COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA
Gianni Infantino deu coletiva na manhã desta sexta-feira e classificou a Copa da Rússia como a melhor da história (Foto: Jewel Samad/AFP)

Na manhã desta sexta-feira (13), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, apareceu na coletiva de imprensa, em Moscou, com roupa de voluntário da Copa do Mundo. Com a final se aproximando, no próximo domingo, às 12h (de Brasília), o presidente resolveu fazer um balanço da competição até agora e a classificou como a melhor em toda a história, além de fazer menção indireta aos recentes casos de corrupção que acometeram o futebol.

“Há alguns anos disse que este Mundial seria o melhor da história e hoje posso dizer que a Rússia-2018 é a melhor Copa do Mundo da história”, afirmou. “Essa Copa foi um grande sucesso porque podemos respirar e viver futebol num evento da Fifa. Não é sobre cartolas, presidente, vice-presidentes, quem fala mais alto é o futebol. Nosso trabalho é fazer com que o futebol fale, ele é o protagonista e por isso a Copa do Mundo é um sucesso”.

O que eu quero desde o começo do meu mandato é devolver o futebol para a Fifa e devolver a Fifa para o futebol. Parabéns para os 32 times que chegaram aqui e que nos fizeram sonhar!

Ele ainda trouxe números e comentou sobre o VAR, inédito em uma Copa, e o programa anti-doping. “É a melhor Copa do Mundo porque 98% dos estádios estavam ocupados, 1 milhão de turistas de fora da Rússia, mais de 3 bilhões de pessoas vendo na TV. É seis vezes o Superbowl ou coisa assim. 7 milhões de visitantes da Fan Fest. Tivemos grande sucesso com o VAR, foi muito positivo. O programa de anti-doping teve um número inédito de testes e, até agora, bato na madeira: um número zero de resultados positivos”.

Infantino também rasgou elogios à organização, ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, aos voluntários, torcedores e jogadores. Sobre o país anfitrião, ele elogiou a recepção calorosa, ainda mais com a equipe nacional avançando até as quartas de final.

“A Rússia mudou, virou também um país do futebol, onde o futebol não é apenas onde a Copa foi organizada, mas que abraçou esse esporte. O desempenho do time da Rússia ajudou, claro, mas graças a todo o trabalho feito, infraestrutura, estádios, tudo foi eficiente, e o legado desta Copa do Mundo vai deixar a Rússia no topo do futebol mundial”, vibrou.

“A Fifa vai trabalhar com a Federação de futebol da Rússia para que o futebol continue a viver aqui”.

Além desses temas, Infantino fez um balanço geral e minucioso sobre o Mundial, comentou sobre Catar 2022, sobre o novo formato da competição, sobre a grande final entre Croácia e França, sobre os direitos humanos na Rússia (mas se esquivando de uma resposta mais política-crítica), sobre os meninos tailandeses resgatados e, claro, Neymar.





Antes do início da Copa do Mundo, da Rússia, muitos apontavam a França como uma das favoritas ao título. Com um elenco recheado de estrelas, o grande desafio do técnico Didier Deschamps era transformar em um time competitivo, e até o caminho para a decisão, em Moscou, o treinador encontrou a equipe.

A estreia dos Blues não foi das melhores. A vitória por 2 a 1 diante da Austrália mostrou muitos problemas de jogo coletivo. Dessa forma, Deschamps foi mexendo na equipe, até descobri-la no histórico triunfo frente a Argentina, de Lionel Messi por 4 a 3.

Desde então, os franceses passaram a ser um time reativo. De propor o jogo, a esperar o adversário. Foi assim que a França bateu a Bélgica pelo placar de 1 a 0. Os belgas tiveram mais posse de bola, mas a defesa se mostrou estável. Além disso, o contra-ataque é fulminante, ao roubar a bola, os jogadores já procuram Mbappé pela direita. A revelação do Mundial faz estragos nas defesas rivais, e cria as principais chances da equipe.

