COPA DO MUNDO 2018 RÚSSIA

Conhecido no mundo do futebol apenas pelos dois primeiros nomes, Filipe Luís Kasmirski é um dos 23 jogadores convocados por Tite para a Copa do Mundo que poderia, naturalmente, ser um remanescente de 2014 ou até mesmo um veterano de dois Mundiais. Entretanto, sua presença na Rússia, antes certa como no Brasil e na África do Sul, esteve à beira de ser novamente impedida pelo mesmo problema que o impossibilitou em 2010: uma séria lesão. Aos 32 anos, o lateral-esquerdo natural de Jaraguá do Sul (SC) é um dos símbolos de recuperação e volta por cima, algo que instantaneamente cabe também à Seleção Brasileira.

Em março deste ano, o Atlético de Madrid confirmou uma fratura na fíbula da perna esquerda de Filipe Luís durante o confronto contra o Lokomotiv Moscou, pela Liga Europa. Apesar de não ser oficial, era plausível que o período de recuperação reservasse toda a temporada e até mesmo a Copa do Mundo. 43 dias depois, o lateral já treinava com bola e pleiteava uma vaga na Copa, algo levado em consideração pelo treinador da Seleção que preferiu o jogador do futebol espanhol a Alex Sandro, concorrente direto pela vaga ao lado de Marcelo.

Apesar de relâmpago e não tão recente, Filipe Luís tem sua essência no futebol construída ainda em solo brasileiro. Cria da base do Figueirense, venceu duas vezes o Campeonato Catarinense (2003 e 2004) antes de alçar voos maiores em solo europeu. Destino? Holanda, vestindo o manto do Ajax, onde foi campeão nacional. Após uma rápida passagem pelo Real Madrid B, acertou sua ida ao Deportivo La Coruña e começou a desenhar uma carreira em solo espanhol que se desenhou vitoriosa com a camisa do Atlético de Madrid, a partir de 2010.

Antes de se tornar um colchonero, aliás, veio a primeira convocação para a Seleção. Em 2009, Dunga lembrou do lateral-esquerdo para substituir o cortado Marcelo e, desde então, Filipe se tornou uma opção real para o Mundial da África do Sul, no ano seguinte. O fato, entretanto, não se concretizou devido a uma lesão nos primeiros meses de Atlético. Uma fratura no tornozelo não impediu apenas sua convocação, como tornou sua vida no novo clube uma incógnita.

O retorno foi gradual, assim como sua grandeza e relevância na equipe espanhola, que ano após ano incomodava cada vez mais no cenário internacional. A conquista que faltava para corroborar o avanço foi concebida em 2012, com a taça da Liga Europa. Logo depois, o âmbito nacional foi mais um “território” conquistado por Diego Simeone e seus comandados, com os troféus da Copa do Rei e do Campeonato Espanhol.

O protagonismo de sua equipe deu a Filipe Luís a chance de retornar à Seleção em 2013, sob o comando de Mano Menezes. As chances foram aproveitadas e Felipão contou com o jogador meses depois para compor a vitoriosa delegação da Copa das Confederações, que acabou não assegurando sua participação no Mundial “em casa”. Com a ausência na Copa do Mundo de 2014 veio a mudança de ares e a transferência para o Chelsea, onde encontrou dificuldades e somou uma passagem de apenas uma temporada. No verão seguinte, o bom filho à casa tornou e Filipe desembarcou novamente na Espanha para vestir a camisa do Atlético de Madrid, de onde não saiu mais, conquistou a Liga Europa desta temporada e carimbou seu passaporte para Rússia.



Alguns jogadores convocados por Tite para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia são incontestáveis. Outros, entretanto, possuem como trunfo a experiência já vivida com o treinador em algum momento da carreira. Um dos 23 nomes que compõem a delegação une essas duas características: Marquinhos. Atualmente no Paris Saint-Germain, o zagueiro recebeu a primeira oportunidade como profissional em 2011 no Corinthians, mas, na época, o hoje nome incontestável não tinha nem de perto o reconhecimento dos dias de hoje e muito menos os minutos em campo que o comandante lhe dá vestindo a amarelinha.

Cria do terrão alvinegro, Marquinhos iniciou sua trajetória no futebol muito cedo, atuando em uma posição próxima da atual, de responsabilidades parecidas, mas com a chance de usar as mãos para evitar o que até hoje é sua obrigação: um gol adversário. Polivalente desde cedo, chegou ao Corinthians com apenas oito anos de idade, em 2002, e passou por todas as categorias de base do clube e da Seleção Brasileira. Em uma das competições com a amarelinha, teve a oportunidade, como capitão, de levantar a taça de campeão sul-americano em 2011.

