COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Em 1986, no México, a Fifa estreou o formato de Copa do Mundo que conhecemos: com cinco fases até a final. Nessa Era Moderna dos Mundiais, nunca um centroavante da Seleção Brasileira havia passado em branco na primeira fase, que é representada pelos três jogos iniciais antecedentes aos confrontos eliminatórios.

A quebra da marca coube a Gabriel Jesus. Atual dono da tradicional camisa 9 canarinho, o pupilo de Pep Guardiola no Manchester City não conseguiu balançar as redes nos desafios frente a Suíça, Costa Rica e Sérvia, apesar da titularidade e da classificação brasileira na liderança do grupo E depois de duas vitórias e um empate, com cinco gols marcados.

Gabriel Jesus é o artilheiro da Era Tite na Seleção com 10 gols, ao lado de Neymar, mas segue zerado na Copa (Foto: Kirill Kudryavtsev/AFP)

Fred, referência da Seleção na Copa de 2014, sofreu muito com as críticas pelas suas atuações, mas chegou a anotar um gol na primeira fase do Mundial disputado em casa. O terceiro gol brasileiro na goleada por 4 a 1 sobre Camarões, já no último compromisso antes das oitavas de final, teve a assinatura do então camisa 9 do Brasil.

Em 2010, na África do Sul, Luis Fabiano, homem-gol de Dunga, foi às redes duas vezes contra Costa do Marfim, pela segunda rodada da primeira fase. Na ocasião, o Brasil venceu os africanos por 3 a 1.

Quatro anos antes, o Brasil tinha dois centroavantes lado a lado: Ronaldo e Adriano. O Fenômeno era detentor da mítica camisa 9, enquanto o Imperador ostentava o número 7 em suas costas. Independente disso, ambos não passaram em branco na primeira fase da Copa da Alemanha.

Adriano foi o primeiro a marcar. O gol saiu diante Austrália, na segunda rodada, em partida vencida pela Seleção por 2 a 0 graças ao também centroavante Fred, que na época era reserva e nem por isso desperdiçou a oportunidade que teve.

Ronaldo foi às redes só no terceiro desafio. Em compensação, fez logo dois gols na goleada por 4 a 1 em cima do Japão.

Na Copa de 2002, Felipão fez Romário chorar e apostou tudo em Ronaldo. Depois de passar dois anos lutando contra suas lesões, o Fenômeno não decepcionou. Foram quatro gols nos três jogos da fase de grupos. Um na vitória por 2 a 1 em cima da Turquia, outro na goleada por 4 a 0 sobre a China e mais dois contra a Costa Rica, no passeio brasileiro por 5 a 2.

Referência de toda uma geração, Ronaldo também brilhou em 1998, na França. Apesar disso, o ex-jogador do Corinthians teve uma primeira fase tímida, marcando apenas um gol no trinfo por 3 a 0 da Seleção Brasileira sobre Marrocos.

Em 1994, quando Ronaldo era só um garoto e assistia tudo do banco de reservas, Romário decidia com a camisa 11 nos Estados Unidos. O Baixinho não perdoou nenhum adversário na primeira fase. Deixou sua marca nos 2 a 0 em cima da Rússia, nos 3 a 0 sobre Camarões e no empate por 1 a 1 com a Suécia.

O antecessor de Romário foi Careca, ídolo são-paulino e eterno companheiro de Maradona no Napoli. Na Copa da Itália, o centroavante brasileiro começou o Mundial de forma arrebatadora, marcando os dois gols da vitória por 2 a 1 em cima da Suécia.

Antes, em 1986, ano em que a fase de oitavas de final foi instituída e marcou o início da Era Moderna das Copas, Careca também mostrou seu faro de artilheiro antes dos jogos eliminatórios. Foi do centroavante o gol da vitória do Brasil por 1 a 0 sobre a Argélia. Depois vieram mais dois gols de Careca nos 3 a 0 em cima da Irlanda do Norte.

Só Jesus, Vavá e Alcindo
A falta de eficiência de Gabriel Jesus na Copa da Rússia definitivamente não é algo comum na Seleção Brasileira. A história aponta que desde 1950, quando os primeiros jogos dos Mundiais passaram a ser disputados em grupos de quatro equipes, apenas em duas situações o Brasil não contou com pelo menos um gol de seu centroavante.

A primeira delas aconteceu em 1962. Vavá foi fundamental nos jogos eliminatórios, marcou gols nas quartas, nas semis e na grande final – não existia oitavas de final. Porém, passou pela fase de grupos zerado no ano que o Brasil conquistou seu bicampeonato.

