Uma pelada no Allianz Parque

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Uma pelada no Allianz Parque

Repórteres da Gazeta Esportiva testam gramado sintético da arena do Palmeiras

Redação - São Paulo, SP 22 de fevereiro de 2020 09:00:40
 

O novo gramado do Allianz Parque recebeu na tarde da última sexta-feira os piores jogadores de sua história. A convite do Palmeiras, alguns jornalistas, entre eles eu e o imprevisível Alexandre Silvestre, tiveram a oportunidade de disputar uma pelada na arena.

Preferências clubísticas à parte, o time de repórteres vestiu camisas brancas do Palmeiras e a equipe adversária, formada por integrantes da comunicação do clube, além de alguns convidados, usou o uniforme verde. A pelada teve até um solitário árbitro, sem assistentes.

Alexandre Silvestre ficou à vontade de verde e branco e conseguiu se dar bem no Allianz Parque, algo raríssimo para um são-paulino. Aos 48 anos, com os cabelos grisalhos empapados pelo suor, o repórter da TV Gazeta jogou como zagueiro e lateral direito e não foi substituído durante os 80 minutos de pelada.

Com a carreira como peladeiro interrompida após o nascimento dos meus dois filhos, sofri pela falta de ritmo. Diante das circunstâncias, atuei como lateral direito cansado, do tipo que raramente passa do meio de campo e, quando passa, demora aproximadamente três dias para voltar.

O veterano Silvestre teve grande atuação. Por seu estilo de jogo, digamos, aguerrido, uma das principais preocupações do lateral/zagueiro era testar o novo o gramado na posição horizontal. “Dei carrinho e não me ralei. Dei uma deslizada legal e não senti nada”, disse, satisfeito.

Acho que não comprometi e confesso que cerca de 90% das vezes em que passei do meio de campo não foi para apoiar o ataque, mas sim para cobrar arremessos. No segundo dos dois tempos de 40 minutos, já estava mais cansado do que lateral e, esbaforido, solicitei substituição antes de entregar o ouro.

Repórteres Alexandre Silvestre e Bruno Ceccon em ação no gramado sintético do Allianz Parque

Ganhamos o jogo e saímos com boas impressões sobre o campo, diferente dos gramados naturais (obviamente) e também dos sintéticos de pelada que costumamos frequentar. Nossas principais observações: a bola corre sem mudar de direção, perde menos força ao longo do caminho e o gramado amortece um pouco quando ela quica.

Nunca gostei da ideia de ter um campo sintético no Allianz Parque por entender que a instalação do piso é justificável apenas caso o dono não consiga arcar com os custos de manutenção do gramado natural ou em locais com condições climáticas que impossibilitam o desenvolvimento da planta.

A grama do velho Palestra Itália

Após cobrir os jogos contra Mirassol e Guarani, os dois únicos do gramado sintético, e da pelada de sexta-feira, porém, quase dou meu braço a torcer: no caso do Palmeiras, o campo artificial parece, de fato, a melhor solução. Estou curioso para ver quais serão as condições logo depois de um show de grande porte.

Em 2010, antes da reforma que transformou o Palestra Itália no Allianz Parque, fui um dos que adquiriram uma lajota de grama como recordação. Aceito que o gramado em que a luta o aguarda mudou, mas prefiro continuar cultivando um pedaço do estádio raiz.

Por Bruno Ceccon

Publicado em 22 de fevereiro de 2020 09:00:40
  • Marcos

    E com direito a fantasia hein… kkk

  • Chico Guru

    O Palestra Itália está para os palmeirenses assim como Machu Picchu estava para os Incas. Uma Arena de tanta glórias e tradições que jamais será esquecida.

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