COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
França tenta confirmar chegada em alta na Copa (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Grandes seleções vão aproveitar o fim de semana para realizar seus últimos testes antes da Copa do Mundo da Rússia, que começa na próxima quinta-feira. Adversário da Seleção Brasileira no Grupo F, a Sérvia mede forças com a Bolívia, que não se classificou para o Mundial, na Merkur-Arena, em Graz, na Áustria. Os sérvios entendem que o teste é importante para preparar o time para a estreia, diante da Costa Rica. A chave conta ainda com a Suíça.
“A Bolívia tem um estilo de jogo bem parecido com o da Costa Rica, sem querer fazer nenhum juízo de valor mou comparação mais aprofundada. Mas será muito importante teste nesta nossa caminhada”, disse Mladen Krstajic, comandante da Sérvia.

Já tentando se ambientar ao país da Copa, a Espanha encara a Tunísia na cidade de Krasnodar. Os espanhóis integram o Grupo B, ao lado de Portugal, Marrocos e Irã. Já os tunisianos estão no Grupo G, que tem ainda Inglaterra, Bélgica e Panamá.

No Estádio Parc Lumiérre, em Lyon, a França se despede de seus torcedores duelando com os Estados Unidos, que não se classificaram para o Mundial. Os franceses estão no Grupo C com Dinamarca, Peru e Austrália. Os dinamarqueses, inclusive, também entram em ação neste sábado, quando duelam com o México, na cidade de Brøndby. Os mexicanos estão no Grupo F ao lado de Alemanha, Coréia do Sul e Suécia.

Guerreiro é o trunfo do Peru no retorno à Copa (Foto: Fabrice COFFRINI/AFP)

A Suécia, por sinal, mede forças com o Peru de Paolo Guerrero no Estádio Ullevi, em Göteborg, na Suécia. A Austrália é outra seleção que vai duelar em um amistoso. O time pega a Hungria, que não vai para a Copa do Mundo.

A seleção do Marrocos vai jogar diante da Estônia, que não vai disputar a Copa do Mundo.

Na segunda-feira a Costa Rica, segunda adversária do Brasil na Copa do Mundo, vai seu último teste diante da Bélgica. O duelo acontece no Estádio King Baudouin, em Bruxelas, capital belga.

Abaixo todos os confrontos amistosos programados para este fim de semana, respeitando o horário de Brasília:

Sábado
12h Letônia x Azerbaijão
12h30 Hungria x Austrália
13h Estônia x Marrocos
13h Finlândia x Bielo-Rússia
13h Sérvia x Bolívia
14h15 Suécia x Peru
15h Dinamarca x México
15h45 Espanha x Tunísia
16h França x Estados Unidos

Domingo
11h Áustria x Brasil

Segunda-feira
10h Coréia do Sul x Senegal
15h45 Bélgica x Costa Rica



Neymar estava em campo na última vez em que a Seleção Brasileira enfrentou a Áustria (foto: Bruno Domingos/Mowa Press)

Em seu último amistoso preparatório para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira colocará em jogo uma invencibilidade história. O Brasil jamais perdeu uma partida para a Áustria, adversária deste domingo, em Viena.

Foram nove confrontos no total, com seis vitórias brasileiras e três empates. A Seleção marcou 14 gols e sofreu apenas cinco.

Apesar de o encontro não ser tão frequente, já houve duas ocasiões em que foi válido por Copa do Mundo. A primeira abriu o caminho para a conquista do Mundial de 1958, na Suécia, com gols de Mazola (2) e Nilton Santos na vitória por 3 a 0. A segunda, em 1978, na Argentina, teve Roberto Dinamite como herói do triunfo por 1 a 0.

A mais recente partida entre Brasil e Áustria ocorreu em 2014, com Dunga no posto que hoje é ocupado por Tite. O time nacional venceu por 2 a 1, com gols marcados por David Luiz e Roberto Firmino.

Confira todos os jogos entre Brasil e Áustria:

15/4/1956 – Áustria 2 x 3 Brasil – Amistoso
8/6/1958 – Brasil 3 x 0 Áustria – Copa do Mundo
28/4/1970 – Brasil 1 x 0 Áustria – Amistoso
10/7/1971 – Brasil 1 x 1 Áustria – Amistoso
12/6/1973 – Áustria 1 x 1 Brasil – Amistoso
30/4/1974 – Brasil 0 x 0 Áustria – Amistoso
11/6/1978 – Brasil 1 x 0 Áustria – Copa do Mundo
2/8/1988 – Áustria 0 x 2 Brasil – Amistoso
18/11/2014 – Áustria 1 x 2 Brasil – Amistoso



Depois de duas frustrações, Miranda, enfim, disputará sua primeira Copa do Mundo. Nas Eliminatórias da América do Sul para o Mundial de 2010, na África do Sul, o zagueiro fez parte das convocações de Dunga, e, inclusive, foi titular em algumas partidas. Porém, não foi lembrado para a lista final que disputaria o principal torneio de seleções daquele ano. Em 2014, no auge de sua carreira após conquistar o Campeonato Espanhol e chegar à finalíssima da Liga dos Campeões, o paranaense, mais uma vez, não foi lembrado por Luiz Felipe Scolari para disputar a Copa, realizada no Brasil.

