Raio-X do Peru, adversário do Brasil na decisão da Copa América - Gazeta Esportiva
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O Peru se prepara para a sua primeira final de Copa América após 44 anos. Prestes a enfrentar o Brasil, neste domingo às 16h (horário de Brasília) no Maracanã, a equipe comandada pelo treinador Ricardo Gareca tenta surpreender os anfitriões para chegar ao tricampeonato da competição.

Membro do grupo A junto a Brasil, Peru e Bolívia na fase de grupos, Los Incas estrearam na Copa América com um empate sem gols frente aos venezuelanos em Porto Alegre. No segundo compromisso, os peruanos contaram com grande atuação de Guerrero, autor de um gol e uma assistência, e venceram a Bolívia, de virada, por 3 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro. Já no terceiro jogo do grupo, uma goleada para o Brasil por 5 a 0 na Arena Corinthians em São Paulo.

(Foto: Raul Arboleda/AFP)

Se classificando na 3ª colocação do grupo, os peruanos enfrentaram o Uruguai nas quartas de final, avançando na competição após um 0 a 0 quase sem nenhuma criação, onde não conseguiu finalizar nos 90 minutos, mas acabou superando os adversários nos pênaltis. Nas quartas, a melhor atuação da equipe no torneio, em vitória por 3 a 0 contra o Chile.

A goleada sofrida pelo Brasil foi um ponto de mudança para a equipe no torneio .O Peru contou com mudança na equipe e cresceu de desempenho. Cortado devido a lesão, Farfán saiu do time e deu lugar a Flores. Com a escalação do meia-atacante, a equipe de Gareca também mudou sua forma de jogar e se postar em campo.

Antes atuando em um 4-4-2, com Farfán e Guerrero na frente e Cueva atuando no lado do meio-campo, a equipe mudou para um 4-3-3 após o revés para a Seleção Brasileira. Flores entrou no lado esquerdo do ataque, enquanto Carillo foi adiantado para jogar na ponta esquerda.

Com isso, Cueva acabou sendo centralizado e passou a assumir um papel de maior organização e armação da equipe, com menos obrigações defensivas, assumidas por Carillo e Flores nas pontas, e Yotún e Tapia, os volantes, na faixa central. Assim, Guerrero também acabou assumindo papel de referência única no ataque do Peru, fazendo o pivô e abrindo o jogo para os pontas, além de aparecer para finalizar jogadas.

O craque

A principal referência técnica e, ao mesmo tempo, a esperança de gols da seleção peruana é o atacante Paolo Guerrero. Conhecido do futebol brasileiro pelas passagens por Corinthians, Flamengo e Internacional, o capitão de Los Incas já vestiu a camisa de seu país em 98 oportunidades e anotou 38 gols. A maioria deles, no entanto, foi marcada em amistosos (13).

A Copa América em solo brasileiro, inclusive, é a quinta de Guerrero, que também arcou presença nas edições de 2007, 2011, 2015 e 2016. Foi no ano de 2011, no entanto, que ele teve seu melhor desempenho. Na Argentina, o atacante foi o artilheiro da competição e marcou cinco gols. O Peru, no entanto, caiu para a Venezuela na fase quartas de final.

(Foto: Carl De Souza/AFP)

Na atual edição, Paolo Guerrero balançou as redes duas vezes. O primeiro tento saiu na vitória sobre a Bolívia, pela segunda rodada, no Maracanã, no Rio de Janeiro. Além do gol, o atacante contribuiu com uma grande atuação, dando assistência e participando efetivamente das principais jogadas ofensivas da equipe comandada por Ricardo Gareca.

Já o segundo gol saiu na semifinal contra o Chile, em triunfo por 3 a 0 na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. O camisa 9 anotou o terceiro tento dos peruanos, assumindo a co-autoria da artilharia da competição e assumindo a artilharia do torneio entre os jogadores em atividade, com 13 gols.

O técnico

Natural de Tapiales, na Argentina, Ricardo Gareca assumiu o comando da seleção peruana seis meses depois de deixar o Palmeiras, seu primeiro e único trabalho em solo brasileiro. A fim de estruturar o time para a tentativa de classificação para a Copa do Mundo da Rússia, o treinador não só conseguiu recolocar o país no Mundial depois de 36 anos, como estabeleceu um trabalho consolidado.

