Atual bicampeão, Chile enfrenta convidado Japão na Copa América - Gazeta Esportiva
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Fechando a primeira rodada da Copa América, Chile, atual bicampeão do torneio com os títulos de 2015 e 2016, e Japão, um dos países convidados pela Conmebol, se encontram no estádio do Morumbi, em São Paulo, às 20h (de Brasília) desta segunda-feira, pelo grupo C, que ainda tem Uruguai e Equador.

Reinaldo Rueda, ex-Flamengo, fará sua estreia em competições oficiais no comando do Chile (Foto: Andres Pina/Photosport Chile/AFP)

Pelo lado dos sul-americanos, o colombiano Reinaldo Rueda, ex-Flamengo, fará sua primeira partida em competições oficiais no comando da equipe, num momento de reformulação da seleção. Misturando atletas experientes, como Arturo Vidal, do Barcelona, e Alexis Sánchez, do Manchester United, o time também terá novidades, caso do zagueiro Guillermo Maripán, do Alavés, que só jogou até agora amistosos pelo Chile.

Ainda assim, há muitos remanescentes das duas últimas conquistas, ambas contra a Argentina. Além dos dois já mencionados, a seleção chilena conta com os experientes Charles Aránguiz, Gary Medel, Jean Beausejour e Eduardo Vargas. O que preocupa, porém, é que, apesar de atual bicampeão, o Chile vem de uma derrota contra o México, um empate contra os Estados Unidos e uma vitória no sufoco contra o Haiti, todos amistosos preparatórios.

Do outro lado, a seleção japonesa, que disputa a sua segunda Copa América por convite (a primeira foi em 1999), tem uma filosofia um pouco diferente: aposta em atletas da base visando as Olimpíadas de 2020, sem esquecer que Tóquio será a sede desta competição.

Seleção japonesa treina no estádio do Pacaembu, em São Paulo (Foto: Miguel Schincariol/AFP)

Vindo de uma boa campanha na Copa da Ásia, em janeiro deste ano, quando ficou com o vice-campeonato, o técnico Hajime Moriyasu poderá contar com Takumi Minamino, do Salzburg, Maya Yoshida, do Southampton e Yuya Osako, do Werder Bremen.

Outro ponto de destaque será a presença do experiente Shinji Okazaki, do Leicester, de 33 anos, para tentar equilibrar a equipe. Além dele, Takefusa Kubo foi chamado. Ele é um meia de 18 anos que já atuou na base do Barcelona e, na última semana, foi contratado para o time B do Real Madrid.

FICHA TÉCNICA
JAPÃO X CHILE 

Local: Estádio do Morumbi, São Paulo (SP)
Data: 17 de junho de 2019 (segunda-feira)
Horário: 20horas (de Brasília)
Árbitro: Mario Díaz de Vivar (PAR)
Assistentes: Eduardo Cardozo e Dario Gaona (PAR)
Árbitro de vídeo: Jesus Valenzuela (VEN)

JAPÃO: Osako; Tomiyasu, Ueda e Itakura; Nakayama, Shibasaki, Sugioka e Iwata e Nakajima; Kubo e Okazaki.
Técnico: Hajime Moriyasu

CHILE: Arias; Isla, Medel, Maripán e Beausejour; Pulgar, Aránguiz e Vidal; Fuenzalida, Vargas e Sánchez.
Técnico: Reinaldo Rueda



Convidada a participar da Copa América 2019, que tem o Brasil como país sede, a seleção do Japão fez o reconhecimento oficial do estádio do Morumbi, em São Paulo, no início da noite desse domingo. Nessa segunda, às 20h (de Brasília), os asiáticos estreiam contra o Chile, no palco são-paulino.

Antes do grupo ir ao gramado, o técnico Hajime Moriyasu e o meia Gaju Shibasaki foram à sala de imprensa para conceder entrevistas coletivas. Mas, de repente se depararam com a timidez os jornalistas conterrâneos.

