Sindicato de atletas volta a reclamar de maus tratos em obras no Catar

São Paulo, SP

17-05-2016 11:03:36

As obras dos estádios que sediarão a Copa do Catar, em 2022, foram novamente criticadas por conta dos maus tratos aos trabalhadores locais. Nesta terça-feira, o sindicato mundial de atletas profissionais (FifPro) divulgou um vídeo para cobrar melhores condições.

De acordo com a contagem, atualmente, cerca de 5 mil trabalhadores cumprem funções nas obras do Catar. Porém, a projeção dá conta de que, até 2018, pelo menos 36 mil trabalhadores estejam dando andamento às obras.

“As condições de trabalho no Catar são cruéis. Eles [trabalhadores estrangeiros] trabalham como escravos. O futebol não pode aceitar isso”, afirmou Tom Hogli, jogador norueguês. “Podemos evitar uma situação assim no Catar se a Fifa respeitar as normas”, cobrou Mads Oland, diretor do sindicato de atletas da Dinamarca.

Em janeiro, a Anistia Internacional (AI) produziu um relatório sobre as condições subumanas dos estrangeiros no Catar. Entre os apontamentos, ficou registrado que todos são submetidos a jornadas de trabalho extra sem nenhum respaldo médico ou legal.

Uma das diretoras da Anistia Internacional, a alemã Regina Spottl, registrou que exercem atividades braçais por até 16 horas seguidas, durante seis dias por semana. No entanto, os responsáveis pela organização do torneio refutaram qualquer desrespeito à legislação trabalhista do país.

“O trabalho tem sido feito. Leis estão sendo alteradas e há mais fiscalização do governo. Progressos têm sido feitos com relação às acomodações, o resultado vem sendo entregue. Sempre defendemos que a Copa é um catalisador para uma mudança positiva”, reforçou Hassan al-Thawadi, secretário-geral do comitê que organiza o torneio.

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