Jogador profissional entre 1978 e 1994, Gareca encerrou sua carreira no Independiente, da Argentina, para dar início à trajetória à beira do campo. Seu primeiro clube foi o Talleres, onde conquistou a segunda divisão do campeonato argentino de 1997-98. Depois passou por diversos clubes de seu país natal, antes de dirigir o America de Cali, da Colômbia, e o Universitário, do Peru.

(Foto: Raul Arboleda/AFP)

Sob o comando do Peru, Gareca conseguiu um terceiro lugar na Copa América de 2015. E para o retorno ao Mundial e à Copa América, a aposta do treinador é na manutenção da base. Dos 11 titulares que enfrentaram a Bolívia, apenas a dupla de zaga formada por Abram e Zambrano não esteve em solo russo. Dos demais, todos participaram, entre eles nomes como Cueva, Farfán e Guerrero.

Desde que assumiu a seleção peruana, Gareca dirigiu o time em 61 jogos, com 27 vitórias. No entanto, construiu um trabalho reconhecido e exaltado, aproveitando os talentos do país distribuídos ao redor do mundo e formando um time consolidado. Entre eles está Cueva, com passagem pelo São Paulo e atualmente no Santos, onde ainda não atingiu as expectativas.



Após as competições continentais de seleções realizadas entre junho e julho deste ano, o ranking da Fifa teve atualizações referentes ao desempenho dos times nos torneios.

A Seleção Brasileira, vice da Copa América, ultrapassou a França, eliminada nas oitavas de final da Eurocopa, e assumiu a segunda colocação da lista. A liderança continua com a Bélgica, que chegou até as quartas de final do torneio europeu.

Campeã da América do Sul, a Argentina subiu duas posições, ficando em sexto. A Itália, por sua vez, vencedora na Europa, também alavancou duas colocações, figurando em quinto.

Ainda vale destacar os Estados Unidos e Catar. Os americanos, campeões da Copa Ouro, subiram dez posições, ficando em décimo. Já o país do Oriente Médio, anfitrião da próxima Copa do Mundo  e que disputou a competição da América Central e do Norte, chegando até a semifinal, elevou 16 colocações, figurando agora em 42º.

Confira o Top 10 do ranking da Fifa: 

1: Bélgica (1.822)
2: Brasil (1.798)
3: França (1.762)
4: Inglaterra (1.753)
5: Itália (1.745)
6: Argentina (1.714)
7: Espanha (1.680)
8: Portugal (1.662)
9: México (1.658)
10: Estados Unidos (1.648)



A última Copa América marcou o primeiro título de Lionel Messi com a seleção argentina, quebrando um jejum de anos da albiceleste. Parceiros na última década pelo Barcelona, Ronaldinho Gaúcho revelou um misto de sensações pela conquista hermana diante do Brasil.

Em conversa com o streamer espanhol Ibai Llanos, Ronaldinho revelou ter ficado triste e feliz ao mesmo tempo com o desfecho da Copa América.

“Fiquei triste porque o Brasil perdeu. Ainda assim, muito, muito feliz por Messi – faltava isso para ele, ganhar um título com a seleção argentina”, comentou o ex-jogador.

“Foi algo que me deixou muito contente. Ver meus amigos felizes é algo que me deixa feliz também”, completou.

A Argentina ganhou a final diante do Brasil por 1 a 0, com gol anotado por Di María. No entanto, Messi foi peça fundamental para que a albiceleste chegasse até a decisão.

Além do primeiro título de Messi com a Argentina, a seleção quebrou um jejum de 28 anos sem conquistas.




A Conmebol divulgou nesta terça-feira a seleção da Copa América, que reuniu os melhores jogadores da competição, na qual a Argentina foi campeã. Os brasileiros Neymar, Marquinhos e Casemiro estão no “11 de gala”.