Depois de uma carreira promissora e de liderança na base, teve início a relação com o atual treinador da Seleção Brasileira. Em 2012, Marquinhos foi promovido ao elenco profissional do Corinthians, comandado na época por Tite, como campeão da Copa São Paulo de Futebol Junior. O ano vitorioso ainda guardava mais uma conquista, da Copa Libertadores, um dos principais títulos da história do clube alvinegro. Um mês depois, ainda com poucos minutos de campo, ora como zagueiro, ora como lateral-direito, acabou negociado com a Roma para a primeira experiência no futebol europeu.

À princípio contratado por empréstimo, Marquinhos não demorou a convencer o clube italiano, que agiu para rapidamente para adquirir em definitivo seus direitos. Um ano depois, entretanto, chegava ao fim a passagem do jovem pelo país da bota e tinha início uma experiência que se estende até os dias de hoje. Como quarto zagueiro mais caro do mundo até então, Marcos Aoás Corrêa assinava para se tornar atleta do Paris Saint-Germain. Como bônus, ainda veio a primeira convocação para a Seleção Brasileira principal, mas que não culminou em sua presença na Copa de 2014. Sem problemas, a oportunidade chegou!

Assim que desembarcou em Paris, veio com Marquinhos o prêmio de terceiro melhor jogador jovem pela Fifa. Mas sua vida no futebol francês não ficou limitada a apenas condecorações individuais. Pelo contrário. Em pouco menos de cinco anos, foram 17 títulos, entre eles o tetracampeonato francês, e a titularidade conquistada aos poucos, atuando ao lado de um conhecido de Seleção, Thiago Silva, com quem disputa uma vaga de titular no Mundial de 2018. Por falar em Brasil, Marquinhos é um dos jogadores que possuem a honra de uma conquista que muitos dos grandes craques da história do país jamais viram em seus peitos: uma medalha olímpica. Em 2016, em pleno Maracanã, o zagueiro vencia a Alemanha e dava o primeiro fio de alegria a a uma torcida dolorida pela derrota no mesmo território, em outro estádio e diante do mesmo adversário: o fatídico 7 a 1.

Sua vaga na Copa? Em 2015 que começou a ser conquistada. Com sucessivas convocações e participações, muitas delas entre os 11 iniciais, Marquinhos se tornou mais que uma opção, mas um homem de confiança e uma alternativa jovem para uma equipe que busca o hexacampeonato.





Vitimado por uma inflamação no joelho esquerdo, Renato Augusto luta para se recuperar a tempo de participar da Copa do Mundo da Rússia. O meio-campista do Beijing Guoan é um dos jogadores mais escalados ao longo da gestão de Tite na Seleção Brasileira.

Superado apenas por Willian (18) e Philippe Coutinho (18), Renato Augusto participou de 17 dos 20 jogos de Tite na Seleção e marcou um gol, contra o Peru, pelas Eliminatórias. O meio-campista não entrou apenas nos amistosos contra Colômbia (restrito a atletas que atuavam no Brasil), Alemanha e Croácia (após a inflamação no joelho).

Dos 17 jogos disputados por Renato Augusto com Tite na Seleção Brasileira, 14 foram como titular, mas o atleta que atua no futebol chinês perdeu espaço nas últimas partidas. Por outro lado, nomes como Fernandinho e Philippe Coutinho ganharam moral com o treinador no meio de campo.

Após seis dias, Renato Augusto na quarta-feira enfim interrompeu as atividades fisioterápicas para ir ao campo do CT do Tottenham e fez exercícios em separado sob o comando do fisioterapeuta Bruno Mazziotti. Exames realizados em Londres comprovaram que o atleta não tem lesão no joelho esquerdo.

O risco de corte de Renato Augusto ainda não foi eliminado por completo, mas a comissão técnica confia na possibilidade de ver o atleta superar o problema físico. A estreia do Brasil está marcada para as 15 horas (de Brasília) de 17 de junho, contra a Suíça, em Rostov.

O técnico Tite terá a última oportunidade de ajustar a Seleção em um amistoso antes da Copa do Mundo neste final de semana. Às 11 horas (de Brasília) de domingo, em Viena, o Brasil encara a Áustria em seu ensaio derradeiro para o torneio a ser disputado na Rússia.

 



Encarregado de chefiar a delegação brasileira antes do amistoso contra a Croácia, José Carlos Peres conviveu com Neymar no Rio de Janeiro e na Inglaterra. De acordo com o presidente santista, a relação foi cordial, apesar dos processos movidos pelo clube contra o atleta e o Barcelona.