Além de Mbappé, Pogba e Griezmann são outros nomes que podem decidir a parada para a França, mesmo quando o time não se mostrar brilhante, como na semifinal. Foi dos pés do camisa 7, que saiu o gol, na cobrança de escanteio. Já o meio-campista se mostrou um leão, ao marcar individualmente Fellaini.

Deschamps deu de fato um padrão ao time. No entanto, falta ser menos previsível. A válvula de escape é sempre Mbappé. Dessa forma, bater um time com defesa organizada é complicado para os Blues. Diante do Uruguai, os gols saíram a partir de uma bola parada, e falha do goleiro Muslera, na finalização fraca de Griezmann.

Veja também:

França é o melhor time da Copa?

Seleção francesa dependente de Mbappé

Jogadores da França usam final da Euro como aprendizado

Kanté, Pogba e Matuidi formam a trinca no meio-campo. Além da qualidade indiscutível do trio, os jogadores têm uma força física ímpar. Esse fator pode ser primordial para a equipe de Didier Deschamps dominar o principal setor do jogo, e anular as peças croatas, especialmente Modric e Rakitic.

O camisa 9, Giroud, destoa de todo o resto do time. O jogador vem fazendo uma fraca Copa do Mundo, finaliza pouco, e não vem mostrando a presença de área necessária em certos momentos. Apesar disso, não “atrapalhou” na campanha dos franceses. Porém, centroavante vive de gol, e ele pode fazer o do título. Por que não?

Pavard e Lucas Hernandez nunca foram os laterais favoritos. No entanto, estão fazendo um excelente Mundial. Com firmeza na marcação e úteis na frente, podem ajudar o time francês. Mas, podem sentir o peso de um jogo gigantesco como uma final de Copa do Mundo. Ambos têm 22 anos, jogam no Stuttgart e no Atlético de Madrid, respectivamente.

Depois de dois anos, a França voltará a disputar uma decisão importante. Jogando em casa, o time perdeu a final da Eurocopa para Portugal por 1 a 0, gol de Eder. Na ocasião, Cristiano Ronaldo, lesionado deixou a partida ainda no primeiro tempo. Mesmo assim, a equipe não fez um grande jogo, e acabou saindo derrotada.

Dessa forma, o peso é grande. Até que ponto o trauma da Euro perdida em casa pode pesar na finalíssima da Copa, em Moscou? Esse, talvez, seja o ponto fraco que mais preocupa os comandados de Didier Deschamps para não faturarem o bicampeonato.



Sem sombra de dúvidas, a campanha da Croácia na Copa do Mundo é surpreendente. O time chegou ao Mundial cotado para fazer um bom papel. No entanto, poucos imaginavam que a equipe chegaria até a decisão, diante da França.

Os croatas contam com um talento ímpar no meio-campo, o setor mais importante do jogo. Rakitic e Modric são responsáveis por organizarem a saída de bola do time, e armar as principais jogadas. Enquanto o meio-campista do Barcelona joga um pouco mais recuado, o meia do Real Madrid, é o cerebral dos comandados de Zlatko Dalic.

Com esse excelente meio-campo, que ainda conta com Brozovic na sustentação, a Croácia tem como principal virtude o bom toque de bola. Porém, o time joga muito pouco pelo centro, e sempre busca a virada de jogo, com os laterais Vrsaljko e Strinic.

Os laterais, aliás, são fundamentais nos cruzamentos para a área. A Croácia explora muito bem os levantamentos, devido a precisão de Vrsaljko e Strinic. Nas duas ocasiões, saíram os gols na vitória histórica contra a Inglaterra. Nos escanteios, o time também se mostra perigoso.

Mesmo com o meio-campo técnico, quando precisou de fato propor o jogo, a Croácia mostrou extremas dificuldades. Diante da Dinamarca e da Rússia, o time foi pobre em termos criativos, e sofreu muito com as chegadas do adversário ao ataque. Os dinamarqueses finalizaram 15 vezes, 10 delas no gol de Subasic.

