COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Grupo feminista punk promoveu invasão de campo na final da Copa (Foto: Mladen Antonov/AFP)

Após a invasão de campo na final da Copa do Mundo, um tribunal de Moscou condenou Veronika Nikulshina, Olga Kurachova e Pyotr Verzilov, três das quatro pessoas envolvidas, a 15 dias de prisão. Além disso, o juiz responsável também proibiu a ativista de participar de eventos esportivos durante três anos. Os outros três invasores ainda serão julgados.

O protesto foi reivindicado pelo grupo punk feminista Pussy Riot, que luta contra a falta de liberdade na Rússia e o governo Putin e consistiu em três mulheres e um homem invadirem o campo do Estádio Lujniki, em Moscou, vestidos de policiais. Isso aconteceu no segundo tempo da grande final do Mundial, que sagrou a França campeã.

Em comunicado divulgado através de seu Twitter, a Pussy Riot revelou que o ato também foi em homenagem ao poeta russo Dmitri Prigov, que morreu há exatos 11 anos. O artista foi conhecido por se centrar na figura do policial, justamente a roupa escolhida para a invasão do gramado.



Griezmann foi campeão da Copa do Mundo e da Liga Europa(Foto: Odd ANDERSEN)

A seleção francesa mal chegou em casa para comemorar o título mundial com os torcedores e ainda tem muito o que aproveitar após a conquista histórica. Depois de muita luta, o descanso merecido foi encurtado por um bom motivo, mas já se fala da temporada europeia que começa em um mês. O homem do jogo da final contra a Croácia, Antoine Griezmann tentou se esquivar, mas falou sobre a Supercopa que tem contra o Real Madrid, dia 15 de agosto.

“Estou muito feliz, feliz e orgulhoso de fazer parte disto, tenho que aproveitar. O que mudou é aprendizado com as finais, das quais eu perdi e ganhei. Estar mais tranquilo quando o jogo começar. Tudo o que eu quero agora é  desfrutar. Tenho uma Supercopa para jogar dia 15, vamos ver. Eu preciso relaxar, curtir e voltar do zero”, declarou o meia.

Sobre a possibilidade de disputar a Bola de Ouro depois de uma boa temporada no Atlético de Madrid, campeão da Liga Europa e, agora, campeão do mundo com a França, Griezmann também foge da pergunta, colocando o título de melhor do mundo como responsabilidade dos que votarão. “Não está em minhas mãos, são os outros que votam. Eu estou aqui para ajudar a minha equipe, meu clube ou minha seleção e eu faço o meu melhor, ainda tenho muito o que fazer pelo meu clube”, afirmou o craque.





Seleção francesa chega em Paris. Lloris exibe a taça logo na saída do avião (Foto: Thomas Samson/AFP)

Às 12h (de Brasília), a seleção francesa desembarcou em Paris e foi recebida com tapete vermelho no Aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, fora da cidade. A expectativa era tanta para saber quem seria o primeiro a sair do avião, que os funcionários do local brincaram por algum tempo fingindo abrir a porta. A primeira a sair, continuando a brincadeira, foi a tripulação. Logo depois, o goleiro e capitão da conquista, Hugo Lloris, saiu da aeronave carregando a taça da Copa do Mundo.

Delegação foi recebida com tapete vermelho e muita empolgação de funcionários e torcedores (Foto: Thomas Samson/AFP)

Depois dele, o técnico Didier Deschamps apareceu, seguido do restante dos jogadores, que foram saindo aos poucos e comemorando, cada um à sua maneira. Griezmann abriu os braços e gritou, enquanto Pogba estava visivelmente feliz e animado. A próxima parada é a Avenida Champs-Élysées, onde muitos torcedores comemoraram por toda a noite de domingo a conquista do bicampeonato. Desde o aeroporto, uma quantidade enorme de torcedores comemoravam vestindo a camisa da seleção e balançando bandeiras da França. Haverá carreata para desfile com a taça conquistada.

Dentro de campo, a França conquistou o bicampeonato mundial ao derrotar a Croácia por 4 a 2, em partida recheada de polêmicas, intervenção do VAR e pênalti. Os gols foram marcados por Mandzukic (contra), Griezmann, Pogba e Mbappé, premiado como a revelação da competição.



As comemorações pelo bicampeonato Mundial da seleção da França conquistado no último domingo prometem se estender ao longo da semana e não se limitaram apenas ao âmbito futebolístico. Até mesmo o metrô de Paris decidiu entrar na onda das festividades e anunciou nesta segunda-feira a mudança nos nomes de algumas estações a fim de celebrar o título que não vinha desde 1998.

“Obrigado, les Bleus. A RATP celebra com a seleção francesa nas redes sociais. Oferecemos seis novas estações de metrô em homenagem aos Bleus, campeões do mundo!”, anunciou a RATP, administradora do metrô de Paris, nas redes sociais.

