Entenda como a Seleção enxerga seu próximo desafio na Copa América - Gazeta Esportiva
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A Seleção Brasileira está a uma vitória simples de já se garantir nas quartas de final da Copa América. A vitória em cima da Bolívia na estreia aliada ao empate entre Venezuela e Peru deixou a equipe de Tite confortável no Grupo A.

O próximo desafio é justamente contra os venezuelanos, terça-feira, às 21h30, no estádio da Fonte Nova, em Salvador. E o elenco canarinho já sabe o que esperar e como se preparar para não ser pego de surpresa.

“Recentemente, ganharam por 3 a 1 da Argentina em Madrid, então tem que ter muito respeito para querer fazer o melhor e tentar classificar já no segundo jogo”, pregou Casemiro.

“Eles vão se impor no jogo, e isso é bom para a gente. A Seleção Brasileira gosta de jogar, de sair para jogar, e quando pega um time mais recuado complica um pouco nosso jogo. Quando as seleções vierem com o propósito de jogar, acho que vai facilitar um pouco mais”, previu Gabriel Jesus.

“Venezuela vem num bom momento, teve uma renovação da seleção, com novos jogadores. Agora é descansar um pouco e depois estudar bem eles para que a gente possa fazer um grande trabalho”, avaliou Marquinhos.

“São, teoricamente, duas equipes mais fortes. Pensando na Venezuela, vamos trabalhar de uma maneira muito forte dentro de campo para fazer nosso melhor, que é jogar, propor o jogo e também te ruma defesa sólida, cedendo poucas chances ao adversário”, concluiu Alisson.

A Seleção Brasileira deve ter mudança para o confronto. Recuperado, Arthur pode formar dupla com Casemiro no meio de campo, mandando Fernandinho para o banco de reservas.

 



Principal jogador da seleção argentina, Lionel Messi saiu da Arena Fonte Nova, em Salvador, com cara de poucos amigos. Sem conseguir liderar sua equipe rumo à vitória na estreia da Copa América, o camisa 10 admitiu que o revés por 2 a 0 será difícil de “engolir” nesse primeiro momento.

“Demora um tempo para aceitar essa derrota, mas vamos ver como serão os próximos dias. Precisamos olhar para frente e seguir, queríamos começar de outra maneira, mas temos de pensar diferente agora”, afirmou o craque.

Cercado de marcadores colombianos durante toda a partida, Messi pouco pôde fazer para salvar a seleção argentina neste sábado. No segundo tempo, assim como seus companheiros, o camisa 10 melhorou, chamou a responsabilidade e até chegou a driblar alguns adversários, mas rapidamente recebia a falta.

“No segundo tempo nos soltamos mais, porém, sofremos o gol no momento em que estávamos melhores. Foi um golaço [do Roger Martínez]. Eles marcaram o gol no nosso melhor momento no jogo”, prosseguiu.

Agora, a Argentina terá de correr atrás do prejuízo contra o Paraguai, na próxima quarta-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte.

“Temos que tirar os pontos positivos de hoje e já pensar no dia seguinte. Temos muitas chances, agora é levantar a cabeça. Vai levar um tempo para assimilar a derrota, mas temos que fazer isso. A gente queria iniciar o torneio de outra forma, mas temos que ir passo a passo”, concluiu.



O grupo da Seleção Brasileira que disputa a Copa América não conta com jogadores do Palmeiras. Mas, tem em Gabriel Jesus seu camisa 9. Atleta do Manchester City, o atacante voltou para casa na tarde desse sábado, ao treinar com o elenco canarinho na Academia de Futebol.

Diferente de seus companheiros, Jesus conhece bem o local. Ao perceber jogadores perdidos, sem saber como acessar ao campo, Gabriel Jesus curtiu um momento de guia. Chamou os demais e puxou a fila.

“Aqui você conhece, né, Gabriel?”, disse um jornalista. “Um pouco”, respondeu o jogador, entrando na brincadeira.

Como atuou apenas em parte do segundo tempo na vitória do Brasil sobre a Bolívia no dia anterior, Jesus trabalhou normalmente no gramado, enquanto os titulares no Morumbi ficaram apenas na academia para o tradicional trabalho regenerativo.

Foi nítido como o jovem de 22 anos se sentia à vontade, rindo à toa, esbanjando alegria e motivado por estar treinando dentro do CT palmeirense, onde se criou como atleta do clube alviverde, mas dessa vez como jogador da Seleção Brasileira.