Quatro anos depois, o Brasil sequer avançou à segunda fase. Pelé, Garrincha, Tostão e Rildo chegaram a marcar gols, mas a Seleção se despediu sem um tento anotado por um centroavante de fato. Alcindo, ex-Grêmio, costumava atuar na referência e não foi às redes nenhuma vez.

E em 1970? A Copa do Tri tem uma peculiaridade. No México, nenhum centroavante da Seleção Brasileira marcou gol. Entretanto, há uma explicação especial para isso. Com tantos craques à disposição, Zagallo, técnico à época, resolveu abdicar de uma referência na frente para montar um esquadrão com cinco ‘camisas 10’. Eram eles: Rivellino, Gerson, Jairzinho, Tostão e Pelé.

Na hora de separar as camisas, Tostão foi quem ficou com a 9. O ídolo cruzeirense só foi anotar seu primeiro gol, aliás em dose dupla, na segunda fase, mas nunca chegou a ser visto como centroavante, tanto que em 1966, quando foi às redes mais cedo, Tostão era o reserva imediato de Pelé.

Um cenário semelhante se viu na Copa do Mundo de 1974, quando o Brasil teve três formações diferentes nos três jogos da fase de grupos. Valdomiro, Mirandinha e Edu se revezaram na referência do ataque, apesar de terem características diferentes. No fim, Valdomiro foi quem marcou o gol salvador que classificou a Seleção, mas, assim como não dá para lhe colocar a alcunha de centroavante, Mirandinha e Edu, homens mais de área, tampouco podem ser condenados pela seca de gols na primeira fase, pois sequer tiveram sequência em campo.

Exceções à parte, a Seleção Brasileira se acostumou a contar com os gols de seus centroavantes mesmo antes da mudança no formato de disputa, em 1986. Baltazar em 1950 e 1954, Vavá em 1958, Reinaldo em 1978 e Serginho Chulapa em 1982, não deixaram o Brasil na mão na primeira fase das respectivas Copas do Mundo.

A Copa de Jesus
Na estreia brasileira na Copa da Rússia, Gabriel Jesus não conseguiu concluir nenhuma jogada em gol. No segundo tempo, quando recebeu bola enfiada por Renato Augusto, o ex-palmeirense acabou no chão, suplicando por um pênalti ignorado pela arbitragem. Em seguida, foi substituído por Firmino.

Diante da Costa Rica, Jesus voltou a apresentar dificuldade para vencer a batalha com os zagueiros adversários e terminou o jogo com uma única conclusão em gol. Depois de cruzamento da direita, o camisa 9 cabeceou a bola no travessão de Navas.

Veja por onde G.Jesus se movimentou contra a Sérvia (Footstats)

Em meio ao desespero em busca da vitória contra os costarriquenhos, Tite voltou a apostar em Firmino, mas resolveu não sacar o titular da posição. Na jogada que culminou com o gol de Philippe Coutinho, o centroavante do Liverpool ganhou de dois marcadores pelo alto para servir Jesus no miolo da área. Gabriel Jesus, no entanto, errou o domínio e foi salvo por Coutinho, que chegou de trás, fuzilando.

No terceiro e último compromisso válido pela primeira fase, Gabriel Jesus teve sua melhor chance de acabar com o jejum: saiu cara a cara, de frente para o gol da Sérvia. Mas, ao optar por fintar a marcação, perdeu o posicionamento ideal e deu tempo para o bloqueio da zaga chegar. Fora isso, arriscou um chute, que saiu direto pela linha de fundo.

Apesar da má fase no quesito pontaria, Gabriel Jesus carrega o crédito de ter chego à Copa do Mundo como artilheiro da Seleção Brasileira desde que Tite assumiu o comando, em 2016, com 10 gols. Neymar igualou essa marca com o tento marcado em cima da Costa Rica.

Em autodefesa, Gabriel Jesus garante que não está preocupado com a seca de gols porque entende que tem colaborado para a equipe de outras maneiras. O discurso é respaldado pelo técnico Tite e pelo mapa de calor do jogador de 21 anos na partida contra a Sérvia. É possível perceber a movimentação de Jesus por praticamente toda a extensão do gramado, com pouco tempo de estadia dentro da área adversária.

Segunda-feira, às 11h (de Brasília), a Seleção Brasileira encara o México pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Possivelmente, Gabriel Jesus será titular novamente. O caráter decisivo exige precisão e eficácia. Nada mais apropriado para um camisa 9 aparecer da forma que todos esperam, com gols.