Veja também:

Croácia jogou bola e bateu a Inglaterra

Dalic exalta Modric: “Homem da Copa”

Confira campanha da Croácia

Aguentar três prorrogações, e duas disputas por pênaltis é tarefa de extrema dificuldade. Por essa razão, a Croácia deverá sentir na parte física, pois é como se o time tivesse um jogo a mais em relação ao adversário (a França não jogou uma prorrogação sequer), e terá um dia a menos de preparação para o duelo

Nos confrontos eliminatórios, os croatas mostraram alma. O time se sacrificou em campo, pois saíram atrás do marcador contra Dinamarca, Rússia e Inglaterra. Nas três ocasiões, a equipe conseguiu sua classificação. Diante dos franceses, vontade não faltará, mesmo se sair perdendo.

Uma das grandes preocupações do técnico Dalic é o elenco. As peças de recomposição não estão à altura dos titulares. Kramaric, que às vezes está no banco de reservas é a melhor opção, caso o treinador queira reverter alguma situação. Dessa forma, os suplentes podem não dar conta do recado, caso sejam exigidos na final.

Lovren e Vida formam a dupla de zaga croata. Os dois, constantemente estão expostos nos ataques adversários, pois, os laterais sobem o tempo todo. Rakitic e Modric não são marcadores. Brozovic fica sozinho para marcar. Dessa forma, os defensores ficam em situações desconfortáveis em quase todos os jogos.

No entanto, é de ressaltar os pontas. Rebic e Perisic podem ser decisivos para os croatas, especialmente o último, que com dribles e vontade foi o melhor em campo contra o English Team. Quando o time está sufocado, os jogadores procuram os externos em busca da jogada individual, buscando o fundo do campo e quebrar as linhas de defesa adversária.

Por fim, a Croácia chega a sua primeira final de Copa do Mundo da história. Com uma camisa que não tem tanto peso, o time pode sentir a magnitude do jogo, e assim, não conseguir executar os pontos fortes. A obrigação de erguer a taça é da França, e os comandados de Dalic chegam como franco-atiradores.

 



Com roupa de voluntário da Copa do Mundo, Gianni Infantino deu uma coletiva nesta manhã e evitou criticar abertamente Neymar, mas a resposta foi em meio a gargalhadas (Foto: Jewel Samad/AFP)

A Copa do Mundo está prestes a acabar e, diferente do que muitos pensavam, algumas seleções se despediram mais cedo, como a alemã, a argentina, e, claro, a brasileira. Um dos protagonistas do sonhado hexacampeonato, Neymar não conseguiu mostrar suas totais habilidades futebolísticas, ficando marcado com um fator negativo: o das inúmeras quedas.

Em meio a um balanço sobre o Mundial, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu o camisa 10 brasileiro, alegando que ele ainda mostrará suas qualidades futuramente, mas disse isso às gargalhadas nesta manhã de sexta-feira, durante entrevista coletiva em Moscou.

“Ele é um grande jogador, esta é a primeira coisa. Quando falo de jogadores talentosos, que nos fazem sonhar, não posso dizer palavras negativas sobre eles. Neymar é uma dessas lendas de alto nível, mas claro (silêncio e gargalhada)… Ele vai mostrar para nós mais de suas habilidades, de suas habilidades reais no futebol”.

Neymar ficou marcado negativamente por suas inúmeras quedas durante o Mundial, com pessoas do mundo todo imitando-o (Foto: Saeed Khan/AFP)

Desde a eliminação para a Bélgica, há exatamente uma semana, o brasileiro não tinha sido visto, exceto na última quarta-feira à noite, quando jogou pôquer com amigos em um bar na capital paulista. Ele não deu entrevistas durante o Mundial (somente quando venceu o prêmio de melhor em campo, contra o México) nem depois, o que acaba aumentando a disseminação de brincadeiras com sua fama de “cai cai”. Você pode votar na enquete da Gazeta Esportiva para saber qual delas foi a mais criativa até agora.