A estação Champs-Élysées ganhou o nome do treinador da França , Didier Deschamps (Foto: Reprodução/Twitter)

Terceiro da história a conquistar a Copa do Mundo como jogador e treinador, Didier Deschamps, comandante dos Bleus em solo russo, recebeu uma homenagem especial em uma das principais e mais reconhecidas estações da capital francesa. A Champs Elysées-Clémenceau ganhou o nome de Deschamps Elysées-Clémenceau. Essa não foi a única mudança dedicada ao treinador, capitão da conquista em 1998. A estação Notre-Dame des Champs foi rebatizada para Notre Didier Deschamps.

A estação Victor Hugo ganhou o nome do goleiro Lloris (Foto: Reprodução/Twitter)

Apesar da falha que culminou no segundo gol da Croácia na decisão, o goleiro Hugo Lorris, capitão em 2018, também ganhou seu reconhecimento pela rede de transportes públicos. A estação Victor Hugo foi renomeada para Victor Hugo Lloris, em homenagem ao arqueiro do Tottenham.

Outras três estações tiveram seus nomes alterados por conta do título francês conquistado no último domingo contra a Croácia, em Moscou. A estação Charles de Gaulle-Étoile passou a se chamar On a 2 Étoiles (Nós temos duas estrelas), em homenagem a segunda taça, enquanto a Avron foi rebatizada para Nous Avron Gagné (Nós ganhamos). Por último, a “pausa” Bercy agora é chamada de Bercy les Bleus, um trocadilho com a palavra “Merci” (Obrigado).



Depois de uma campanha histórica na Copa do Mundo da Rússia, a seleção da Croácia foi recebida com festa no retorno a sua terra natal. Nesta segunda-feira, mesmo com a derrota na decisão para a França, a delegação comandada por Zlatko Dalic voltou à casa ovacionada por cerca de 60 mil pessoas, que lotaram as ruas de Zagreb para prestigiar os responsáveis pelo melhor resultado da história do país.

As festividades começaram ainda na pista do aeroporto, onde funcionários recepcionaram jogadores e comissão técnica vestidos à caráter com a tradicional camisa xadrez da seleção. Depois, a delegação partiu em carro aberto rumo às ruas da capital croata para receber o carinho do povo. O destino final do desfile é a praça principal de Zagreb, onde o grupo considerado “campeão” será recebido pela presidente Kolinda Grabar-Kitarovic.

Dentro de campo, o vice-campeonato foi o melhor resultado da história do país em Mundiais. Até então, o terceiro lugar na Copa de 1998, na França, havia sido o principal feito da Croácia, que reencontrou a seleção sede de seu antigo resultado mais impactante na decisão em solo russo. Em uma final recheada de polêmicas envolvendo decisões do árbitro argentino Néstor Pitana, os comandados de Dalic saíram derrotados por 4 a 2.

Se a taça não foi conquistada, ao menos a seleção croata saiu da Copa do Mundo de 2018 com um troféu em âmbito individual. Dono de grandes atuações, o camisa 10 e capitão Luka Modric foi eleito o melhor jogador da competição. Em sete jogos, o meio-campista do Real Madrid marcou dois gols e somou uma assistência.



Polícia dispersou torcedores em Paris durante comemoração do título francês no domingo (Foto: Ludovic Marin/AFP)

Depois da conquista do bicampeonato mundial, muitos franceses foram às ruas do país para comemorar o título. Em meio a alguns incidentes, 292 pessoas foram detidas e 45 policiais ficaram levemente feridos em várias cidades durante as comemorações, segundo informações do Ministério do Interior da França nesta segunda-feira.

A cidade que mais deteve pessoas foi Paris, com 102, sendo que 90 delas ficaram sob custódia para serem interrogadas. Um dos episódios foi o roubo do complexo Drugstore Publicislocalizado na Avenida Champs-Élysées, onde a maior parte dos torcedores ficaram concentrados. A polícia interveio com gás de pimenta. Também no centro de Lyon e em Marselha, no sul do país, a polícia precisou tomar medidas para reprimir alguns grupos que atacavam lojas ou lançavam pedras contra veículos policiais.

O complexo Publicis Drugstore, na Champs-Élysées, foi saqueado por jovens encapuzados no domingo (Foto: Gerard Julien/AFP)

“Levando-se em conta a multidão presente e apesar dos incidentes inaceitáveis, trata-se de um balanço moderado”, declarou o responsável pela Polícia de Paris, Michel Delpuech, em entrevista coletiva.

Em Lyon foram 30 detenções, das quais 18 foram enquadradas como prisões preventivas por roubo a uma loja de roupas. As informações são da AFP.

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