 



Suíça perdeu o lateral-direito e capitão Stephan Lichtsteiner e o meia Fabian Schaer para a partida contra a Suécia, nas oitavas de final da Copa do Mundo, após os dois terem recebido o segundo cartão amarelo na competição contra a Costa Rica. Apesar dos dois serem jogadores importantes, o treinador Vladimir Petkovic mostrou confiança em seu elenco.

“Tivemos dois cartões amarelos (e suspensões automáticas para o próximo jogo), mas temos 23 jogadores no nosso elenco e estou feliz de poder confiar nos outros atletas. Tenho certeza que todos os jogadores que entrarem em campo vão dar 120% e acredito que esse time pode lidar com isso. É triste por esses dois caras, mas não é momento para lamentar”, declarou.

O comandante da seleção europeia também comentou a classificação de sua equipe. Em entrevista, Petkovic ressaltou que o objetivo mínimo de seu time era avançar da fase de grupos do Mundial na Rússia.

“Chegar às oitavas de final era o objetivo mínimo que definimos para nós mesmos e conseguimos isso. Agora podemos focar no próximo adversário. Hoje foi um momento em que eu quis colocar todos os meus melhores jogadores em campo e garantir que todos eles vão jogar”.



Depois de Espanha, Portugal e Argentina garantirem vaga às oitavas de final da Copa do Mundo no sufoco, com muito drama, nessa quarta-feira a Alemanha ficou pelo caminho ao perder para a já eliminada Coreia do Sul. Os atuais campeões mundiais terminaram a primeira fase na lanterna do grupo F e deram adeus à competição em um vexame histórico.

O resultado alemão repercutiu bastante dentro da Seleção Brasileira não só pela tradição dos europeus, mas também porque a equipe algoz do Brasil na Copa do Mundo de 2014, no fatídico e inesquecível 7 a 1, era uma possível candidata a se colocar no caminho do time de Tite já nas oitavas de final.

“Difícil, surpresa para todos, Alemanha foi campeã na Copa passada, mostra que o futebol está evoluindo a cada ano. A gente está vendo nessa Copa o quão difícil está sendo cada jogo”, comentou William, ao deixar o estádio Spartak, depois da vitória canarinho em cima da Sérvia.

“Era uma das favoritas, assim como outras grandes tiveram dificuldades: Portugal, Espanha, Argentina… Não tem time bobo”, disse Renato Augusto, usando até mesmo o triunfo brasileiro dessa quarta como exemplo do que precisa ser feito em campo para não acabar com uma campanha frustrada.

“O gol dá uma tranquilidade maior. A equipe conseguiu trabalhar mais a bola, depois do gol a Sérvia teve de sair um pouco mais, a Sérvia ficou mais aberta, mas temos de estar preparado para todas as situações. Essa Copa é meio louca”, avaliou, sucinto também ao ser questionado sobre o México, adversário dos pentacampeões na segunda-feira, às 11h (horário de Brasília), pelas oitavas de final. “Time forte, surpreendeu a Alemanha… Copa louca, temos de estra preparados para tudo”, concluiu.

Já Gabriel Jesus evitou qualquer comentário tanto sobre os alemães quanto sobre os mexicanos. Para o camisa 9, que ainda não marcou gol nessa Copa do Mundo, a Seleção Brasileira não tem de ficar olhando para o lado.

“Eu confesso que eu não fico estudando confrontos, o que pode dar não dar, a gente não tem de escolher adversário. Quem vier a gente tem de enfrentar da mesma maneira, com o objetivo de ganhar”, encerrou o jovem centroavante do Manchester City.

 



Neymar parabenizou Thiago Silva em rede social (Foto: Reprodução/Instagram)

Nada de polêmica. Depois de afirmar estar “triste” com Neymar após receber muitos xingamentos do jogador durante a partida da Seleção Brasileira contra a Costa Rica, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, Thiago Silva, nesta quarta-feira, recebeu os parabéns do camisa 10.

O zagueiro anotou o segundo gol do Brasil na vitória diante a Sérvia, por 2 a 0, que garantiu a classificação dos comandados de Tite às oitavas de final do Mundial da Rússia.

Por meio de sua conta oficial na rede social Instagram, Neymar fez questão de colocar panos quentes no episódio passado e foi só elogios a seu companheiro de Paris Saint-Germain.

“Você merece, ‘Capita’. Te amo”, postou o atacante e principal jogador da Seleção Brasileira.