Além de falar de Neymar, Infantino falou de outro craque, inclusive ex-companheiro de clube do brasileiro: Lionel Messi. “Messi, grandíssimo como sempre. Fez um golaço aqui. Não pode fazer mais? Quando a Argentina ganhava por 2 a 1 contra a França, poderiam ter se fechado atrás e talvez ele pudesse ter mostrado suas qualidades, mas sobre Messi não se pode discutir, nos faz sonhar há dez anos e vai continuar nos fazendo sonhar”.



Neymar foi alvo de críticas após “simulações” em campo (Foto: Saeed Khan/AFP)

A participação de Neymar na Copa do Mundo continua sendo assunto no mundo todo. Desde o primeiro jogo contra a Suíça, o brasileiro foi muito criticado pelas várias “quedas” e supostas simulações dentro de campo, rendendo memes e piadas, além do título de “cai-cai”.

Nesse contexto, surgiu o #NeymarChallenge (desafio do Neymar, em tradução literal), que virou febre e viralizou nas redes. A brincadeira consiste em imitar as reações do craque e, assim, quando ouvem a palavra Neymar, os participantes caem e ficam rolando no chão.

Até mesmo um jogo para celular e computador foi criado. Na brincadeira, o desafio do participante é conseguir manter o atacante em pé, clicando nos cantos da tela.

No México, contra quem o camisa 10 da Seleção foi novamente alvo de críticas por “reação exagerada” fora de campo, após pisão de Layun, torcedores também aderiram à brincadeira e apostaram corrida rolando do meio-campo até uma das áreas, durante o intervalo de um jogo.

Confira abaixo alguns vídeos do #NeymarChallenge e vote no melhor.

[Vídeo 1]

[Vídeo 2]

[Vídeo 3]

[Vídeo 4]

[Vídeo 5]

[Vídeo 6]



Kaká elogiou o desempenho da Seleção Brasileiro na Copa do Mundo da Rússia (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

Revelado nas categorias de base do São Paulo, Kaká despontou para o futebol cedo e foi convocado por Luiz Felipe Scolari para defender a Seleção Brasileira na Copa de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, onde foi campeão como coadjuvante. Com a propriedade de quem disputou três Mundiais na carreira, o ex-jogador tratou com benevolência a campanha do time canarinho na Rússia.

“Gosto de potencializar as coisas boas. Não deixando de lado as coisas negativas, que acho que tem que ser faladas. O Tite fez um excelente trabalho, aumentou as chances do Brasil. A Seleção cresce durante a Copa. O primeiro jogo não foi muito fácil, o segundo foi difícil, mas ganhou. Nas quartas, contra a Bélgica, uma excelente seleção, vimos um jogão”, avaliou Kaká, que prosseguiu.

“Nível técnico altíssimo, nível físico muito bom. Aula tática dos dois treinadores. O belga decidiu minutos antes, fez uma mudança, arriscou. O Tite entendeu isso e fez mudanças. A Bélgica teve seus momentos, o Brasil também. Se a bola do Thiago não bate na trave e entra, era outro jogo. Provavelmente, seria um outro resultado. Cada um chama do que quiser. É isso que torna o esporte tão apaixonante”, acrescentou.

Ainda falando sobre a Copa, Kaká falou sobre a possibilidade de o francês Kylian Mbappé, de 19 anos, conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo pela Fifa, a ser conhecido no fim de 2018. O jovem atacante tentará ajudar a França a conquistar o seu bicampeonato Mundial na final contra a Croácia, no próximo domingo, em Moscou.

“Acredito que dependendo do resultado final da Copa e do desempenho do Mbappé na final, ele pode pintar como uma surpresa. Principalmente pelo que ele fez na Copa do Mundo. O ano dele é um ano normal, regular, mas aquilo que ele fez na Copa, e ela tem um peso muito grande, acho que pode pintar como uma surpresa”, analisou.