Insatisfeito com os termos da saída de Neymar para defender o time catalão, o Santos levou o assunto à Corte Arbitral do Esporte (CAS). Durante o período de concentração da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo da Rússia, o atacante encontrou o presidente de seu ex-clube.

“A função do chefe de delegação não permite abordar jogador e buscar um tema. Por isso, não se discutiu isso e a relação foi boa. Não falamos sobre o Santos, até porque sabemos que ele não está contente. Não houve entendimento nem desentendimento. Houve uma convivência e tudo correu bem. Ele é um menino muito educado”, disse Peres à ESPN Brasil.

O presidente foi criticado por deixar o Santos para chefiar a delegação brasileira na Europa e, ao retornar, encontrou o clube alvinegro em profunda crise política. De acordo com o dirigente, o período a serviço da Seleção foi proveitoso e serviu como aprendizado.

“É uma experiência única e aprendi muita coisa nesses oito dias com a Seleção Brasileira. Aprendi a admirar bastante o Tite. É trabalhador e tem uma equipe formidável. Tenho plena certeza que os meninos trarão a Copa do Mundo”, declarou Peres.

 



Concentrado com a Seleção Brasileira na Inglaterra, o goleiro Cássio completou 31 anos de idade nesta quarta-feira. Apesar da distância, o arqueiro do Corinthians ganhou um bolo temático da esposa para festejar a data especial e agradeceu por meio de seu perfil no Instagram.

Bolo temático do goleiro (Foto/: Reprodução)

“Obrigado a todos pelas felicitações de aniversário! Deus tem feito grandes obras em minha vida, por isso sou grato a Ele por mais um ano de realizações, tanto pessoal quanto profissional. Obrigado também meu amor pela surpresa e bolo lindo! Te amo e estou com saudades”, afirmou.

No bolo, Cássio aparece com o uniforme de goleiro da Seleção Brasileira e o número 16, que usará na Copa do Mundo da Rússia. Ao lado do elenco comandado pelo técnico Tite, ele atualmente participa do período de concentração no centro de treinamento do Tottenham.

A estreia da Seleção Brasileira no Mundial está marcada para as 15 horas (de Brasília) de 17 de junho, contra a Suíça, em Rostov. No amistoso derradeiro antes do primeiro jogo na Rússia, o time comandado por Tite enfrenta a Áustria às 11 horas deste domingo, em Viena.



Exposição “Museu do Futebol na Área” chega ao Rio de Janeiro na próxima quarta-feira (Foto: Divulgação)

Depois de passagem por Recife, a exposição itinerante “Museu do Futebol na Área”, do Museu do Futebol vai desembarcar no Rio de Janeiro. A mostra ficará em cartaz na cidade maravilhosa entre os dias 13 de junho e 30 de julho e terá entrada franca.

O projeto é parte da celebração de 10 anos da fundação do Museu de Futebol e recebeu mais de 70 mil visitantes entre 2015 e 2017, quando percorreu cidades paulistas. Ainda neste ano, outras duas capitais serão visitadas.

A exposição é composta por oito módulos: seis deles reproduzem conteúdo da exposição principal do Museu do Futebol e dois foram elaborados exclusivamente para o projeto.

Serviço

Exposição “Museu do Futebol na Área”
Data:
de 13 de junho a 30 de julho de 2018
Dias e Horários: De quarta a segunda, das 9h00 às 21h00
Local: Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Endereço: Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
Entrada gratuita



Na fase final de preparação para a Copa do Mundo, a Bélgica, uma das seleções mais comentadas para a atual edição do Mundial enfrentou nesta quarta-feira o Egito, em Bruxelas, no Estádio Rei Balduíno. Os belgas fizeram grande primeiro tempo, abriram 2 a 0 no marcador, gols marcados por Lukaku e Hazard. Na etapa final, Roberto Martinez alterou boa parte do time, e a partida ficou morna, e mesmo com o freio de mão puxado, deu tempo para Fellaini fazer o terceiro e dar números finais ao jogo: 3 a 0.

O grande destaque ficou por conta do camisa 10 do Chelsea, que além do gol, brilhou na partida, participando da maioria das jogadas da equipe. Sem Mohamed Salah, sua principal estrela, que se recupera de lesão, os egípcios mostraram pouco futebol, e terão vida difícil na Copa.

O próximo compromisso dos belgas será na próxima segunda-feira, dia 11, contra a Costa Rica. Já o Egito encerrou a série de amistosos, e enfrentará o Uruguai, na primeira rodada do Grupo A da Copa do Mundo.

