Campeões olímpicos admitem baixa nos salários do vôlei brasileiro - Gazeta Esportiva
Campeões olímpicos admitem baixa nos salários do vôlei brasileiro

Campeões olímpicos admitem baixa nos salários do vôlei brasileiro

Gazeta Esportiva

Por Lucas Sarti*

25/10/2016 às 10:00 • Atualizado: 25/10/2016 às 11:58

São Paulo, SP

Lançamento da Superliga Masculina e Feminina de Vôlei 2016/2017. - Lançamento da Superliga Masculina e Feminina de Vôlei 2016/2017. Foto de Gaspar Nóbrega/CBV/Inovafoto - Brasil - sp - São Paulo - Cgurrascaria Fogo de Chão - - www.inovafoto.com.br - id:120274
Mari, de volta ao vôlei brasileiro, criticou os baixos salários no país (Foto: Divulgação/CBV)


A temporada 2016/17 da Superliga terá uma edição repleta de campeões olímpicos. No feminino, uma das representantes é Mari Steinbrecher, medalhista de ouro em 2008. Em setembro deste ano a oposta acertou sua chegada ao Vôlei Bauru, depois de atuar na Indonésia. Aos 33 anos, Mari criticou o baixo salário que as atletas recebem no vôlei brasileiro, mesmo após o bicampeonato olímpico (2008 e 2012).

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"O nível dos salários caiu muito durante a Olimpíada, era para ser o contrário, mas caiu para todo mundo. A crise chegou pesado no esporte, pois o patrocinador depende da grana. Estamos em uma situação que vivíamos há muitos anos, o que não acontecia mais. O quanto mais rápido o Brasil sair da crise, o esporte vai ser muito grato, porque o salário diminuiu demais", avaliou a oposta em evento de inauguração da Superliga, em São Paulo.

A oposta ainda afirmou que o motivo que a levou a retornar ao Brasil foi familiar, e que as opções na Europa são mais seguras financeiramente.

"Valeria mais a pena jogar fora ganhando em dólar ou em euro. A minha opção de ficar no Brasil foi para ficar perto da minha família, pois meu pai faleceu e eu precisava ficar com eles. Mas, financeiramente falando, no Brasil não vale a pena ficar", acrescentou.

William (esq) também comentou sobre a baixa nos salários (Foto: Divulgação/CBV)
William (esq) também comentou sobre a baixa nos salários (Foto: Divulgação/CBV)


Campeão olímpico com o Brasil no Rio 2016, o levantador William também comentou sobre o salário no país e se mostrou favorável às críticas de Mari.

"Esse ano algumas coisas pesaram, jogar uma Olimpíada em casa, muita gente quis voltar. A crise pegou todos, ninguém esperava. Não estou reclamando, mas o vôlei merecia um pouco mais de valor para nós atletas. Pelo nível dos atletas, poderia estar um pouco melhor", afirmou em entrevista à Gazeta Esportiva.

Eleito o melhor jogador do Mundial de vôlei, vencido pelo Cruzeiro no último final de semana, William revelou que chegou a receber propostas de clubes europeus, mas preferiu ficar perto de sua família.

"Eu tive algumas propostas para sair, mas com família, ir para um lugar onde o clima está meio tenso não é muito interessante... tem vários fatores. Mas acho importante estarmos aqui, isso pode ajudar para que ano que vem seja melhor", salientou William.

* Especial para a Gazeta Esportiva

 

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