Aos 36 anos e já aposentado do futebol, Kaká atuou como mestre de cerimônias no lançamento dos novos uniformes de jogo da equipe nesta quinta-feira, no Morumbi. Na entrevista aos jornalistas, o ex-atacante do Tricolor também comentou o impacto que a contratação de Cristiano Ronaldo pela Juventus pode causar no futebol italiano.

“A Juventus já vem fazendo um grandíssimo trabalho. Aquilo que ela vem fazendo é excelente para o Campeonato Italiano, porque traz um grande nome do futebol mundial, atrai os olhos para lá e espero que isso incentive os outros clubes para ter essa reformulação de toda a estrutura”, disse Kaká, que teve duas passagens pelo Milan – de 2003 a 2009 e entre 2013 e 2014.



O argentino Nestor Pitana, que apitou a abertura da Copa, comandará também a final (Foto: Reprodução/Twitter/Fifa)

Na tarde desta quinta-feira, a Fifa divulgou os árbitros e assistentes escalados para a final da Copa do Mundo, entre França e Croácia, e para a disputa do terceiro lugar, entre Bélgica e Inglaterra. Nestor Pitana, da Argentina, será o árbitro da final, enquanto Alireza Faghani, do Irã, apitará a disputa pelo terceiro lugar.

A final, que acontece às 12 horas (de Brasília) deste domingo, será o quinto jogo de Nestor Pitana nesta Copa do Mundo. Ele também atuou na abertura do Mundial, goleada da Rússia sobre a Arábia Saudita, na vitória da Suécia sobre o México na fase de grupos, no empate entre Croácia e Dinamarca nas oitavas de final e na vitória da França sobre o Uruguai nas quartas. Ele será auxiliado por Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti, ambos da Argentina, que o auxiliaram também nos outros quatro jogos.

Na disputa pelo terceiro lugar, às 11 horas deste sábado, o homem do apito será o iraniano Alireza Faghani, que atuará no Mundial pela quarta vez. Sua estreia em solo russo foi na vitória do México contra a Alemanha, na fase de grupos. Ainda na primeira fase, ele apitou a vitória do Brasil sobre a Sérvia antes de comandar o jogo de sete gols entre França e Argentina nas oitavas de final. Ele será auxiliado por Reza Sokhandan e Mohamed Mansouri, ambos do Irã.

Veja também

Jogadores da França usam derrota na Euro em 2016 como aprendizado

Técnico da Croácia admite cansaço e diz que Modric é o “homem da copa”



Para Dalic, desgaste físico não é desculpa diante de uma final de Copa do Mundo (Foto: Jewel SAMAD/AFP)

A Croácia fez história nesta quarta-feira e garantiu uma vaga na final de uma Copa do Mundo pela primeira vez. A vitória na semifinal, porém, mais uma vez se deu de forma sofrida. Contra a Inglaterra, a equipe comandada por Dario Salic precisou novamente da prorrogação para avançar no Mundial da Rússia, assim como aconteceu nas oitavas de final, contra a Dinamarca, e nas quartas, contra a seleção anfitriã. Felicidade à parte, o técnico reconheceu o grande desgaste físico de seus jogadores e admitiu que precisará recuperar as energias de seu plantel para a decisão de domingo, contra a França, em Moscou.

“Isso é muito difícil (desgaste). Mas me parece que quanto mais difícil as circunstâncias, melhor nós jogamos futebol. Claro que a França tem um dia a mais, mas nós vamos descansar e nos recuperar a tempo. Não há desculpas, isso é uma final de Copa do Mundo. Temos que dar tudo, estar prontos, estar preparados. É a chance de uma vida. Tem sido difícil para nós, mas vamos achar a força e a motivação”, afirmou, em coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira.

Dalic, inclusive, deu folga aos atletas nesta quinta. Como o próprio comandante aponta, se contados os minutos jogados nas três prorrogações que a seleção croata jogou neste mata-mata, será a única a jogar oito jogos nesta Copa do Mundo. Diante disso, o treinador faz questão de elogiar o comprometimento e a entrega dos jogadores, que não desistiram da partida em nenhum momento e, mesmo desgastados, não queriam sair de campo diante da Inglaterra. Para ele, a experiência também foi um fator essencial para que a virada acontecesse na prorrogação.