Jesus chegou ao Verdão em 2013, para reforçar as categorias de base. Dois anos depois já estreava pelo time profissional. Foram dois títulos antes da venda ao Manchester City a pedido de Pep Guardiola: a Copa Do Brasil de 2015 e o Campeonato Brasileiro de 2016. Ao todo, disputou 83 jogos, marcou 28 gols e distribuiu seis assistências.

A passagem lhe rendeu identificação e idolatria. Muito por isso, ao fim do treino desse sábado, o atacante foi presenteado por Maurício Galiotte, atual mandatário do Palmeiras, com uma camisa personalizada. Apesar de sempre ter atuado com a camisa 33, o clube preferiu fazer uma referência ao ano vigente na numeração da vestimenta, o que surpreendeu muita gente.



Hernán Gómez quer sua equipe marcando a bola (Foto: Luis ACOSTA / AFP)

A seleção equatoriana terá uma pedreira na estreia da Copa América. Neste domingo, a equipe comandada por Hernán Gómez enfrenta o Uruguai, às 19 horas (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte. Visando parar o poderoso ataque uruguaio, que contará com Suárez e Cavani, o treinador lembrou de brasileiros.

“Não é desrespeitoso o que vou dizer, mas já enfrentei em outras épocas jogadores como Ronaldinho, Ronaldo, Romário, Cafu, e equipes de Messi, de todos esses uruguaios. Com o máximo de respeito, trato que minhas equipes marquem mais a bola. Mais do que as capacidades individuais do adversário”, disse.

“Precisamos ter disciplina para criar a superioridade numérica perto da bola. Não marco individualmente. Às vezes falam muito sobre como marcar Messi, ou como marcar Suárez. Temos que marcar bem a bola. Não é nenhum desrespeito pelos rivais, é um estilo que tenho de ver o futebol”, completou.

Para o duelo, Hernán Gómez já confirmou a equipe com o zagueiro Arboleda, do São Paulo, no banco. A escalação tem: Alex Domínguez; Jose Quintero, Gabriel Achilier, Arturo Mina e Beder Caicedo; Jefferson Orejuela, Jefferson Intriago, Ayrton Preciado, Antonio Valencia e Angel Mena; Enner Valencia. 

 



Lionel Scaloni foi bastante crítico em relação ao estado do gramado da Arena Fonte Nova. Passada a derrota por 2 a 0 para a Colômbia, o treinador da argentina lamentou as condições às quais seus jogadores foram submetidos na estreia na Copa América.

“O gramado do estádio não estava bom. Para jogadores deste calibre, fica difícil. Se no primeiro jogo o gramado estava assim, fico imaginando como estará no terceiro jogo”, afirmou Scaloni.

De fato, o gramado da Arena Fonte Nova era uma preocupação antes da partida. As fortes chuvas que assolaram Salvador na última semana prejudicaram consideravelmente o campo do estádio, e a organização da Copa América pouco pôde fazer para resolver o problema.

No intervalo da partida deste sábado, funcionários puderam ser vistos com algumas ferramentas na tentativa de reparar o gramado da Arena, mas o trabalho manual pouco melhorou as condições para o jogo.

“Rebemos uma grande pancada”, diz Paredes sobre derrota

Um dos protagonistas do segundo tempo do duelo entre Argentina e Colômbia, Paredes não escondeu o abalo pela derrota de sua equipe em Salvador. O camisa 5 levantou a arquibancada duas vezes com chutes potentes, no entanto, prevaleceu a eficiência do time cafeeiro.

“Recebemos uma grande pancada, estávamos jogando bem. No primeiro tempo estávamos muito lentos, no segundo tempo melhoramos. Infelizmente, a bola acabou não entrando”, afirmou Paredes.

“Quando saímos um pouco mais criamos muito mais, mas não conseguimos fazer gols. Temos que melhor bastante, ainda há muito jogo para gente crescer”, completou o volante argentino.



Duván Zapata saiu de campo com um sorriso de orelha à orelha neste sábado, após vencer a Argentina por 2 a 0 na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela primeira rodada do Grupo B da Copa América. Com o resultado, a seleção colombiana quebrou um tabu de 20 anos sem vencer os Hermanos na competição sul-americana.

