 2018 (Domingo)
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Arturo Ramos (México)
Assistentes: Marvin Torrentera (México) e Miguel Hernández (México)
Cartões amarelos: Bednarek, Grosicki (POL)

GOLS:
Colômbia: Mina, aos 39 minutos do 1T. Falcao Garcia, aos 24, e Juan Cuadrado, aos 30 minutos do 2T

POLÔNIA: Szczesny; Piszczek, Bednarek, Pazdan (Glik) e Krychowiak; Goralski, Bereszynski (Teodorczyk), Zielinski, Rybus; Kownacki (Grosicki) e Lewandowski
Técnico: Adam Nawalka

COLÔMBIA: David Ospina; Santiago Arias, Davinson Sánchez, Mina e Johan Mojica; Barrios, Abel Aguillar (Uribe), Juan Cuadrado e Juan Quintero (Lerma); James Rodríguez; Falcao García (Bacca)
Técnico: José Pékerman



O Japão precisou demonstrar poder de reação para defender a liderança do Grupo F da Copa do Mundo na tarde deste domingo. Em Ecaterimburgo, o técnico Akira Nishino valorizou o equilíbrio de sua equipe para buscar o empate por 2 a 2 diante do Senegal.

No primeiro tempo, Mane aproveitou rebote do goleiro Kawashima e inaugurou o marcador. O Japão reagiu e conseguiu empatar por meio de chute preciso de Inui. Na etapa complementar, Wague anotou o segundo de Senegal, mas Honda voltou a igualar.

“Foi um jogo duro e sempre soubemos que seria assim. Sabíamos que Senegal não seria um time que poderíamos vencer facilmente. Mas a equipe teve calma após sofrer os dois gols e confiança para empatar duas vezes. Construímos bons ataques e jogamos no nosso ritmo”, comentou Nishino.

Durante o segundo tempo, o treinador sacou Haraguchi, Kagawa e Inui para as entradas de Okaza, Honda e Usami. Satisfeito com o efeito de suas mudanças, o comandante japonês entende que o time poderia, inclusive, ter deixado o gramado com o triunfo em Ecaterimburgo.

“As substituições funcionaram e acho que fui muito bem no tempo de fazê-las. Os jogadores estavam muito confiantes e otimistas. Eu mesmo pensei que poderíamos ter partido para a vitória e realmente queríamos ganhar. Mas Senegal é um time muito forte e espero que esse resultado nos leve a ter sucesso no próximo jogo”, afirmou.

Japão e Senegal têm os mesmos quatro pontos, mas, como tomou menos cartões amarelos (três contra cinco), a seleção asiática lidera o Grupo F. Na última rodada da primeira fase, às 11 horas (de Brasília) de quinta-feira, a equipe treinada por Nishino enfrenta a Polônia dependendo de um empata para avançar, em Volgogrado.