Peça fundamental da equipe de Tite, já que é o zagueiro com mais atuações desde que o treinador assumiu a Seleção Brasileira, Miranda não poderia ficar de fora dos convocados para a Copa do Mundo. Aos 33 anos, o experiente jogador da Internazionale participou de todo ciclo pré-Mundial da Rússia. Titular indiscutível com Dunga, não perdeu o posto com o atual treinador e segue como um dos favoritos para formar, com Marquinhos, a dupla de zaga titular do Brasil.

Nascido em Paranavaí, no Paraná, Miranda foi formado nas categorias de base do Coritiba, onde se destacou na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2004. A qualidade e a liderança do jovem defensor fizeram com que Antônio Lopes, treinador do elenco principal na época, o depositasse a confiança para ser titular do Coxa na disputa da Libertadores daquela temporada. Depois de se destacar com o título do Campeonato Paranaense em 2004 e em boas atuações nas 88 aparições pelo time, Miranda foi vendido ao Sochaux, da França, em julho de 2005.

O jogador não se adaptou ao futebol francês, e um ano depois já voltou ao Brasil. Após quase fechar com o Internacional, Miranda veio para o São Paulo, onde logo assumiu a vaga de titular na zaga de Muricy Ramalho, e fez parte de uma dinastia do Tricolor Paulista dentro do Campeonato Brasileiro, onde conquistou o tricampeonato consecutivo (de 2006 a 2008), feito jamais batido até hoje. Suas atuações no clube paulista o credenciaram a ser convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez em agosto de 2007, mas não chegou a atuar. A estreia com a camisa verde amarela aconteceu em 2009, quando iniciou a partida diante do Peru pelas Eliminatórias da Copa.

Depois de seis anos vitoriosos com a camisa tricolor, Miranda se transferiu para o Atlético de Madrid. Na Espanha, demorou para se firmar na equipe de Diego Simeone, mas quando se tornou titular, formou, junto de Diego Godín, uma das principais duplas de zaga da história do clube, conquistando, dentre os principais títulos, o Campeonato Espanhol de 2013-14 e a Copa do Rei de 2012-13, além de chegar a uma final de Liga dos Campeões. Em junho de 2015, Miranda decidiu mudar de ares e, após levantar cinco canecos no Atleti, rumou para a Inter de Milão, onde está hoje. Porém, tem sofrido com o mau momento da equipe dentro do futebol italiano e ainda não foi protagonista nas competições em que disputou, tendo uma classificação para a Champions da próxima temporada como principal feito.

Desde 2007, ano de sua primeira convocação, o zagueiro disputou 46 partidas com a Seleção Brasileira e marcou dois gols. Só neste ciclo pré-Mundial, foram 38 jogos, sendo 37 como titular. Esses números o colocam como o zagueiro que mais começou entre os onze inicias desde a última Copa do Mundo, além de o creditar como o um dos favoritos para formar a dupla de zaga titular do Brasil no principal torneio de futebol do planeta.



 

Apesar de iniciar sua carreira profissional no Internacional de Porto Alegre, Fred começou a dar seus passos no futebol profissional na base do Atlético Mineiro. Nascido em Belo Horizonte, o garoto  de 10 anos ingressou a categoria de juniores do Galo onde atuou na maior parte do tempo como lateral esquerdo até sua saída em 2009.

De saída de sua cidade natal, o jogador rumou à Porto Alegre, para vestir a camisa de um clube com o mesmo nome da capital do Rio Grande Sul. Numa rápida passagem destaque, o já meio-campista ganhou uma chance no Internacional, onde conseguiu subir pela primeira vez ao futebol profissional.

Com 55 jogos pelo Colorado, divididos entre 2012 e 2013, anos em que conquistou o bi-campeonato estadual pela equipe, o meio-campista rapidamente chamou a atenção do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

No país do leste europeu, o atleta não demorou para mostrar o seu potencial. Sempre sendo um dos destaques da equipe, Fred manteve uma boa média de 30 jogos na temporada pela equipe nestas cinco temporadas, em que conquistou 10 títulos nacionais pelo clube.