Neymar e Thiago Silva são, até aqui, presenças confirmadas para o duelo contra o México, às 11h00 (horário de Brasília) da próxima segunda-feira, em Samara, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.



Tom Brady parabenizou Thiago Silva e o Brasil nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/Instagram)

Nesta quarta-feira, o marido de Gisele Bundchen e astro do futebol americano, Tom Brady, usou o mecanismo stories, da rede social Instagram, para posar com uma camisa do Paris Saint-Germain e parabenizar o zagueiro brasileiro Thiago Silva.

O defensor, que atua pela equipe francesa, marcou o segundo gol da vitória da Seleção para cima da Sérvia, por 2 a 0, que garantiu a classificação dos comandados de Tite às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia.

“Parabéns Brasil e Thiago Silva”, postou Brady, segurando o uniforme utilizado pelo zagueiro brasileiro em seu clube.

Casado com a modelo Gisele Bundchen desde 2009, Tom Brady mostrou acompanhar a seleção de futebol de sua esposa. O jogador de futebol americano é tido por muitos torcedores e especialistas como um dos melhores atletas de todos os tempos do esporte.



Enquanto muitos ainda esperam pelo melhor futebol de Neymar, Philippe Coutinho vem roubando a cena nesta Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, foi dos pés do camisa 11 que saiu a jogada do primeiro gol do time canarinho, marcado por Paulinho, porém, o meia prefere evitar o rótulo de principal jogador do Brasil no torneio até aqui.

“O cara da Seleção é a Seleção. O elenco é forte, unido. Nosso principal é o coletivo, então saímos felizes com a vitória. A equipe toda está jogando bem e, claro, cada um ajudando da melhor maneira”, afirmou Coutinho.

Embora não tenha sido eleito o “homem do jogo” pela Fifa nesta quarta-feira, prêmio dado desta vez a Paulinho, Philippe Coutinho recebeu a honraria nos dois primeiros jogos do Brasil no Mundial. O camisa 11 também soma dois gols, um na estreia, contra a Suíça, e outro contra a Costa Rica, fundamental para a vitória suada do time canarinho contra ante os centro-americanos.

Passada a expectativa da estreia e a pressão pela ida às oitavas de final, Coutinho comemorou não só o resultado conquistado no duelo com os sérvios, mas também o desempenho da equipe, que teve um pouco mais de espaço para imprimir seu jogo e fechar a primeira fase do Mundial de maneira positiva.

“Grande jogo. Precisávamos da vitória e conseguimos o nosso primeiro objetivo, que era a classificação. Com certeza, o que queríamos era crescer na competição e evoluir a cada jogo. Hoje, seguramente jogamos melhor e esperamos continuar crescendo”, prosseguiu.

Mais centralizado após a entrada de Willian no time titular, Coutinho não demonstrou dificuldades de se adaptar à nova função após anos acostumado a atuar pelos lados do campo. Nos tempos de Liverpool, o jogador, inclusive, atuava na mesma posição de Neymar, porém, após sua transferência para o Barcelona, teve de ser mais flexível e vem mostrando bastante versatilidade.

“Procuro aprender e evoluir. Tenho que estar sempre preparado para onde o professor precisar. Não tenho preferência [de jogar mais centralizado ou pelas laterais]”, concluiu.



Marcelo causou calafrios nos brasileiros ao pedir substituição logo no início do confronto com a Sérvia, nessa quarta-feira. Pouco tempo depois, a CBF informou que o lateral esquerdo sofreu um espasmo da musculatura que segura a coluna, na região lombar. A incógnita sobre o prazo de recuperação do camisa 12 perdurou até a entrevista do médico do Brasil, Dr. Rodrigo Lasmar, na zona mista no estádio Spartak.

“Está muito cedo para a gente fazer qualquer previsão, posso dizer para vocês que ele respondeu muito bem ao tratamento, à fisioterapia, ao medicamento. A expetativa é positiva, mas precisamos aguardar 24h ou 48h para uma resposta mais concreta”, explicou Lasmar, entre cautela e otimismo.

“Não é em cima. Então, se ele tiver condições, pode jogar perfeitamente, mas tudo depende da resposta que ele apresentará. Como não tem lesão, não precisará de dias para evolução. Se tiver condições físicas, ele volta a treinar e jogar”, completou, descartando qualquer relação com o desgaste físico pela temporada desgastante de Marcelo pelo Real Madrid.