Um representante da Conmebol abriu o período de perguntas. Ninguém se manifestou. Para quebrar o clima quase de constrangimento, uma jornalista colombiana resolveu fazer o primeiro questionamento. Em seguida, novo suspense. Após muita conversa entre Moriyasu, Shibasaki e uma pessoa da delegação japonesa, o atleta resolveu ser o porta-voz.

A voz do treinador só pôde ser percebida na sexta questão, quando a pergunta fora totalmente direcionada. Daí para frente, chamou atenção a cordialidade de Moriyasu, que antes de cada resposta jamais se esquecia de “pois não, senhor”. Aliás, ao fim da coletiva, Moriyasu agradeceu a todos de forma respeitosa para depois se levantar.

O único momento descontraído se deu por causa de um incômodo entre os asiáticos que estavam na sala. Ao tomar o microfone, um repórter japonês foi direto: “serei breve na minha pergunta, porque está muito frio nessa sala e está difícil ficar aqui”.

Imediatamente, todos riram, e a organização entendeu o recado. Aparelhos de ar-condicionado foram desligados para tornar a temperatura mais agradável aos estrangeiros.

Já na cabine do Morumbi, de onde jornalistas tiveram vista do trabalho em campo por apenas 15 minutos, nada chamou mais atenção do que o silêncio. Era possível ouvir os atletas conversando entre si a uma distância de aproximadamente 25 metros.

Convocação longe do ideal
O Japão tem a equipe com a menor média de idade dessa Copa América (22,3). E o motivo é o fato de muitos clubes não terem liberados seus principais jogadores para a competição em terras que os japoneses jamais venceram.

“Inicialmente, a nossa participação teve uma situação excepcional de convocação, porque as equipes não tinham obrigatoriedade de liberação, motivo pelo qual enfrentamos dificuldades para convocação. A federação quis trazer a seleção principal, fez um grande esforço, e reconhecemos, mas a convocação não foi aquela que tínhamos como ideal. Motivo pelo qual a seleção não é mais poderosa que os senhores teriam aqui”, explicou o comandante do plantel.

O fato de ter apenas seis jogadores veteranos e 17 que nunca defenderam o plantel principal não deve ser motivo, porém, para uma postura retraída durante a Copa América, espera Hajime Moriyasu.

“Sabemos (que o Chile) é uma equipe bicampeã, de muita grandeza, forte. E tudo isso fica bem latente pelo seu glorioso retrospecto. E o fato de estarmos jogando contra a atual campeã, para nós e para os jogadores, é motivo para entrarmos com coragem. Vamos buscar a vitória e espero que os jogadores tenham essa atitude. Na pior das hipóteses, que consigamos pelo menos um ponto. Que eles tenham esse espirito de desafio, que enfrentem dessa maneira”.

 



A Seleção Brasileira já está em Salvador para o seu segundo compromisso na Copa América. Neste domingo, o o técnico Tite ensaiou o time titular para o confronto com a Venezuela com a presença de Arthur na vaga de Fernandinho. Recuperado de dores no joelho direito, o volante do Barcelona deverá começar jogando. Militão, que deixou o treinamento de sábado mais cedo, trabalhou normalmente.

Arthur foi a única novidade em relação ao time que venceu a Bolívia na estreia. Assim, a tendência é que o Brasil entre em campo na Arena Fonte Nova com Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís; Casemiro e Arthur; Richarlison, Coutinho e David Neres; Roberto Firmino.

No último sábado, Militão que agora pertence ao Real Madrid, deixou o treinamento mais cedo alegando dores no quadril. A situação, é claro, preocupou a todos da comissão técnica, entretanto, não foi constatada qualquer lesão mais grave, o que permitiu ao zagueiro voltar a ficar à disposição já no dia seguinte.

Em contrapartida, o goleiro Ederson, que ainda não se recuperou de dores na panturrilha, segue se limitando apenas a trabalhos fisioterápicos. Lucas Arcanjo, do Vitória, completou as atividades na vaga do jogador do Manchester City.