Este número só não é maior graças ao problema de doping  vivido em 2015, quando disputava a sua primeira competição com a camisa da Seleção Brasileira e foi flagrado pelo uso de hidroclorotiazida, um medicamento proibido por poder mascarar outras substâncias e acabou ficando fora dos gramados por 11 meses.

Mas este empecilho, o jogador nega o uso da substância ilícita, não impediu Fred de voltar a brilhar na Ucrânia, principalmente na temporada recém encerrada. Destaque na campanha de sua equipe na Liga do Campeões da Europa, o meio-campista chamou a atenção e foi disputado pelos dois gigantes de Manchester após ser um pedido de Pep Guardiola e José Mourinho.

Na última terça-feira, Fred foi oficializado como reforço dos Diabos Vermelhos, que desembolsaram 55 milhões (R$ 240 milhões) pelo camisa 18 da Seleção Brasileira.



Marquinhos e os seus companheiros usaram uma entrada alternativa do hotel (foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A Seleção Brasileira já está em Viena, onde disputará o seu último amistoso preparatório para a Copa do Mundo, contra a Áustria, no domingo. A delegação nacional chegou de Londres com um atraso de quase três horas nesta sexta-feira e entrou pelos fundos do hotel onde está concentrada, frustrando os torcedores que se aglomeravam diante da porta principal.

Parte do público ainda conseguiu ter contato com os comandados de Tite, que concederam autógrafos, mas a maioria da torcida reclamou do distanciamento. A chegada discreta ocorreu a pedido do hotel.

Antes de enfrentar a Áustria, a Seleção Brasileira jogou contra a Croácia, derrotada por 2 a 0 em Liverpool. No grupo E da Copa do Mundo, o time de Tite encontrará a Suíça (em 17/06), a Costa Rica (22/06) e a Sérvia (27/06).



Harry Kane será o camisa 9 e capitão da Inglaterra na Rússia (Foto: Ian Kington/AFP)

A cinco dias da abertura da Copa do Mundo, o técnico Gareth Southgate parece ter definido seus titulares para a estreia contra a Tunísia, no dia 18 (segunda-feira). Segundo o jornal inglês The Sun, a Inglaterra irá a campo com a mesma formação que venceu os amistosos contra Nigéria e Costa Rica.

Segundo a publicação, a seleção inglesa entrará em campo com a seguinte escalação: Pickford; Walker, Stones e Maguire; Trippier, Henderson e Rose; Lingard, Dele Alli, Sterling; Kane. O atacante Harry Kane será o capitão da equipe, com Henderson de vice-capitão.

A formação é a mesma empregada pelo treinador nos últimos dois amistosos. Kyle Walker, lateral-direito do Manchester City, jogará na zaga. Trippier e Rose, laterais do Tottenham, jogam nas alas. No ataque, Sterling, ponta no City de Guardiola, será o meia centralizado.

Tentando seu segundo título mundial, a Inglaterra estreia na fase de grupos da Copa do Mundo contra a Tunísia antes de encarar Panamá e Bélgica. Os ingleses não levantam a taça desde 1966, quando conquistaram o título em casa.



De Bruyne vai para segunda copa na carreira (Foto: EMMANUEL DUNAND/AFP)

Principal nome do Manchester City, Kevin De Bruyne também é um dos destaques da sua seleção, a Bélgica. O camisa 17 do time de Pep Guardiola fez uma temporada impecável pela equipe inglesa que conquistou de forma histórica o nacional.

Um dos personagens da geração belga que reinventou o futebol do país e trouxe esperanças para aspirarem bons resultados na Copa da Rússia, o camisa 7 não foge da responsabilidade. Sabendo de sua importância na seleção, De Bruyne espera conseguir ajudar os companheiros a evoluírem dentro de campo.

“Estou aqui para fazer o time melhor. Dentro e próximo ao campo, nós temos que falar para cada um como melhorar. Não é crítica. É uma função dentro da equipe” afirmou.

Quatro anos após a estreia em copas, no Brasil, a seleção belga parece mais madura para tentar objetivos maiores. Em 2010, a equipe se classificou invicta em primeiro na fase de grupos e, nas oitavas, eliminou os Estados Unidos. No entanto, as expectativas foram quebradas quando a Bélgica encontrou a Argentina nas quartas. De Bruyne acredita que, mais experiente, o elenco pode mais.

“2014 no Brasil foi muito especial. Foi nosso primeiro grande torneio muito longe de casa. Agora, temos mais experiência. Sabemos como é viver uns com os outros durante cinco ou seis semanas”, avaliou o meia.