Pela campeã Argentina, Messi, De Paul, o zagueiro Romero e o goleiro Martínez foram selecionados entre os melhores. O lateral-direito chileno Isla, do Flamengo, foi eleito como o melhor lateral-direito da competição.

A seleção da Copa América de 2021 ficou com: Martínez (ARG), Isla (CHI), Romero (ARG), Marquinhos (BRA), Estupiñan (EQU), Casemiro (BRA), De Paul (ARG), Yotún (PER), Messi (ARG), Neymar (BRA) e Díaz (COL).

A Argentina venceu a competição após vencer o Brasil por 1 a 0 na grande final, no Maracanã.



No último sábado, a Seleção Brasileira foi derrotada pela Argentina por 1 a 0, em pleno Maracanã, e ficou com o vice-campeonato da Copa América, a pouco mais de um ano para a Copa do Mundo. Em participação no programa Arena SBT, o capitão do penta, Cafu, opinou sobre a equipe de Tite, fazendo uma comparação com o time de 2002 e afirmando que falta disciplina tática.

 

“É dependente do Neymar, é verdade. Dependemos quase que 80% do que o Neymar faz em campo. O Neymar vai ser bom se a seleção jogar para ele, e a seleção vai ser boa se o Neymar jogar para a seleção. Em 2002, jogávamos para o Ronaldo e para o Rivaldo, o (Ronaldinho) Gaúcho jogava para os dois também, cada um sabia o que fazer. Eu sabia que na Copa não ia ser melhor que eles, mas na minha posição eu ia ser o melhor. São pequenos ajustes para que a seleção possa jogar como seleção. Falta disciplina tática, só isso”, ressaltou o ex-lateral-direito.

Cafu também afirmou que perder para a Argentina “pode acontecer” e que vê a Seleção “com bons olhos”.

“Perder para a Argentina pode acontecer. Você perdeu para uma seleção de tradição, que já foi campeã, não perdeu para qualquer seleção dentro do Maracanã. Se perde para Peru, Venezuela ou Bolívia, com todos respeitos a essas seleções, mas aí poderia falar que a seleção brasileira é um total desastre. Mas vejo a seleção com bons olhos”, afirmou Cafu.

A Seleção Brasileira volta a campo no dia 2 de setembro, contra o Chile, fora de casa, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo. O time de Tite lidera o torneio, com 100% de aproveitamento em seis jogos.



Os jogadores da Seleção Brasileira ainda digerem a amarga derrota sofrida para a Argentina na final da Copa América, realizada no Maracanã. Nesta segunda-feira, o capitão Thiago Silva usou suas redes sociais para parabenizar os rivais argentinos, mas alfinetou brasileiros que torceram contra a Seleção.

”Fé para nunca desistir, força para sustentar as dificuldades e foco para atingir seus objetivos. Parabéns ao nosso rival pela conquista! Agora o momento de recarregar as baterias e voltar mais forte. Para aqueles que torceram e sofreram com a gente fica aqui o meu muito obrigado! Que Deus abençoe”, começou a publicação.

”E para aqueles que torceram contra, espero que estejam contentes! Porém, depois não venham se fazer de amigos pra conseguir seja lá qual for a sua intenção (entrevistas, ingressos para levar filhos e amigos nos jogos, camisas ou fotos)”, encerrou.

O Brasil foi derrotado por 1 a 0 pela seleção argentina com gol de Di María. Antes da partida, houve um movimento de brasileiros que declararam torcida para o time estrangeiro, o que causou insatisfação em grande parte dos jogadores da Seleção.



A derrota da Seleção Brasileira para a Argentina na final da Copa América, neste sábado, gerou reclamações sobre o trabalho de Tite como técnico. Campeão Mundial em 1994, o ex-jogador Romário, em entrevista à Rádio Bandeirantes, criticou o treinador e pediu troca no comando técnico da equipe.

“Nós estamos próximos de uma Copa do Mundo. Será muito difícil colocar um treinador que possa dar uma cara diferente, taticamente falando. Mas é muito difícil ter de seguir com o Tite. O Tite está definido em um esquema de jogo que não está dando resultado”, disse.

Para Romário, Pep Guardiola, treinador do Manchester City, seria a melhor opção para o cargo.