Depois de estrear vencendo a Bolívia por 3 a 0, o Brasil terá pela frente a Venezuela na Arena Fonta Nova. A seleção vinotinto estreou com empate sem gols com o Peru, em Porto Alegre, mas, apesar de não ser uma das equipes mais fortes da América do Sul, vem deixando a Seleção Brasileira em alerta.

Em março deste ano, em amistoso realizado no estádio do Atlético de Madrid, na Espanha, a Venezuela surpreendentemente venceu a Argentina por 3 a 1, com Messi em campo, inclusive. O inesperado resultado aconteceu graças Murillo, Rondón e Josef Martínez, que aproveitaram a profunda crise do futebol argentino para assegurar o triunfo histórico. Lautaro Martínez descontou para a Albiceleste.





O Paraguai vencia o Catar por 2 a 0, mas sofreu o empate e agora precisa buscar a classificação às fases finais da Copa América contra Argentina e Colômbia.

Autores dos gols, Cardozo e Derlis lamentam a falta de regularidade durante a partida.

“Nos desconcentramos muito. Entramos com toda força no primeiro tempo, depois corremos atrás da bola. Eles têm um bom time, infelizmente sofremos o empate. Agora temos de nos preparar para a próxima partida”, disse Cardozo.

“Não soubemos aproveitar a vantagem, são jogos-chave. Não podemos ficar fora, faltam dois jogos pela classificação. Todos os jogos serão difíceis, sabíamos que seria difícil hoje também. Não aproveitamos, temos que levantar a cabeça e estar prontos para enfrentar a Argentina”, analisou Derlis.

O Paraguai volta a campo para enfrentar a Argentina, quarta-feira, no Mineirão. A líder Colômbia receberá o Catar no mesmo dia, no Morumbi.



O Paraguai empatou em 2 a 2 com o Catar domingo à tarde, no Estádio do Maracanã, pela primeira rodada da Copa América, em duelo válido pelo Grupo B da Copa América. 

O Paraguai abriu o placar com Cardozo e ampliou com golaço do santista Derlis González. O Catar manteve a boa organização tática e diminuiu com Almoez Ali, em outro bonita chute de fora da área, e empatou com Khoukhi.

Com o empate, Paraguai e Catar ficam atrás da líder Colômbia, que venceu a lanterna Argentina por 2 a 0. Na próxima quarta-feira, o Paraguai enfrenta a Argentina no Mineirão. No mesmo dia, a Colômbia duelará contra o Catar, no Morumbi.

O JOGO

O Paraguai teve um “garçom” improvável no Maracanã: a defesa do Catar, principalmente com o goleiro Al-Sheeb. Vários erros na saída de bola facilitaram a vida dos albirrojos.

Arzamendia teve boa chance após driblar o goleiro. Na sequência, aos 2, Balbuena cabeceou e a bola bateu na mão de Pedro Miguel. Pênalti convertido por Cardozo.

No minuto 15, o Catar perdeu chance incrível. Hassan cruzou bem da esquerda e Al-Haydos, sozinho no segundo pau e sem goleiro, se atrapalhou e chutou para fora.

Quando o placar marcava 34, o Paraguai teve nova oportunidade pelo alto. Almiron e Cecílio fizeram jogada ensaiada em escanteio e Balbuena, de novo ele, cabeceou com perigo. Nos minutos seguinte, a defesa do Catar voltou a vacilar – e duas vezes. Pérez desperdiçou ambos os lances para ampliar.

Aos 45, pouco antes do intervalo, Almoez Ali saiu na cara do gol e Gatito fez defesa espetacular para garantir a vantagem parcial do Paraguai.

Derlis fez um golaço para o Paraguai (Pedro UGARTE / AFP)

REAÇÃO

No sexto minuto, Cardozo faria o segundo gol depois de passe de Almiron, mas a arbitragem, com o auxílio do VAR, assinalou impedimento de Derlis González no início da jogada. E aos 10, o Catar não resistiu. Derlis, que entrou no intervalo, arriscou de fora da área e marcou um golaço.