“Sabíamos que havia muitos anos que não vencíamos, estou feliz, mas a Copa não termina hoje, vamos desfrutar da vitória, estou muito contente, mas já temos que pensar nos próximos jogos”, disse o autor do segundo gol colombiano deste sábado.

A última vitória da Colômbia sobre a Argentina em Copa América havia sido em 1999, quando o time cafeeiro saiu de campo com o triunfo por 3 a 0. De lá para cá, foram quatro jogos, com duas vitórias da Argentina e outros dois empates.

“Não é fácil. Acho que, apesar de todas as mudanças, hoje conseguimos um excelente resultado, com o time indo pra frente”, prosseguiu.

“Entrei e acompanhei a minha equipe, estávamos fazendo o melhor que podíamos e conseguimos fazer os gols no segundo tempo. O rival é muito bom, mas conseguimos a vitória”, concluiu.



A seleção colombiana estreou na Copa América com o pé direito neste sábado. Enfrentando a Argentina na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela primeira rodada do Grupo B, James Rodríguez, Falcao e companhia não fizeram um jogo de saltar os olhos, mas neutralizaram Messi e conseguiram sair de campo com a vitória por 2 a 0, graças aos gols de Roger Martínez e Zapata, ambos no segundo tempo.

Contando com um bom público no estádio baiano, as duas equipes fizeram um primeiro tempo bastante monótono. Na etapa complementar, a Argentina voltou a campo mais agressiva e até esteve próxima de chegar às redes, entretanto, quando menos esperavam, a Colômbia foi certeira para não só fazer 1 a 0, mas também marcar o segundo gol já nos últimos minutos para matar a partida.

Agora, a Argentina terá de correr atrás do prejuízo na próxima quarta-feira, contra o Paraguai, às 21h30 (de Brasília), no Mineirão. No mesmo dia, mas as 18h30, a Colômbia encara o Catar no estádio do Morumbi.

O jogo – A partida em Salvador começou agitada. Logo aos quatro minutos James Rodríguez chapelou Otamendi e levantou as arquibancadas da Arena Fonte Nova. Dois minutos depois, Aguero recebeu lançamento de trivela de Messi, mas viu Ospina chegou primeiro. O problema é que o goleiro colombiano, na tentativa de afastar o perigo com uma espécie de voleio, não pegou em cheio na bola. Logo em seguida, Aguero ainda dividiu com a zaga adversária, mas novamente não levou a melhor.

A Colômbia respondeu aos 15 minutos com Roger Martínez. O atacante chegou finalizando dentro da área após Falcao receber cruzamento de Cuadrado, fazer o pivô e ajeitar para seu companheiro bater, porém, o arremate contou com desvio da zaga argentina e foi para a linha de fundo.

A partir daí, o jogo passou a ficar bastante monótono, sem chances reais de gol. Sem dar muitos espaços, as defesas iam prevalecendo sobre os ataques. Antes do apito final, houve apenas uma oportunidade de a torcida ver a bola nas redes. Aos 29, Armani saiu jogando com Otamendi, entretanto, o zagueiro argentino se enrolou todo dentro da área e perdeu a bola para Falcao, que tocou para James Rodríguez, mas Paredes chegou antes para dar fim à lambança.

Segundo tempo

A conversa que o técnico Lionel Scaloni teve com o elenco surtiu efeito, e a Argentina voltou para a etapa complementar bem mais agressiva. Logo no primeiro minuto Paredes arriscou um chute de fora da área que passou a centímetros da trave. Depois, aos 13, o mesmo Paredes aproveitou a sobra de uma jogada de ataque para chegar soltando uma bomba de primeira, forçando boa defesa de Ospina.

Já aos 20 minutos foi a vez de Otamendi exigir intervenção do goleiro colombiano. Aguero fez o cruzamento pela esquerda, e o zagueiro argentino cabeceou firme, para baixo, mas viu o rival espalmar. No rebote, Messi, também de cabeça, tentou colocar no cantinho, mas mandou para fora.

Mas, quando tudo apontava para um possível gol da Argentina, a Colômbia foi certeira. Aos 25 minutos, Roger Martínez recebeu lançamento de James Rodríguez, se livrou da marcação de Saravia levando para o meio e bateu forte, cruzado, sem chances para Armani.