Sem sustos, Bélgica bateu o Egito por 3 a 0 (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

O jogo – Os belgas começaram bem a partida, De Bruyne cruzou da direita, e Carrasco quase completou. E apesar de ser um amistoso, o Egito disputava todas as bolas com força, tomando dois cartões amarelos em menos de dez minutos.

A equipe chegou com perigo com Elnery, que ao pegar rebote, bateu forte, mas a bola bateu na defesa belga. O primeiro grande lance de perigo foi com Mertens, que recebeu de De Bruyne, El Hadary espalmou. A partida seguia com os donos da casa pressionando, enquanto a equipe visitante apostava nos contra-ataques.

Aos 19 minutos, Lukaku desperdiçou outra boa chance. Meunier cruzou, e na pequena área o centroavante mandou pela linha de fundo. O Egito, também teve a chance de abrir o placar, e também, acabou perdendo. Abdelshafi levantou da esquerda, mas Mohsen cabeceou para fora.

Seis minutos depois, Lukaku se redimiu. Hazard fez bela jogada individual e chutou, no rebote, o artilheiro mostrou seu faro e empurrou para as redes. Era o 11º gol do centroavante nos últimos 11 jogos pela seleção.

O gol deu muita tranquilidade ao time comandado por Roberto Martinez. Em bela trama, Hazard recebeu de Mertens e arriscou, mas a bola foi para fora. A pressão era grande, e o placar foi ampliado com Hazard, depois de Carrasco roubar a bola e armar a jogada. Gol merecido do camisa 10, que era o melhor em campo até o momento. Durante o primeiro tempo, a equipe seguiu dominando as ações da partida e saíram com a vitória parcial de 2 a 0.

Na etapa complementar, ambas as equipes mudaram bastante, o que tornou o jogo morno. Assim, a Bélgica acabou perdendo o poderio ofensivo e o futebol envolvente mostrados na primeira etapa.

Administrando a vantagem no marcador e tentando se preservar para a Copa do Mundo, os belgas só levaram perigo aos 13 minutos, Chadli fez cruzamento da direita, e Meunier acabou perdendo chance clara de marcar o terceiro. A tônica do segundo tempo seguia a mesma, com poucas jogadas que empolgassem.

O ritmo seguia lento, em função das equipes já pensarem na Copa do Mundo. Ainda assim, deu tempo para a Bélgica marcar mais um, Batshuayi fez boa jogada pela direita e tocou para Fellaini livre só empurrar para as redes e fechar o placar em 3 a 0.



Em excelente fase, Roberto Firmino vem fazendo sombra a Gabriel Jesus no ataque da Seleção Brasileira e lida com contestações por parte da torcida e imprensa, que enxerga o atacante do Liverpool mais merecedor pelo posto de titular da equipe do técnico Tite. Apesar da gabaritada concorrência, o jogador que recentemente foi vice da Liga dos Campeões minimizou a disputa com o jovem do Manchester City.

“Acho que eu e o Gabriel [Jesus] estamos vivendo uma excelente fase. Ele foi campeão com o City, fez uma excelente temporada. Eu também fiz uma excelente temporada. A Seleção só tem a ganhar com essa disputa boa e espero que possamos dar o nosso melhor durante a Copa”, afirmou Firmino.

No último domingo, no amistoso contra a Croácia, em Anfield, Firmino entrou no segundo tempo justamente na vaga do seu concorrente e marcou o segundo gol da vitória do Brasil, matando no peito o lançamento de Casemiro e encobrindo o goleiro dentro da área, fato que cresceu ainda mais a ânsia de muitos pela titularidade do jogador do Liverpool na Seleção.

“Fiquei muito orgulhoso de jogar na minha casa, feliz. Mas, por outro lado, a Seleção estava em um jogo de preparação para a Copa do Mundo, um jogo duro, contra uma equipe muito boa. Tenho certeza que a Seleção fez um bom jogo, por isso saiu com a vitória”, prosseguiu.

Por fim, um dos jogadores mais badalados da Seleção Brasileira traçou um paralelo do “Roberto Firmino” de hoje com aquele que recebeu sua primeira oportunidade no time canarinho sob o comando do técnico Dunga, coincidentemente contra a Áustria, adversário da equipe no próximo domingo.

“Aquele Firmino ainda era um pouco novo, jogando na Alemanha. Fiz uma mudança para a Inglaterra, outro futebol, mais físico, intenso. Me adaptei rápido e só cresci. Evoluí mentalmente. Cada ano que passa venho evoluindo. Estou trabalhando muito. Não que eu não trabalhasse antes, mas trabalho demais e acho que o resultado dentro de campo aparece”, concluiu.