“Não tem nenhuma relação com isso, talvez seja por conta do colchão um pouco mais macio do hotel. É uma contratura, um mau jeito na coluna. Com medicação costuma responder bem, a expectativa é boa, mas ainda é muito cedo. Ele segue tratamento e na sequência acredito que teremos condições de passar informações mais concretas”, concluiu Rodrigo Lasmar.

O médico da comissão técnica da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia também atualizou as informações sobre Douglas Costa e Danilo, dupla que sequer viajou com o grupo para Mascou para tratar suas respectivas lesões.

“Vamos avaliar quando chegarmos, eles ficaram com o Sasaki (Ricardo, fisioterapeuta) em Sochi. As informações que tivemos foram positivas, boas, o Danilo um pouco à frente, fez um trabalho com bola hoje, mas vamos esperar até amanhã (quinta) para ter condição de passar um boletim mais atualizado”, encerrou Lasmar.

De qualquer forma, o Brasil está classificado às oitavas de final depois de passar pelo grupo E na liderança da chave, com sete pontos. O desafio eliminatório agora é contra o México, segunda-feira, às 11h (de Brasília), em Samara.

 



Tite tapou a boca quando o assunto era a postura de Neymar em campo (foto: Alexander Nemenov/AFP)

Criticado por se exaltar com a arbitragem nos dois primeiros jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia, o atacante Neymar soube se controlar e pouco falou com o iraniano Alireza Faghani na vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia, nesta terça-feira, em Moscou. Após a partida, o técnico Tite evitou abordar o tema.

“Não externo assuntos de equipe de forma pública”, esquivou-se o comandante brasileiro, quando questionado se tinha participação na mudança de comportamento de Neymar.

O principal astro da Seleção Brasileira teve algumas oportunidades de gol diante dos sérvios, mas passou em branco. Nos minutos finais, afoito para deixar a sua marca, foi um pouco individualista.

Desde que assumiu a Seleção Brasileira, Tite se preocupa em não deixar Neymar excessivamente pressionado como o principal encarregado de conduzir o time às vitórias. Foi o que o técnico fez ao escutar sobre a atual divisão de protagonismo entre o jogador do Paris Saint-Germain e o meia Philippe Coutinho.

“Temos uma série de atletas que definem e são protagonistas”, rebateu Tite, citando vários dos seus comandados na sequência.



Um dos principais artilheiros da Seleção Brasileira na Era Tite, com dez gols, Gabriel Jesus garantiu não se incomodar com as críticas pelo fato de ainda não ter balançado as redes na Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, contra a Sérvia, o camisa 9 mais uma vez passou em branco, contudo, mostrou bastante tranquilidade após a vitória do time canarinho por 2 a 0 e, consequentemente, a classificação às oitavas de final do torneio.

“Sem ansiedade alguma. Estou focado. Lógico que você, vestindo a camisa da Seleção, uma camisa de peso, vai ser cobrado por gols, mas acredito que eu venho fazendo boas partidas, tirando a primeira [contra a Suíça]. Acho que a primeira partida é normal, de estreia, mas venho, claro, querendo ajudar com gols. Quando não sair a oportunidade para eu fazer gols, vou ajudar da melhor maneira”, disse o atacante do Manchester City.

Embora ainda não tenha balançado as redes, Gabriel Jesus vem se mostrando extremamente importante na fase defensiva da equipe. É o camisa 9 que pressiona a saída de bola dos zagueiros e, bastante combativo, incomodou consideravelmente os defensores rivais nesta fase de grupos. Justamente por isso, o técnico Tite não faz planos em removê-lo do time titular.

“Muitas pessoas não observam isso. Não tenho que ficar falando o que faço ou deixo de fazer taticamente. Desde o Palmeiras sou um atleta taticamente bom. Hoje o professor [Tite] pediu para eu preencher a lateral esquerda enquanto o Filipe Luís não entrava. Recomponho com meus companheiros. Acho que assim, um ajudando o outro, as coisas acontecem naturalmente”, prosseguiu.

“Sei lidar bem com isso, ainda bem, porque cobranças e questionamentos sempre vão existir. Espero que a gente vença os jogos, comigo fazendo gols ou não. Vou ficar feliz da mesma maneira”, completou.

Por fim, o jogador mais novo do elenco comentou sobre o próximo compromisso da Seleção Brasileira, marcado para a próxima segunda-feira, contra o México, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

“A Copa está provando o que é o futebol, não há adversário fácil, não temos que ficar escolhendo. Vamos enfrentar o México assim como iríamos enfrentar a Alemanha, Suécia ou Coreia do Sul. Temos que bater de frente, somos o Brasil, ainda somos o país do futebol”, concluiu.