Não satisfeita, a seleção colombiana ainda teve tempo para balançar as redes novamente, aos 40 minutos, com Zapata, que recebeu cruzamento rasteiro de Tesillo pela esquerda e precisou apenas completar para o fundo do gol, de carrinho, para matar o jogo.

FICHA TÉCNICA
ARGENTINA 0 X 2 COLÔMBIA

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)
Data: 15 de junho de 2019, sábado
Horário: 19h (de Brasília)
Árbitro: Roberto Tobar (CHI)
Assistentes: Christian Schiemann (CHI) e Claudio Rios (CHI)
VAR: Julio Bascuñan (CHI)

Público presente: 35.572 pessoas
Renda: R$ 9.259.710,00

Gols: Roger Martínez, aos 25 do 2ºT, e Zapata, aos 40 do 2ºT (Colômbia)
Cartões amarelos: Rodríguez, Paredes e Saravia (Argentina); Falcao, Cuadrado, Lerma e Zapata (Colômbia)

ARGENTINA: Armani; Saravia, Otamendi, Pezzella e Tagliafico; Rodríguez (Pizarro), Paredes, Messi e Lo Celso; Aguero (Matías Suárez) e Di Maria (De Paul)
Técnico: Lionel Scaloni

COLÔMBIA: Ospina; Medina, Davinson Sánchez, Mina e Tesillo; Barrios, Uribe e Cuadrado (Lerma); James Rodríguez, Falcao (Zapata) e Muriel (Martínez)
Técnico: Carlos Queiroz



Junto com o Brasil, a seleção do Uruguai chega para a Copa América como uma das principais favoritas. Em entrevista coletiva concedida neste sábado, o capitão Godín falou sobre a possibilidade de título da Celeste, mas tentou afastar o favoritismo.

“Poder ganhar um título com a seleção não tem preço e não tem nada que se compare. É um sonho ganhar a Copa América e uma nova oportunidade que temos. Dizer que somos favoritos não melhora em nada, temos que demonstrar no campo”, declarou o zagueiro.

Godín é o capitão da Seleção Uruguaia (Foto: Luis Acosta/AFP)

Com 15 títulos conquistados, o Uruguai é o maior campeão da Copa América e isso pode aumentar a responsabilidade dos comandados de Óscar Tabarez. Godín mostrou que reconhece isso, mas lembrou do equilíbrio da competição.

“Somos uma seleção com muita história e não escondemos isso. O importante é estar bem preparado para o torneio. O Tabarez disse que o equilíbrio entre as seleções é muito grande. Cada um deve estar concentrado no que deve fazer”, disse.

A estreia do Uruguai será contra o Equador, às 19h deste domingo, no Mineirão. A Celeste ocupa o Grupo C, que além do adversário, conta com Chile e Japão.



Após empate da Venezuela contra o Peru por 0 a 0 na primeira rodada da fase de grupos da Copa América neste sábado, o goleiro Fariñez, destaque da equipe venezuelana, valorizou o ponto conquistado com um a jogador a menos e já mudou o foco para o confronto contra o Brasil, na próxima terça-feira, em Salvador, às 21h30 (horário de Brasília).

(Foto: EVARISTO SA/AFP)

“Um empate importante, é resgatável. Uma lastima que não conseguimos vencer, pena, o futebol é assim, temos que aproveitar todos os jogos e dedicar tudo de nós”, relatou o arqueiro, destaque no 2º tempo com defesas que garantiram o 0 a 0.

“Graças a deus foi um diferencial, vamos continuar jogando, esse empate para nós vai ser muito valioso e vamos corrigir os detalhes para enfrentar o Brasil e seguir em frente”, completou o venezuelano.

(Foto: Jeferson Guareze/AFP)

O experiente atacante Salomón Rondón também comemorou o resultado “É difícil enfrentar essa seleção, com os jogadores que tínhamos tentamos fazer o que podíamos dentro desse jogo. Eles lutaram bastante, ficaram com um jogador a mais e levaram talvez mais posse de bola, nós fizemos o nosso trabalho no entanto, com um jogador a menos, agora vamos pensar no próximo jogo”, disse.

O camisa 23 também mostrou confiança para o seguimento da Copa América: “estamos bem, vamos enfrentar o Brasil e a Bolívia e no meu ponto de vista o grupo está bastante coeso e vamos pensar no próximo jogo, finalizou.