“Seria o Guardiola. Principalmente se o Guardiola imprimir aqui a sua marca da forma como seus times jogam”, completou.

Por fim, o ex-atleta afirmou que a Seleção é muito dependente de Neymar.

“Nós temos grandes jogadores? Temos. Mas a forma que a seleção joga é muito estranha. E, para mim, isso atrapalha muito o jeito do Neymar jogar. Nossa seleção fica muito na dependência dele. O futebol de hoje não tem mais a condição de um jogador sozinho fazer a diferença, se não tiver do lado mais dois ou três”, encerrou.



A Argentina derrotou o Brasil por 1 a 0 pela final da Copa América em pleno Maracanã no último sábado. Neste domingo, Neymar, camisa 10 da Seleção Brasileira, sem esconder sua chateação com o resultado, usou suas redes sociais para exaltar a conquista de Messi, seu companheiro nos tempos de Barcelona, que venceu seu primeiro título com a Seleção Argentina.

”Perder me machuca, me dói … é coisa que eu ainda não aprendi a conviver. Ontem quando perdi, fui dar um abraço ao maior e melhor da história que eu vi jogar. Meu amigo e irmão Messi, fiquei triste e falei pra ele “você me ganhou” fico triste demais por ter perdido. Mas esse cara é f…”, escreveu Neymar.

”Tenho um respeito muito grande pelo o que ele fez pelo futebol e principalmente por mim. Odeio perder! Mas desfrute do seu título, o futebol te esperava por esse momento! Parabéns hermano”, disse o brasileiro.

Messi terminou a Copa América liderando a artilharia da competição com quatro gols marcados. Agora, o craque argentino se redime após ter perdido três finais do torneio em sua carreira. Em 2007, para o Brasil, e em 2015 e 2016 para o Chile.



A derrota para a Argentina na final da Copa América foi um duro golpe para a Seleção Brasileira comandada pelo técnico Tite no anterior à Copa do Mundo. No entanto, a ordem é aprender com os erros e melhorar até a disputa do Mundial do Catar.

“A gente lutou, infelizmente teve a derrota, é do futebol, tem que agradecer pelo grupo, pelo professor (Tite). Fomos leais, fizemos uma grande Copa América. Temos que ser mais fortes, ajustar muito até a Copa. Vamos chegar mais fortes”, prometeu à ESPN o volante Fred, que foi além ao ser perguntado se a equipe está preparada para o Mundial.

“Difícil falar que estamos prontos, há ajustes, mas acho que estamos no caminho certo. Acho que fizemos um grande jogo (contra a Argentina). Eles fizeram gol em um erro nosso e depois amarraram o jogo. Ficaremos mais fortes com isso, vamos chegar bem na Copa, vamos trabalhar para acertar”, emendou.

Fred reconhece que os jogadores do Brasil ficaram muito abalados com o resultado negativo na decisão da Copa América. “Choramos todos, triste, ninguém quer perder, ainda mais em casa para um grande rival”, explicou.

 



A seleção da Argentina desembarcou na manhã deste domingo em Buenos Aires, após conquistar no sábado a Copa América no Brasil, e deixou o aeroporto em direção à sede da Associação do Futebol Argentino (AFA) sob forte operação de segurança. A equipe comandada pelo atacante Lionel Messi saiu do Rio de Janeiro de madrugada e pousou no terminal aéreo da capital do país.

Depois de serem submetidos a rigorosos exames, os jogadores que no sábado derrotaram a seleção brasileira por 1 a 0 na final do torneio continental de seleções, disputada no Maracanã, embarcaram em dois ônibus escoltados por várias motocicletas e carros da polícia.
Centenas de torcedores se aproximaram da rodovia para festejar com os jogadores.

Nenhuma celebração institucional está planejada pela AFA devido às medidas de combate à pandemia de covid-19.
Assim que chegarem na sede da confederação de futebol local, a delegação argentina será recebida pelo presidente do país, Alberto Fernández.

No sábado, a Argentina acabou com uma série de 28 anos sem títulos e o atacante Messi enfim celebrou a conquista de seu primeiro troféu pela seleção.