“Ontem encontramos um time inglês muito rápido e jovem, mas nossos jogadores usaram a experiência. Temos jogadores que jogaram muitas finais de Liga dos Campeões, de campeonatos em seus países. Talvez jogadores jovens tenham mais ambição e sejam mais rápidos. Mas acho que essas coisas não fazem diferença neste final. Eu espero que eles reajam bem a certos momentos do jogo, mas não estou certo de que isso vai ser decisivo”, apontou.

Segundo o técnico, Modric merece o prêmio de Melhor Jogador da Copa (Foto: Mladen ANTONOV/AFP)

Dalic também destacou um de seus atletas em específico: o craque do time, camisa 10 e capitão Luka Modric, cujas atuações em território russo vem atendendo às expectativas e tem comandado a Croácia nesta campanha histórica. Para o técnico, o meio-campista é “o cara” da competição.

“Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi, era normal falar deles antes da Copa. Eles foram para casa, estão na praia. E outros ficaram no campeonato, especialmente Luka Modric. Ele dá piques no minuto 115, ele volta para a defesa, ele lidera a defesa. Ele é o homem do torneio, não importa quem fique com o troféu”, certificou. “É um dos melhores meias do mundo, cobre muito espaço do campo, passa segurança a quem joga com ele. É o mesmo com Kanté e a França. Se ele joga bem, a França joga bem. Eu ficaria feliz ele fosse o melhor jogador do torneio, a Bola de Ouro. Ele já ganhou tudo com seu clube, mas há um armário para troféus com a seleção e seria bom para ele e para nós se ele ganhasse a Bola de Ouro. Ele merece”, completou.

O comandante croata também falou a respeito da surpreendente campanha de sua seleção, que até antes do Mundial não estava nem perto de ser cotada como possível finalista, muito menos como candidata ao título. Segundo o treinador, que comparou a campanha atual de sua equipe com a de 1998, quando a Croácia atingiu seu patamar mais alto em Copas ao chegar à semifinal, trata-se de um milagre.

“Nós somos o menor país desde o Uruguai a chegar na final. E quando olhamos a condição, a infraestrutura que temos em casa, é um milagre. Em três meses vamos jogar contra a Inglaterra pela Liga das Nações da Europa e não temos um estádio apropriado para jogar. Somos um milagre. Talvez um dos grandes feitos esportivos da Croácia. Temos outros esportes. Estou muito orgulhoso de que sob meu comando o futebol croata atingiu este objetivo. O resultado de 1998… aquele era um país jovem, agora é outro tipo de futebol. Estamos felizes de estar aqui na final”, frisou.

O adversário daquela semifinal, por sinal, era o mesmo do próximo domingo: a França, que naquela ocasião venceu por 2 a 0 e avançou à final para, na sequência, conquistar seu primeiro título de Copa do Mundo. Dalic, por fim, projetou o confronto decisivo, admitindo que, dadas as qualidades da equipe comandada por Didier Deschamps, este, com certeza, será o jogo mais difícil deste Mundial.

“Nós estamos jogando a final, os dois melhores times estão na final merecidamente. Vai ser um jogo diferente. Eles são muito diferentes no contra-ataque, em transição. Não vai ser fácil marcá-los, são um time muito rápido, particularmente Mbappé e Griezmann. Mas nossa União, nossa marcação, nossa rápida transição quando perdemos a bola, podem nos ajudar. Mas vai ser nosso jogo mais difícil”, reconheceu. “Deschamps tem continuidade, tem resultados, uma final de Euro, uma grande carreira como jogador. É um privilégio competir com ele na final da Copa, ver no outro lado alguém que foi um grande jogador e um grande treinador”, completou.

No Estádio Luzhniki, na capital Moscou, Croácia e França disputam a taça da Copa do Mundo da Rússia a partir das 15h (no horário de Brasília) do próximo domingo.