Samuel Umtiti tem 24 anos (Foto: Philippe Desmazes/AFP)

Há 20 anos, a França conquistava seu último título mundial. E agora, a partir da próxima semana, terá a oportunidade de tentar levantar a taça mais uma vez. A equipe estreia na Copa do Mundo de 2018 no domingo, dia 16, diante da Austrália – Peru e Dinamarca completam o grupo C – e de acordo com o zagueiro Samuel Umtiti, a equipe não tem um único líder, sendo a união entre os jogadores o seu principal trunfo.

“Nessa equipe, temos muitos jogadores jovens, mas que tem alguma experiência. A liderança não é algo que se possa forçar. Para alguns, é inato. Outros não têm isso. Alguns são líderes técnicos, outros são líderes na palavra. Com toda a honestidade, o que faz a força do grupo é a união. Há líderes suficientes nesse grupo, veremos nesta competição”, avaliou durante entrevista coletiva da seleção francesa.

O zagueiro do Barcelona também comentou sobre as partidas amistosas que os times vêm jogando e garantiu que a França está pronta. “Os amistosos são para nos preparar para a competição. Temos um grupo de 23 jogadores. Vendo como trabalhamos nos treinamentos, não tenho medo. Estaremos prontos. Amanhã (amistoso contra os Estados Unidos neste sábado), devemos jogar sério, sem pressão”.

Por fim, Umtiti comentou sobre o retorno de Varane após o título da Liga dos Campeões e exaltou uma possível dupla formada eles: “É bom ver Rafa novamente, que está voltando de uma bela vitória na Liga dos Campeões. Tivemos um mal resultado no último encontro (derrota para a Colômbia). Falamos sobre isso desde então e acho que estamos no caminho certo. Com as nossas qualidades, acho que somos capazes de fazer boas coisas. Você precisa de uma dupla em que os dois se dão bem e se complementam. Rafa é um líder à sua maneira e eu também posso ser um à minha maneira”.



Os chilenos jogaram com um ‘time B’ e mesmo assim deram trabalho para a Polônia (Foto: Divulgação/FFC)

O Chile não conseguiu vaga para a Copa do Mundo de 2018. Nem por isso, a seleção sul-americana amoleceu no amistoso dessa sexta-feira, diante da Polônia, essa sim classificada ao Mundial. Em seu último teste em casa, os poloneses foram surpreendidos com o empate por 2 a 2 no estádio Miejski, em Poznań. Alex Sanchez, Vidal e outras estrelas chilenas não participaram da partida por já se encontrarem de férias.

Lewandowski, grande astro do Bayern de Munique e capitão da seleção polonesa, abriu o placar com um golaço da entrada da área, aos 30 minutos de jogo. Quatro minutos depois, Zielinski ampliou e garantiu a festa dos mandantes no primeiro tempo.

O Chile, no entanto, não se abateu. Sem grandes responsabilidades, os visitantes diminuíram o prejuízo com Valdes, pouco antes do intervalo. E a igualdade no placar foi conquistada aos 11 minutos da etapa final. Albornoz pegou sobra de escanteio, precisou de duas oportunidades, mas também acertou um petardo na gaveta, sem chance para o goleirão.

A parte final do amistoso foi marcada por muitas substituições. A Polônia chegou a fazer seis trocas e se mostrou não muito preocupada com o resultado, e sim em dar oportunidade aos jogadores para que os últimos testes não passassem batido.

Apesar do empate frustrante diante de seus torcedores, os poloneses receberam aplausos ao fim do jogo. Nos dois amistosos anteriores nessa temporada, a Polônia foi derrotada pela Nigéria por 1 a 0 e venceu a Coreia do Sul por 3 a 2. Já em solo russo, dia 12, o último teste será contra a Lituânia. Em seguida, a concentração será total para a estreia na Copa do Mundo, dia 19, às 12h (de Brasília), contra Senegal. Colômbia e Japão completam o grupo H da Copa do Mundo.



Rússia se prepara para sediar a Copa (Foto: Martin BERNETTI/AFP)

Como o famoso Polvo Paul em 2010, a Copa do Mundo deste ano, na Rússia, conta com seu animal vidente. No caso do torneio de 2018, o gato Achilles, agora celebridade, promete prever com precisão o vencedor do Mundial.

Depois de ter acertado todos os resultados da Copa das Confederações do ano passado, o felino conta com um grande trunfo ao seu favor: é surdo. Com isso, possui uma habilidade natural de não se desconcentrar com barulhos externos.

Aliado a isso, está a capacidade do gato de escolher e analisar. O método de decisão, aliás, deve agradar ao animal, já que ele escolhe os times vencedores por meio de um pote de comida.

Como ainda não escolheu o grande campeão desta edição da Copa do Mundo, resta aos supersticiosos brasileiros que torçam para que o gato Achilles escolha a Seleção de Tite como vencedora do Mundial.