A voz da torcida deve ecoar na “nova” Portuguesa

Alex Bourgeois fala sobre democracia na SAF da Portuguesa, ameaças recebidas e experiência no Pacaembu.

Da Redação
São Paulo, SP
01/15/2026 11:37:46

Na segunda matéria sobre a entrevista com o presidente da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, o mandatário da Lusa falou sobre a importância de manter uma boa comunicação com a torcida e sócios para o sucesso do projeto a longo prazo. 

O dirigente do time paulista, que avaliou como positivo o balanço do primeiro ano da SAF, usou o termo “democracia” para falar sobre as reuniões que planeja manter com frequência em 2026 com pessoas ligadas de alguma forma com a Portuguesa. 

No último dia 13, Alex promoveu um encontro para falar sobre o andamento da SAF até aquele momento. A reunião contou com pessoas que representam três classes envolvidas com o clube: torcida organizada, sócios-torcedores e a imprensa.  

“Eu escuto muito as pessoas falarem sobre democracia, mas na prática, ninguém faz nada. Nós estamos fazendo isso. Nós estamos ouvindo todas as pessoas que possuem relação com a Portuguesa, e eu acredito que essas pessoas apreciam essa nossa atitude. Queremos ouvi-los, essa é a ideia. É o exercício real da democracia”, disse Alex Bourgeois, em entrevista à Gazeta Esportiva. 

“Com este diálogo, eles vão nos entender ainda melhor, entender os problemas que passamos com a SAF”, completou. 

Alex Bourgeois, presidente da SAF da Portuguesa - Foto: Flickr / portuguesasaf

Ameaças  

Porém, como diz o ditado, “nem tudo são flores”. Através de seu Instagram, Alex relatou no dia 15 de novembro que recebeu ameaças de “torcedores” da Portuguesa insatisfeitos com o primeiro ano da SAF e o desempenho esportivo da equipe no futebol, que caiu de forma precoce na Série D. 

Na publicação, o que se viu foi um grande número de lusitanos prestando seu apoio ao presidente da SAF, entendendo que os resultados podem demorar a acontecer. 

Bourgeois agradeceu o apoio dos torcedores, e chamou as pessoas que o ameaçaram de “frustradas” 

“Acho que primeiro é preciso agradecer aos torcedores da Portuguesa, isso é o mais importante. Assim como eu deixei claro no post, não é a maioria. É uma minoria de infelizes, que acham bacana se esconder atrás de um perfil para te ameaçar. Não acho que isso leva para lugar algum. É meia dúzia de pessoas, uma turma sem noção”, afirmou o presidente. 

“Devem ter uma frustração gigante na vida deles, dá pena deles. Vou tomar as providências necessárias”, falou Alex. 

Foto: Flickr / portuguesasaf

Acordo com o Pacaembu 

No início da temporada 2024, durante o Campeonato Paulista, a Portuguesa firmou um acordo para jogar no Estádio do Pacaembu, enquanto o Canindé, um dos principais pontos de atenção da SAF, passava por reforma. 

Com a temporada terminada, Alex Bourgeois acredita que o acordo com o estádio no início do ano foi positivo para a Portuguesa, que teria aprendido muitas coisas atuando no local. 

“Primeiro que o Pacaembu é um ícone de São Paulo. Para mim, como torcedor de futebol, foi um momento mágico, inclusive, onde a Portuguesa já teve grandes vitórias historicamente. Atualmente, o Pacaembu vive de outras coisas, está menos propício para jogos de futebol. Em resumo, para nós foi uma experiência muito boa. Conseguimos testar muitas coisas nos bastidores, coisas que não conseguiríamos testar no Canindé, principalmente sobre operação de jogo. Aprendemos muito no Pacaembu. O resultado da experiência foi bastante positivo sim”, finalizou Alex Bourgeois. 

Portuguesa x São Paulo, no Pacaembu, em janeiro - Foto: Flickr / portuguesasaf

Série de matérias 

Esta foi a segunda de três matérias que a Gazeta Esportiva preparou sobre a entrevista de Alex Bourgeois e o balanço do primeiro ano da SAF da Portuguesa. Na primeira publicação, que foi ao ar nesta quinta-feira, o presidente analisou a primeira temporada da Lusa como SAF e ainda falou sobre reforços para 2026. 

A terceira e última publicação irá ao ar neste sábado. Alex Bourgeois irá abordar o tema da reforma do Canindé, e as últimas notícias envolvendo o imbróglio com o governo municipal para a cessão dos direitos do terreno do estádio, parte fundamental no acordo da SAF.