Depois do domínio nos primeiros minutos da etapa final, o Paraguai diminuiu o ritmo e levou o castigo. Almoez Ali recebeu na entrada da área, cortou e chutou bonito, no ângulo de Gatito – a bola resvalou em Alonso antes de entrar.

Aos 31, veio o empate. Depois de jogada bem trabalhada, Khoukri recebeu na frente de Gatito e chutou mascado. O goleiro desviou para trás e Rojas tentou evitar, mas não conseguiu. Ele se chocou com a trave e teve de ser substituído.

Após o empate, o Paraguai se lançou ao ataque, mas não teve força para desempatar. O Catar suportou bem na defesa, ainda levou perigo em contra-ataques e conquistou ponto importante.

FICHA TÉCNICA
Paraguai 2 x 2 Catar

Data: 16 de junho de 2019
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Diego Haro (PER)
Auxiliares: Jonnhy Bossio e Víctor Ráez (PER)
VAR: Raphael Claus
Público e renda: 19.162/R$ 2.382.305,00
Cartões amarelos: PARAGUAI: Hernán Peréz e Balbuena. CATAR: Salman, Madibo, Hassan e Khoukhi

GOLS
Paraguai: Cardozo, aos 3 do 1T, e Derlis González, aos 10 do 2T;
Catar: Almoez Ali e Khoukhi, aos 22 e 31 do 2T.

PARAGUAI: Gatito Fernández; Valdez, Balbuena, Alonso e Arzamendia (Iturbe); Ortiz, Rodrigo Rojas (Sánchez), Almirón e Cecílio Domínguez; Hernán Pérez (Derlis González) e Cardozo
Técnico: Eduardo Berizzo

CATAR: Al-Sheeb; Pedro Miguel, Hisham, Al.Hassam e Hatem (Boudiaf); Salman, Madibo e Khoukhi; Al-Haydos, Almoez Ali e Akram Afif
Técnico: Félix Sánchez




As torcidas de São Paulo e Bahia podem esperar Daniel Aves com a camisa de seus respectivos clubes. A vinda do lateral aos dois clubes pelo quais nutre maior carinho, porém, vai demorar. Neste domingo, o atleta, em final de contrato com o Paris Saint-Germain, concedeu entrevista coletiva e falou sobre seu futuro.

“Eu nunca digo “não” às coisas por que você não sabe o que a vida prepara. O São Paulo é meu time, o meu pai torce para o Palmeiras, não pode misturar isso senão dá confusão em casa. Torci bastante pelo São Paulo no tempo do Telê, que Deus o tenha. E o Bahia, pelo que construí aqui, seria uma forma de agradecimento voltar para encerrar”, afirmou.

“Mas não vai ser uma temporada, não. Já falei para o pessoal do Bahia que o dia em que voltar aqui vai ser um mês, dois meses, vai demorar ainda (risos). Pretendo outras coisas na minha vida, tenho outros objetivos, não digo maiores, para não pensarem que estou menosprezando os clubes que gosto. Mas acredito que tenho desafios que quero viver e mostrar para outros atletas que eles é que têm que decidir quando começa e quando acaba. Eu que vou decidir, não vai ser o futebol que vai me mandar para casa”, completou.

O contrato de Daniel Alves com o PSG se encerra ao final deste mês. Questionado sobre seu futuro imediato, já que o retorno ao Brasil não acontecerá neste momento, o lateral desconversou e garantiu foco total na Seleção Brasileira.

“Estou na Seleção e prefiro centrar-me no compromisso que temos agora. Foi um ano bastante duro, tive que me reinventar muito, foi muita batalha da minha parte para estar aqui e não quero estragar esse momento pensando em algo fora daqui. Sei o quanto é sofrido não poder fazer nada. Agora que posso fazer, vou aportar meu máximo aqui. Temos uma grande missão e não pode haver distração. A partir daí, a gente vê. Só posso dizer que não tenho medo de desafios, estou preparado para qualquer que seja”, finalizou.