Olê, olê, olê, olê! Zinho! Zinho!

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Olê, olê, olê, olê! Zinho! Zinho!

A convite da Gazeta Esportiva, ex-mascote palmeirense realiza sonho de rever ídolo e repete foto histórica 26 anos depois

Bruno Ceccon - São Paulo, SP 17 de setembro de 2019 18:30:11
 

O torcedor Diego Sequia e o meia Zinho se acostumaram a entrar em campo juntos durante a década de 1990, um dos períodos mais gloriosos da história do Palmeiras. A convite da Gazeta Esportiva, o antigo mascote cumpriu o sonho de rever seu ídolo e, 26 anos depois, repetiu uma foto histórica.

No último mês de junho, entrevistado pela Gazeta Esportiva para falar sobre os 20 anos da Copa Libertadores 1999, Diego manifestou o desejo de rever seu ídolo. Zinho prontamente aceitou e o reencontro ocorreu em 26 de agosto, data do aniversário de 105 anos do Palmeiras.

“Esse não é o Dieguinho não, né?”, perguntou Zinho, incrédulo ao avistar um homem corpulento e de 30 anos, mas com os mesmos olhos puxados. “Não é possível! Pô, esse é o Diegão”, sorriu o ídolo palmeirense, enquanto trocava um abraço apertado com seu fã.

Levado aos estádios pelo pai Ivan Sequia, dono de um vasto acervo sobre os jogadores do Palmeiras, Diego passou a entrar em campo como mascote em 1993 e manteve o costume até a idade limite. Em alguns jogos, como nos Derbys da Copa Libertadores 1999, ele foi a única criança em campo.

“É uma coisa boa, inesquecível. Levo até hoje e pretendo fazer isso no dia em que tiver um filho. Vivi momentos que, atualmente, são difíceis de acontecer. Em 105 anos de Palmeiras, posso dizer que meu ídolo sempre vai ser ele”, afirmou Diego, antes de puxar o coro de “olê, olê olê, olê! Zinho, Zinho!”, engrossado pelo próprio ex-meia.

Aos 30 anos de idade, o consultor de vendas guarda cuidadosamente uma foto autografada em que está no colo de Zinho e ganha um beijo carinhoso de seu ídolo, datada de 1º de maio de 1993. Vinte e seis anos depois, os dois repetiram o gesto e o ex-meia concedeu um novo autógrafo, devidamente datado.

“Só não consigo mais pegar no colo”, brincou Zinho. “É um símbolo da minha história no Palmeiras e isso não tem preço. Os jogadores precisam ver e saber o que representa. Defendi grandes clubes, tenho várias histórias e, sempre que perguntam sobre torcedores, lembro do Diego. Seguiu a vida e já é um adulto, mas aqueles momentos influenciaram a vida dele”, disse.

Pelo Palmeiras, com 56 gols em 333 partidas, Zinho conquistou o Campeonato Paulista (1993 e 1994), o Campeonato Brasileiro (1993 e 1994), o Torneio Rio-São Paulo (1993), a Copa do Brasil (1998), a Copa Mercosul (1998) e a Copa Libertadores (1999). Sempre com apoio incondicional de Diego Sequia.

“Hoje, o contato entre jogador e torcedor é muito difícil. Há uma distância enorme. Essa convivência era saudável e importante. Se bobear, o Dieguinho era mais importante para mim do que eu para ele. O jeito dele de torcer me motivava, porque eu pensava: não posso decepcionar uma criança. Então, jogava com isso na cabeça”, contou Zinho, um homem generoso ao extremo.

Publicado em 17 de setembro de 2019 18:30:11

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